segunda-feira, 11 de junho de 2012

Depois do roteiro, a concepção visual



BICICLETAS & CENA DE AMOR EM SÃO PAULO:
workshop gratuito de Story Board & Design para Desenho Animado.
no estúdio CCJ Ruth Cardoso do NUPA (núcleo paulistano de animação)


Os alunos trabalharão na criação visual dos roteiros ganhadores dos Editais Paulicéia BICICLETAS EM SÃO PAULO e CENA DE AMOR EM SÃO PAULO.


Vagas: DEZ participantes e TRÊS ouvintes
SÁBADOS: 14, 21 e 28 de Julho e 11 de Agosto, das 14h30 às 18h30


Inscrições abertas até o dia 12 de Julho, na recepção do CCJ Ruth Cardoso mediante apresentação de portfólio.
Sujeito a aprovação.
É necessário saber desenhar bem.


Professor Céu D'Ellia: Profissional desde 1979, já trabalhou em todas as áreas da produção animada. Entre outras, como supervisor de animação no estúdio de animação de Steven Spielberg.
site ailhadoceu
blog iludente
site vimeo


Pink Daiquiri,
de Julia Bax
Professora convidada Julia Bax: Troféu HQMix desenhista revelação com Quebra-Queixo Technorama. Ilustradora e quadrinista internacional, destacando-se trabalhos para a Marvel, tiras na Folhateen e Pink Daiquiri para os francêses da Le Lombard.
blog juliabax


Professor convidado Klayton Luz: Com vasta experiência em quadrinhos, ilustração e gravura, é também supervisor de ensino na Quanta Academia de Artes. Em 2011 lançou a HQ Aída, da Coleção Ópera em Quadrinhos.
blog editorial
blog imagens


Neste terceira edição dos Editais Paulicéia os roteiros concorrentes para cada um dos temas passaram de oitenta propostas, totalizando mais de cento e sessenta inscrições. O juri começa a trabalhar nos próximos dias e em breve teremos o anúncio do resultado.
Enquanto isso, os motores já estão aquecendo para o workshop que vai definir visualmente os filmes a produzir: design dos personagens, key-visions das cenas principais, definição de cores e texturas e decupagem cinematográfica em story-board.
Arte de Klayton Luz
Como no ano passado, em que trabalhamos com o professor convidado Alê Abreu, vamos dividir o workshop em duas etapas. Na primeira eu mesmo passo o conteúdo do que é o trabalho de desenvolvimento visual para um desenho animado, quais etapas, como interpretar o roteiro, etc. Dividimos o projeto entre os alunos e cada um contribui com sugestões e roughs para partes diferentes do projeto. Na terceira aula os professores convidados reúnem o material, levam pra seus estúdios e trazem na quarta e última aula o projeto pronto. Apresentam para os alunos e quem mais aparecer para assistir (a última aula é aberta). Explicam o porque de suas opções e respondem perguntas. 
Vamos trabalhar simultaneamente nos dois filmes, BICICLETAS e CENAS DE AMOR. Então dividiremos os dez alunos em dois grupos. Um trabalha com a Julia e o outro com o Klayton.


NUPA
Núcleo Paulistano de Animação


CCJ Ruth Cardoso
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)



quinta-feira, 7 de junho de 2012

A História Mundial da Animação






O livro de Stephen Cavalier, The World History of Animation, é recomendado por Jerry Beck. E veja que Beck, um dos blogueiros do Cartoon Brew, é considerado no meio o próprio Mr Animation History.
Segundo Jerry o livro é indicado para quem procura por uma história geral sólida, que cubra o básico e um pouco mais. Vai até 2010, chegando a Toy Story 3, da Pixar, e L'Illusioniste (no Brasil, O Mágico) de Sylvain Chomet. Jerry acrescenta que é mais adequado a estudantes e historiadores iniciantes. 


É no idioma do Bardo, não do Caolho, claro. 


O autor Stephen Cavalier, Cav pros amigos, foi um dos assistentes que trabalhou comigo na Amblimation (futura divisão de animação da Dreamworks), em Londres. Eu era supervisor de animação e tinha um grupo de assistentes para fazer os intervalos e clean-ups de minhas cenas. Antes de assinar meu contrato, preocupado com a eventual resistência que teriam na Europa a um brasileiro liderando uma equipe, coloquei como cláusula que poderia trazer outros brasileiros para serem meus auxiliares. Isso permitiu que alguns brasileiros viajassem para Londres com garantia de emprêgo legal. Mas minha previsão foi completamente equivocada. Foram exatamente meus conterrâneos que, depois que chegaram lá, começaram a se sentir incomodados por me estarem subordinados. E, ao contrário, artistas de outros países, entre inglêses, alemães e italianos (além de uma australiana e um espanhol), achavam ótimo participar de minha equipe. Eram sempre gratos, diziam que eu os auxiliava no processo de formação profissional, que aprendiam muito comigo, etc. Até hoje tenho um afeto bem grande por essa gente. Os bastidores da animação são lugar de convívio de pessoas como qualquer outro. E no fim das contas, no dia a dia dos estúdios, o convívio entre os profissionais é o que mais pesa no resultado do trabalho e na qualidade do que se quer fazer.


London, UK, 1989. Meu time: 






da esquerda pra direita, Stephen Cavalier,
Rudi Bloss, Céu D'Ellia, Denise Dean, 
Andrea Simonti, Dave Webster & Brenda
Então o Cav, vinte anos depois, quando estava escrevendo seu livro, me pediu uma pequena colaboração com informações sobre a história da animação brasileira. Fiz o melhor que pude e acabei entrando na equipe. Veja lá, na página 416 da primeira edição, em Researches. - Thank you very much indeed, Cav! 
Na minha cópia ele escreveu uma dedicatória bem legal, mas vou deixar as palavras que ele escolheu guardadas pra mim.  


Bom dizer que o livro, pelo objetivo de ser tão abrangente, tem que ter cortes e limitações. Como foi precisamente colocado pelo Jerry Beck, é um livro para iniciantes e está longe de esgotar o que merece ser conhecido e estudado. Mas é realmente muito bom como ponto de partida para conhecer os principais artistas, tendências e obras, e daí pesquisar mais, em outros materiais. 
Cav tendo um dreamwork premonitório


Então, o que foi incluído sobre o Brasil é apenas uma pequena cronologia. E nem tudo que submeti ao Cav entrou. Ele cruzou informações e fez as escolhas finais. Desejo que os que se sentirem excluídos tenham paz em seus corações.


Se não estou enganado, até o momento só existem dois livros internacionais que incluem o Brasil na história da animação. Este, do Cav, e Cartoons do Giannalberto Bendazzi.
Esquerda pra direita: Stephen Cavalier,
Rudi Bloss e uns pedacinhos de
Denise Dean e Andrea Simonti.
Parece que o Cav estava comemorando um
bolão que tinha ganho apostando na Seleção
dos Camarões. Mas  ainda estou esperando
ele ou a Denise me explicarem direito essa
história


Clique aqui pra ir para o link original do Brew
Nas fotos ao lado não estão todas as pessoas que fizeram parte de minha equipe. Entre as que faltam, destaco o catalão Alfons Moliné, que também virou escritor, professor e especialista em anime e manga. Um dia ainda coloco um post aqui no Iludente sobre o trabalho dele. 







segunda-feira, 28 de maio de 2012

De volta 12 anos depois



Finalmente vamos saber o que aconteceu na Chapada dos Veadeiros, em 1998, com o investigador Aramis Mococa (o Mo), sua sobrinha, o guia Songa e a banda de rock Os Cabeças de Bagre. E afinal, se o tal animal telepata que a sobrinha do Mo procurava, existia mesmo. E quem eram as figuras misteriosas que dominavam a mente de nossos amigos. E a Professora Morita, qual o papel dela nisso tudo???????


A publicação dessa HQ foi interrompida em 2000. Mas passados 12 anos, estou trabalhando de novo pra revelar a verdade sobre esses estranhos fatos. 


Por hora, aqui vai o rough e o lay-out da capa. O Angelo Bonito está fazendo a ilustração final e isso me deixa MUITO feliz. Vai ficar BONITO. Tenho certeza.





2012: Ano do ZÚ KINKAJÚ!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

As borboletas estão chegando


Entraram em exibição nas salas do Cinemark Brasil dois motion graphics criados e produzidos aqui no estúdio. 


Ambos foram desenvolvidos em parceria com a agência Tônica Mix, com a dupla de publicitários Cibar Ruiz e Lee Swain.
Coloquei no Vimeo pra vocês assistirem e lerem a ficha técnica completa, se quiserem.


clique para assistir no Vimeo
Para que CINEMARK 15 ANOS não fosse mais um flying logo como tantos, introduzimos um elemento vivo, a borboleta, e cuidamos para dar um aspecto mais gráfico ao CG, com texturas de lápis e áreas chapadas. A borboleta que serviu de matriz para todas as outras foi animada a lápis, em papel, em vistas diferentes. Porque cada posição de um ser tão delicado e com uma estrutura de asas complexa é diferente, quase não havendo intervalos. A partir dos desenhos foi feita a manipulação em CG3D e em seguida variantes de timing foram criadas. Comparem com a maioria das borboletas feitas em síntese de imagem por aí e vão perceber que conseguimos algo bem mais suave.
A compressão do filme feita pelo Vimeo para a versão em resolução mais baixa ficou particularmente ruim. Então, se seu sistema permitir, recomendo que assista em HD. A trilha sonora é do Bruno Bona da Sound Design.




clique para assistir no Vimeo
Para o filme da FLIX, de que já falei anteriormente aqui no blog, ressuscitei uma prática anterior a toda essa tecnologia que existe hoje: O BAR-SHEET.


É uma espécie de papel de planejamento que integra a linha do tempo e as linhas para escrever uma partitura musical, em sincronia. Porque para esse filme tinhamos que filmar a bailarina Vivi Medina dançando em slow motion, mas no ritmo de uma música que ainda não havia sido composta. 

Então primeiro defini com o compositor, Fabio Góes do Estúdio Animal, o ritmo da música. Optamos para um 5/4 para a primeira parte, que é uma cadência típica de música de suspense, e para um ritmo 4/4 para a segunda e última parte. Em seguida o Fabio preparou uma trilha de beats (click track) acelerada na mesma proporção do slow motion que usaríamos na filmagem. 


Ou seja, a Vivi dançava com um ritmo acelerado que, quando projetado em slow, caía sincronizado no ritmo certo da música. O bar-sheet permite que se faça o planejamento de todo o filme previamente, desde que já exista um story-board, integrando cada ação no tempo e na música. Quando edição, animação e infografia do filme já estavam próximas do corte final, o Fábio compôs e executou a trilha. 


Isa Spironelli (centro),


retocando a maquiagem de cobertura da Vivi Medina.
De costas, com seu chapéu Indiana Jones, 
o fotógrafo André D'Elia.

Mauro Moreira, da Duca Filmes, 


checando o recorte
e a coerência com o design de animação.

Vivi Medina, 


essa notável bailarina contemporânea colombiana, 
dançando nas marcas.









terça-feira, 1 de maio de 2012

Paulicéia 2012


Criativos moradores da cidade de São Paulo,
Temos o PRAZER (e o AMOR) de anunciar que estão abertas as inscrições para os prêmios dos dois EDITAIS PAULICÉIA 2012:

BICICLETAS EM SÃO PAULO
CENA DE AMOR EM SÃO PAULO
Chegou novamente a hora de abrir as asas da 
imaginação:

Já estão publicados no Diário Oficial da cidade de São Paulo os Editais Paulicéia 2012. 


São dois prêmios de R$10.000,00 (dez mil reais) cada, totalizando R$20.000,00 (vinte mil reais).
Para participar você precisa criar e escrever um roteiro para um desenho animado de 1 minuto. São dois prêmios, dois temas: 

BICICLETAS EM SÃO PAULO
&
CENA DE AMOR EM SÃO PAULO

Quem pode participar: 
Qualquer pessoa que more na cidade de São Paulo há pelo menos dois anos. Podem inscrever-se tanto profissionais como amadores e estudantes. É permitido participar dos dois editais, se quiser.

Como participar: 
Importante! Não precisa desenhar nada. É só escrever seu roteiro de 1 minuto no formato áudio-vídeo, conforme indicado no regulamento. O que nós estamos buscando são BOAS IDÉIAS! Criativas, originais, marcantes.
Todos os detalhes, anexos e ficha de inscrição podem ser baixados deste link:

Para o BICICLETAS EM SÃO PAULO, fique livre para refletir sobre esse importante e atualíssimo tema.

Para o CENA DE AMOR EM SÃO PAULO, lembre-se que tanto pode ser uma cena de AMOR ROMÂNTICO, AMOR FRATERNO ou AMOR DE COMPAIXÃO, como uma cena de AMOR pelo TRABALHO, ou pela NATUREZA, pela FAMÍLIA, ou qualquer outra forma de AMOR que toque você. Existem muitas formas de AMAR...

Quem está oferecendo os prêmios é a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo através do CCJ Ruth Cardoso e do NUPA, Núcleo Paulistano de Animação.

Dúvidas e informações, escreva para: editais.nupa@gmail.com 

Inscrições: de 20 de abril a 9 de junho de 2012, terça à domingo, das 10h às 17h, na recepção do CCJ.
Endereço: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha. São Paulo, capital.
Telefone: (11) 3984 2466


E o que acontece se seu roteiro é escolhido pelo júri?


Nós compramos seu roteiro por dez mil reais, criamos a interpretação visual e fazemos o filme, com qualidade profissional. E seu nome, como roteirista, aparece nos créditos, claro.


O roteirista ganhador do Edital Paulicéia de 2010,
tema MÁRIO DE ANDRADE, foi o
João Spacca.
O design do filme foi criado pelo
Laurent Cardon,
junto com os alunos do
Workshop NUPA.
A animação da
Luciane Eguti e do Paulo Muppet,
com a equipe da
Birdo.
E pode ser vista clicando aqui.
Em 2011, o roteiro premiado para o tema
CANTA, RIACHO! foi de Roney Freitas.
O design foi em seguida criado pelo Alê Abreu,
junto com os alunos do Workshop NUPA.
O filme está em fase de produção, com
animação de Sandro Cleuzo e Gil Caserta.
E cenários de Angelo Bonito.
Em primeira mão, o teste a lápis das primeiras
cenas, pelo Sandro, clicando aqu












Então é isso.
Inspire-se, e boa sorte!

Também em 2011, tivemos o tema
KURUPYRA NO ANHANGABAÚ.
O prêmio ficou para o Guilherme Fonseca.
Eu trabalhei no design junto com o
Michael dos Santos e o Leo Conceição.
E quem está animando, em CG3D, é o
Fernando Fracaroli e o Marsiel Sylvestre.


domingo, 29 de abril de 2012

Viajantes, mágicos e xamãs



Para a capa do livreto do disco de Danny Paradise, Travelers, Magicians & Shamans.


Um desenho que fiz em meu caderno, durante a viagem pela Floreta Amazônica na mesma ocasião em que encontrei o Danny. Em 1992. 
Danny gostou muito do desenho e quis usar como capa. Coloquei umas cores e ficou isso aí. 









sábado, 21 de abril de 2012

Síntese heterogênea



Maurice Denis, Taches de soleil sur la terrasse (Manchas de sol no terraço),




1890, óleo sobre cartão, 20 x 20,5 cm, Museu d'Orsay, Paris.



dezinfluências mais uma 6: Les Nabis




Nabi significa profeta em hebreu e árabe. E foi com esse termo, sugerido a Paul Sérusier pelo escritor Cazalis, que um grupo de uma dúzia de jovens artistas, aproximadamente entre 1888 e 1900, escolheu se designar, meio sériamente, meio como piada, para afirmar sua vontade comum de romper os limites da pintura oficial e renovar a arte em todas as suas formas.


Félix Vallotton,
Enfant jouant au ballon ou Le Ballon
(Criança brincando com bola ou A Bola),
1899, óleo sobre cartão colado em madeira,
48 x 61 cm, Museu D'Orsay, Paris






Sintetismo: Uma pequena paisagem informa à medida que é formulada sintéticamente. 
(Maurice Denis)






Lembrar-se que uma pintura, antes de ser de um cavalo de batalha, uma mulher nua ou uma anedota qualquer, é uma superfície plana, coberta de cores em uma certa ordem organizada.
(Maurice Denis)






Pintar aquilo que vemos, de súbito, entrando em uma sala.
(Bonnard)






O conteúdo de emoção, que apenas a observação pode oferecer, é a condição primeira de uma obra de arte, antes do espírito de método e a inteligência prática que nascem na própria alma que experimenta essa emoção.
(Vuillard)


Maurice Denis,
les Muses (as Musas),
1893, óleo sobre tela, 168 x 135cm
Museu d'Orsay, Paris




Por que é que é nos lugares familiares que o espírito e a sensibilidade encontram o verdadeiramente novo?
(Vuillard)






Buscar a emoção simples e natural.
(Vuillard)






Pintura não é mais do que buscar essas imagens interiores, por meio abundante também, de cores e formas.
(Vuillard)






Pierre Bonnard,
l'Omnibus (o Ônibus),
circa 1895, óleo sobre tela, 59 x 41cm
Galeria Félix Vercel, Paris
Nosso mérito, se existir algum, consiste talvez em que tenhamos aceitado as expressões mais heterogêneas, quando elas eram sinceras.
(Vuillard)

















dezinfluênciasmaisuma 1: Cosey
dezinfluênciasmaisuma 2: Pintura Corporal
dezinfluênciasmaisuma 3: Franquin
dezinfluênciasmaisuma 4: Monet
dezinfluênciasmaisuma 5: Nine



Maurice Denis, les Arbres verts ou les Hêtres de Kerduel 
(as Árvores Verdes ou as Castanheiras de Kerduel),

1893, óleo sobre tela, 46 x 43cm
Coleção particular


Félix Valloton, le Bon Marché (a Pechincha),
1898, detalhe de um tríptico em óleo sobre cartão
70 x 50cm (cada parte), coleção particular


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