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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bicicletas em São Paulo





O mais novo filme do NUPA, da série Paulicéia, BICICLETAS EM SÃO PAULO, já está disponível em nosso canal Vimeo. Pra assistir é só clicar na imagem ao lado.


Os artistas, profissionais e alunos, envolvidos neste projeto, responderam algumas questões sobre qual suas relações com este filme, com o NUPA, com animação em geral, o que andam fazendo e como vêem a animação brasileira. Seguem os depoimentos...

Model da personagem CLARA,
de Klayton Luz com o NUPA workshop


PAULO GARFUNKEL (roteirista ganhador do edital Paulicéia de roteiros com o tema Bicicletas em São Paulo)

Paulo Garfunkel é o peludo mais claro. 
O outro, é a Ajanã.
Eu sempre achei que a bicicleta é o veículo do futuro. E que se a humanidade ainda não está preparada pra ela, o que dirá São Paulo, cheia de altos e baixos em todos os sentidos? Quando surgiu a chance de escrever um roteiro com o tema eu adorei. Quando o roteiro foi escolhido pra ser produzido foi uma bela surpresa. Agora, com animação pronta, com belo traço, bom rítmo, fiquei muito feliz.

O que estou fazendo agora? Bem, foi editada agora, em 2012, pelo Toninho Mendes da Editora Peixe Grande, a coletânea do Vira-Lata, o gibi de sacanagem com desenhos do Líbero Malavoglia e supervisão científica do Dr. Drauzio Varella,que circulava no Carandiru nos anos 90, no auge da epidemia de aids. Se puder, dá um bico em nosso promo, clicando na imagem da capa do álbum, aí ao lado.
E também, o livro infantil Shui, entre os vermes da superfície foi lançado pela editora do SESI. A história nasceu como argumento pra um game e daria uma boa série de animação. Pela mesma editora, está saindo outro infantil, Três Fábulas de Esopo, que são adaptações poéticas de  fábulas escritas em 2002 para uma peça de teatro. E também uma hq adulta, Chão de Fábrica, uma trama policial com desenhos do Líbero.
Estou produzindo para a Cinema Animadores, a trilha sonora de dois filmes de animação, O menino que sabia voar e Mendonça descobre o Amor, que é a adaptação do conto Miss  Dollar do grande Machado de Assis.
Meus artistas de animação preferidos, o Sylvan Chomet, das Bicicletas de Belleville e de O Mágico (L'Illusionniste), Katsuhiro Otomo, do velho Akira
o cara do Samurai Champloo e Cowboy Bebop, Shinichiro Watanabe. E tem uma produção francesa do Corto Maltese, bem fiel às histórias do Hugo Pratt, que eu gosto muito e não sei quem dirigiu. E os caras da Pixar matam a pau (americanamente). 


Key vision original de Klayton Luz com o NUPA workshop


KLAYTON LUZ (concepção visual + NUPA workshop e cenários)


Como eu tenho pouco experiencia em animação, participar deste projeto foi
um grande aprendizado. Trabalhar com o NUPA foi ótimo, pois os alunos estavam super envolvidos e colaboraram bastante no desenvolvimento dos conceitos visuais durante o workshop. Sem falar da profissionalismo e generosidade em que o Céu conduziu todo o projeto, as aulas e tudo mais.
Fico feliz e grato pela experiencia.

Gosto de animação. E pra mim Akira do Katsuhiro Otomo é sempre referência! Mas um artista que gosto muito hoje em dia é o animador, diretor e artista conceitual, Robert Valley.

Model de veículo elétrico,
de Klayton Luz com o NUPA workshop


GUSTAVO KURLAT (trilha sonora)

Contribuir em Bicicletas em São Paulo significou entrar em contato novamente com a possibilidade de pensar a cidade de uma outra forma, percebendo que algumas utopias talvez sejam mais viáveis do que imaginamos. E claro, o desafio e o prazer de criar (música, no caso) sintonizado com as imagens e as ideias que devem dialogar fluentemente para passar ao público o seu espírito.
No momento também estou compondo a trilha do longa de animação O menino e o mundo, de Alê Abreu, em parceria com Ruben Feffer, um trabalho que contou nas gravações com a participação de Naná Vasconcelos e os Barbatuques. E acabam de ir pro ar a série de animação Batatinhas (Small Potatoes), da qual fiz todas as versões em português das canções e as respectivas gravações. E o programa de rádio Catimbirimbéu, que dirigi, no site do Itau Cultural. 
Pelo que eu disse acima, acho que transparece o fato de que adoro animações! E o trabalho do Alê Abreu, com o qual trabalhei também anteriormente no longa Garoto Côsmico, é pra mim uma referência nova nas animações brasileiras.


Model da personagem CHICO,
de Klayton Luz com o NUPA workshop
CHICO ZULLO (animação)

Produzir as animações para Bicicletas em São Paulo significa contribuir para um conceito que está cada vez mais claro para os cidadãos de SP: precisamos de opções para o transporte na cidade que não sejam necessariamente o uso do carro. Já é algo que eu busco praticar no meu dia a dia, não exatamente andando de bicicleta, mas optando algumas vezes na semana, por deixar o carro em casa e utilizar o transporte público. Acredito que a proposta do filme seja de repensar a locomoção na cidade. E fico muito contente em poder contribuir de alguma maneira em propagar esse conceito.
O desenho animado a mão está se redescobrindo, à medida que se apropria da evolução tecnológica da computação gráfica. No momento em que o animador está sentado em uma tablet (mesa digitalizadora) ou numa mesa de luz, o desenho que se produz se assimila muito em termos de técnica e o resultado final na tela também acaba se tornando muito parecido. Obviamente, uma produção totalmente digital gera bem menos trabalho que a animação que era feita há 30 anos. Na minha opinião, um frame desenhado a mão seguido por outro frame desenhado a mão e assim por diante (seja numa folha de acetato, seja diretamente na tela do computador) resulta em uma animação com características peculiares e especiais, que nunca serão superadas por outras técnicas.
Para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente, falta volume de produção. Disso virá a bagagem de experiencia para saber como atingir um patamar de maior qualidade nas nossas animações, frente aos custos de produção. E para termos maior volume de produção, é fundamental que estejamos formando mais e mais artistas e profissionais para todas as etapas da produção.

Ilustrações finais para as camadas de BG, Largo do Arouche, de Klayton Luz


CHICO BELA (animação)

Como paulistano de nascença, e grande fã de andar de bicicleta, adorei trabalhar neste projeto que mostra uma São Paulo mais interessante de se morar. O fato do trabalho ter saído de uma iniciativa legal como o núcleo paulistano de animação também é motivo de orgulho. O trabalho apresentou uma série de desafios técnicos que foram interessantes de serem resolvidos, também.
Espero e acho que o desenho animado a mão terá um novo ciclo e não foi enterrado pela computação gráfica. Depois do furor inicial da animação CG3D, a animação desenhada voltou a ter força, vide os trabalhos produzidos por alunos graduandos de escolas de animação, e mesmo a linha publicitária.  Acho que o gesto do desenho ainda vai demorar pra perder o apelo frente ao CG3D.
O que falta para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente é uma indústria de animação que se sustente. E investimento.

Key vision original de Klayton Luz com o NUPA workshop

FRED MATHIAS (produção artística MOL TOONS)

Contribuir para que uma história como a que foi contada neste curta faz parte do DNA da Mol Toons. O tema é atual, de extrema relevância e foi abordado de forma delicada e poética.
Além disso, o processo colaborativo de produção do NUPA, que envolve edital público para a contratação de roteiro e workshops no processo de direção de arte foi uma experiência gratificante para nós. Sem contar que o resultado final foi excelente. 
O mercado de entretenimento aqueceu bastante no Brasil. Além de nosso estúdio estar envolvido em projetos de séries de animação, fomos procurados para trabalhar em um documentário, a ser exibido no History Channel e que fará grande uso da animação na reconstituição de cenas e também em um APP para Ipad. Ambos novas experiências para a Mol Toons.
Minha crença é de que as técnicas entram e saem de moda, mas o que vale no final é uma boa história, uma que valha ser contada. Quando a Pixar lançou Toy Story muita gente se surpreendeu. Como é possível segurar uma audiência por 70 minutos usando "apenas" computação gráfica? Curiosamente, este foi o mesmo comentário à época do lançamento de Branca de Neve nos cinemas. Um longa metragem de animação?
O fato é que houve claramente no segmento de longa metragens, após o já mencionado advento de Toy Story, uma predominância da técnica 3D/CGI. Os filmes da Pixar e Dreamworks dominaram o mercado ocidental. Mas na França foram lançados filmes expressivos, como o Bicicletas de Belleville e o Japão continuou forte com seus animes e com obras primas de Hayao Miyazaki.  A Disney, que também andava com pouca confiança no lançamento de seus tradicionais filmes de animação feita à mão, fez com o "A Princesa e o Sapo" um grande retorno.
Vale adicionar que no segmento de séries para televisão, a animação feita à mão continuou sendo a técnica mais utilizada (Simpsons, Pokemon, Bob Esponja, Ben 10 e Adventure Time, entre tantos outros)
A variedade de técnicas está a serviço dos contadores de história e quem ganha é a audiência.
O Brasil, historicamente, tem tido uma produção consistente de publicidade  e de curtas metragens. E hoje há uma evidente evolução na produção de séries para a Televisão. A politica pública de incentivos culturais começou a ver este segmento com bons olhos e a produção independente avançou muito. Mas ainda falta, a meu ver, um mercado mais maduro. As emissoras brasileiras ainda estão acostumadas a comprar conteúdo barato que vem do exterior, à exceção de quando podem fazer uso de alguma lei de incentivo. Isso é uma distorção de mercado que alguma hora deve acabar. No cinema temos ainda mais a caminhar. Acho que falta um grande sucesso (tipo Cidade de Deus ou Tropa de Elite) que atraia os distribuidores e o público, criando um círculo virtuoso. Existem alguns (poucos) filmes em produção agora e realmente torço para o sucesso deles.
 

Estudos de H-Minus no NUPA workshop
HERMINIO CARDOSO/ H-MINUS (NUPA workshop): Tenho muito orgulho de ter participado do workshop que elaborou o story board desta animação, só não imaginava que ficaria tão bonito. Parabéns a toda equipe!
Claro que fui procurar meu nome nos créditos, né! Mas o que aprendi no workshop vale muito mais, pois comecei a trabalhar em uma produtora de vídeo e agência de propaganda, onde ponho em prática tudo que aprendi com o Céu, a Julia Bax e o Klayton Luz em matéria de story-board! Valeu e vida longa ao NUPA.


BG de Klayton Luz, com 

aplicação de grafismos da

coleção desenvolvida 
em residência artística 
por Marcelo Ortolani.
Inspirada na arte de Highraff.
MARCELO ORTOLANI (NUPA workshop): O NUPA acrescentou várias coisas positivas pra mim. Me deu um norte, me mostrou um caminho a seguir na minha busca por aprender mais sobre animação. Conheci pessoas, filmes, exemplos de vida no estudo do trabalho de vários artistas de animação. Frequentei aulas, participei de filmes coletivos, fiz residência artística no estúdio do NUPA. Alguns dos filmes que conheci me fizeram chorar e me ajudaram a manter aceso o meu entusiasmo pela arte. Conheci alguns alunos com os quais comecei a fazer um curta metragem de animação (que não foi concluído por problemas pessoais). Frequentei aulas e participei de filmes coletivos que me ajudaram a conseguir um emprego na área de animação. Esse estudo sério, essas oportunidades e reunião de pessoas é algo que eu não encontrei em nenhuma outra oficina gratuita de animação ou desenho oferecida em São Paulo. E olha que eu pesquiso muito, já fiz MUITAS oficinas, tanto no CCJ como em muitos outros centros culturais e bibliotecas de São Paulo. 
O NUPA contribuiu muito para a minha formação profissional e artística. Tive a oportunidade de conhecer alguns donos de estúdios de animação, pude até pegar o contato de um deles. Mais tarde, quando consegui um emprego em animação por outros contatos, uma das pessoas da empresa em que trabalho já tinha me visto em uma das palestras do NUPA. Esse atestado de interesse foi benéfico profissionalmente. A residência artística que fiz no NUPA foi inestimável, um grande treinamento na produção de cinema de animação com um prazo, responsabilidade, cota de produção e ainda espaço para experimentação e criação. As pequenas cenas de animação que produzi nas aulas e na residência artística foram decisivas para conseguir meu primeiro emprego em uma produtora de animação. As aulas me abriram um mundo de aprendizado, e uso sobretudo o aprendizado artístico quase todos os dias no meu trabalho. Aprendi muita coisa que os livros sobre o assunto não ensinam.
E o NUPA continua me ajudando de forma direta: estou começando uma parceria com um roteirista que trabalha em um projeto do NUPA. Vou colaborar em um blog, o que pode me ajudar indiretamente para divulgação.

O que eu mais gostei? Acho que foi da residência artística. Foi uma experiência bastante colaborativa, muito aberta a experiências, consegui produzir um material de boa qualidade e que foi apreciado. Foi um grande incentivo para seguir em frente.
 
Melhorias para o futuro... Quase todas as pessoas com quem eu falo sobre o NUPA reclamam que é muito longe... Eu não ligo para a distância dos lugares: já fui para Belo Horizonte uma vez fazer uma oficina. Mas tem algumas coisas simples e gratuitas que é possivel fazer para com a ajuda da internet deixar o NUPA mais acessível para pessoas que moram longe do CCJ.
Por exemplo, seria possível filmar as aulas de conteúdo que o Céu dá e colocar em um site de vídeo, por exemplo o site "ustream.com" por umas duas semanas e depois deletar. Seria possível criar um forum pela internet para os alunos debaterem os assuntos de cada aula. Seria possível criar um blog coletivo ou fórum para os alunos postarem seus desenhos de análise de ação e trocarem comentários e críticas construtivas. Ou desenhos de observação de pessoas no metrô. Ou de criação de personagens. O mesmo para os exercícios de animação que cada um está fazendo.
Que mais... mais divulgação sempre ajudaria. Nem vejo mais algo sobre o NUPA nos panfletos do CCJ. Seria interessante divulgar em escolas de desenho, faculdades de artes plásticas, de cinema... Não precisa ser nada muito caro, pedir pro professor de tais cursos para deixar dar um recado pros alunos em uma das aulas...


THIAGO SOARES (NUPA workshop): NUPA acrescentou um novo folego pra continuar estudando animação, e animando, contribuiu pra minha formação ao encarar o ToonBoom, que juntava poeira no hd aqui, aprender sobre os processos e particularidades da produção dos desenhos animados e ter participado da pré-produção/ajudado no desenvolvimento de um curta animado nos workshops desse ano...que a propósito, foi o que mais gostei empatado com as aulas teóricas...que é muito mais divertido pesquisar, rabiscar e ouvir as histórias dos bastidores e pioneiros da animação que por a mão na massa e animar de fato...que dá um trabalho do cão...
Estudos de Thiago Soares no NUPA workshop
O que mais detestei foi saber que talvez o NUPA pode não continuar ano que vem (2013), ou não ter sabido da sua existência antes e participado das atividades dos anos anteriores...Se continuar, acho que o mais interessante é mesmo, além das aulas, o acompanhamento nos projetos/projeto de fim de curso dos alunos...que acho que não se enquadra como sugestão porque já acontece, né...Bom, então é isso aí...


DOMICIO (NUPA workshop): O NUPA ampliou meu conhecimento técnico e artístico, principalmente minha visão histórico-social da animação, e a possibilidade de com isto incorporar técnicas e estilos de várias escolas e épocas em futuros projetos, além de pesquisa de novos suportes.
Estudos de Domicio no NUPA workshop
Através do NUPA, estou conhecendo técnicas e softwares que estão ampliando meu universo profissional e artístico e também a possibilidade de partilhar este conhecimento com a comunidade em que vivo, na forma de laboratório audiovisual no meu bairro, Jardim Miriam.
Eu gosto da forma como é ministrado o curso, que respeita o tempo
de cada aluno, e o discurso aberto entre aluno e tutor, visando o aprendizado.
Mais a coisa que mais valorizo é a gratuidade do curso, que deve ser super valorizada.
Dentro do possível o NUPA extrapola todas as minhas expectativas, pois temos uma carência de formação e a iniciativa do NUPA é muito bem vinda.
Alguma sugestão para melhorar futuramente, caso o NUPA continue a existir? A possibilidade de intercâmbio e estágios com escolas e empresas nacionais e internacionais.


ANDERSON ALVES (NUPA workshop): O NUPA me deu o conceito verdadeiro do que é animação, de como é esse mercado, pois apesar de gostar bastante de animação eu nunca me aprofundei  realmente sobre o assunto. 
Estudos de Anderson Alves no NUPA workshop
Está contribuindo para minha formação profissional e artística. Além de aprender a usar o Toomboom, os conceitos passados na aula são muito ricos, e pra mim é tudo novidade. Eu semvre vi animação como entretenimento apenas, e hoje, depois das aulas, já penso em, quem sabe, entrar no mercado de trabalho, desenvolver uma animação, algum projeto...
Eu gosto do ambiente, das pessoas. Dá pra ver que tanto quem está aprendendo como quem está ensinando no NUPA, realmente gosta do que faz e de passar algumas horas do seu sábado ali.
Não tem nada que eu tenha detestado. Talvez essa incerteza do NUPA, se vai  continuar ou não.
Uma sugestão: Poderia ter os exercícios das apostilas distribuídos de alguma forma, ou pelo e-mail. Muitas vezes quero continuar um exercício ou adiantar e não tenho como.

E.T.: 
Bicicletas, filmes Paulicéia e NUPA estão repercurtindo rápido pela web afora, desde o lançamento de nosso terceiro filme coletivo. Bicicletas chegou a ter um pico de uma vista a cada 30 segundos no terceiro dia depois do lançamento. E de forma espontânea. Não contamos até agora com nenhum veículo de imprensa nos divulgando. Simplesmente nossa própria rede social. Alguns amantes da liberdade de opinião e pensamento deram destaque a estes trabalhos nos últimos dias. Seguem os links dos posts, pra aqueles que quiserem saber mais. Basta clicar nas imagens abaixo. Pra todos, nosso muchas gracias e buenas dichas!










quarta-feira, 11 de julho de 2012

Resultado final PAULICÉIA 2012



O trabalho dos jurados para escolher os vencedores dos Editais Paulicéia 2012, CENA DE AMOR EM SÃO PAULO e BICICLETAS EM SÃO PAULO não foi pequeno. O número de inscritos dobrou em relação ao ano anterior e a qualidade média dos roteiros também melhorou sensivelmente, principalmente para BICICLETAS. 
Recebemos 79 inscrições para CENA DE AMOR e 81 para BICICLETAS, totalizando 160 roteiros para serem lidos e analisados.


Camila Pitanga em
EU RECEBERIA AS PIORES NOTÍCIAS DOS SEUS LINDOS LÁBIOS,
dirigido por
BETO BRANT
A participação de todos é muito importante. Valoriza o prêmio e a proposta. Mas, principalmente, contribui para o processo de transformação da cidade. Os temas escolhidos conduzem a um aprofundamento das raízes culturais dos que moram em São Paulo. Participar significa querer se expressar, acordar para a possibilidade de termos um lugar melhor para todos, com mais amor, fraternidade e entendimento cidadão. É uma questão de deixar pra trás esse comportamento inerte e ausente que se torna cúmplice, por omissão, dos eventuais desatinos do poder público. Democracia só funciona se todos arregaçarem as mangas e defenderem o bem comum. 


Arte e Cultura lançam na memória as sementes do que construímos como realidade. E todos que participam dos Editais Paulicéia, contemplados na lista final ou não, estão balançando as linhas invisíveis dos sonhos da cidade. 


Peixonauta, de CÉLIA CATUNDA e KIKO MISTRORIGO
Os Editais tem servido também para levantarmos um banco de dados de roteiristas. Por exemplo, um dos participantes tradicionais do concurso, o roteirista Eric Lovric, não ganhou nenhuma vez, mas chamou nossa atenção. E estamos estudando sua participação em um outro projeto que em breve será iniciado. 
Então tenha certeza que o esforço de quem participa não é em vão. Já ouviu dizer que para escrever o roteiro perfeito você precisa antes escrever 999 roteiros? Pois é. Se esta é a primeira vez que você escreve um roteiro, então já tem um na lista. Faltam agora 998. 


Este ano tem eleição municipal. Então não sei o que será do NUPA em 2013. Talvez esta seja a última edição dos Editais Paulicéia. O futuro dirá. Agradeço de coração todos que participaram de nossas atividades até agora. Palestrantes, alunos, profissionais, platéia do Fazendesenhanimado, equipe do CCJ e diretor Leandro Benetti, inscritos selecionados e não selecionados, professores, artistas residentes, torcida a favor, secretário de Cultura Carlos Augusto Calil e o gabinete da secretaria, e até torcida contra e caluniadores. Muchas gracias!


Valeu, Ian Tomaz!
O júri de 2012 contou com o cineasta Beto Brant. Com 3 curta-metragens e 7 longas na prateleira e mais uma porção de prêmios, deu realmente um gás incrível nos trabalhos, entusiasmado e a todo momento puxando da pilha mais um roteiro que deveria ser lido de novo. Célia Catunda, a criadora-mãe dos diversos personagens, em séries de animação e quadrinhos, da TV Pinguim, também contribuiu muito, com seu olhar experiente em desenho animado. E pra termos certeza que estavamos pedalando na direção certa na análise do BICICLETAS, contamos adicionalmente com Ian Tomaz, energizado cicloativista da Bike Anjo e, também conhecedor de design e animação.


Em ambos os editais a competição entre o primeiro e o segundo lugar foi dura. Por muito pouco a ordem final não foi a inversa. Custou muito debate e análise. E o resultado agora é este, publicado no Diário Oficial do Município de São Paulo:




BICICLETAS EM SÃO PAULO:


Projeto escolhido: TRANSPORTE PARA O FUTURO, de Paulo Garfunkel


Suplentes, por ordem de classificação:
Primeiro suplente: DONA MARIA LIMA & BICICLETA ENFERRUJADA, de Rachel Schein
Segundo suplente: A BICICLETA, de Tânia Cardoso
Terceiro suplente: A CICLOVIA, de Carolina Santos
Quarto suplente: TÔ CHEGANDO, de Rodolfo Stegmann
Quinto suplente: SAMPA SOB DUAS RODAS, de Diana Boccara




CENA DE AMOR EM SÃO PAULO:


Projeto escolhido: ENSINA-ME A VOAR, de Evelyn Nonato


Suplentes, por ordem de classificação:
Primeiro suplente: A SELVA, de Afonso Júnior
Segundo suplente: DJ E DANÇARINA, de José Custódio Filho
Terceiro suplente: CACHORRO PERDIDO, de Eduardo Paiva
Quarto suplente: PEQUENOS CUIDADOS, de Marcella dos Santos
Quinto suplente: TE VI, de Pedro Andrade


Felicitações a todos. Próximo sábado já começa o workshop que vai conceber visualmente os roteiros escolhidos. E em agosto já começam a ser produzidos por artistas profissionais de destaque.

Uma última observação: Se em BICICLETAS tivemos bastante originalidade e variedade, em CENAS DE AMOR faltou um pouco de imaginação. Muitos roteiros repetiam a idéia do casal de jovens que se encontra e se apaixona. Os finalistas foram aqueles que foram um pouco além disso. E especialmente ENSINA-ME A VOAR, que pensou em um amor mais abrangente e fraterno, e A SELVA, que propôs um roteiro muito simpático de amor na terceira idade, em contraste com a velocidade apressada da cidade. 
Evelyn Nonato é a primeira vencedora dos editais que não é profissional em roteiros. Provando que uma boa idéia é o que vale, como sempre repetimos a cada divulgação de abertura de inscrições. 


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Depois do roteiro, a concepção visual



BICICLETAS & CENA DE AMOR EM SÃO PAULO:
workshop gratuito de Story Board & Design para Desenho Animado.
no estúdio CCJ Ruth Cardoso do NUPA (núcleo paulistano de animação)


Os alunos trabalharão na criação visual dos roteiros ganhadores dos Editais Paulicéia BICICLETAS EM SÃO PAULO e CENA DE AMOR EM SÃO PAULO.


Vagas: DEZ participantes e TRÊS ouvintes
SÁBADOS: 14, 21 e 28 de Julho e 11 de Agosto, das 14h30 às 18h30


Inscrições abertas até o dia 12 de Julho, na recepção do CCJ Ruth Cardoso mediante apresentação de portfólio.
Sujeito a aprovação.
É necessário saber desenhar bem.


Professor Céu D'Ellia: Profissional desde 1979, já trabalhou em todas as áreas da produção animada. Entre outras, como supervisor de animação no estúdio de animação de Steven Spielberg.
site ailhadoceu
blog iludente
site vimeo


Pink Daiquiri,
de Julia Bax
Professora convidada Julia Bax: Troféu HQMix desenhista revelação com Quebra-Queixo Technorama. Ilustradora e quadrinista internacional, destacando-se trabalhos para a Marvel, tiras na Folhateen e Pink Daiquiri para os francêses da Le Lombard.
blog juliabax


Professor convidado Klayton Luz: Com vasta experiência em quadrinhos, ilustração e gravura, é também supervisor de ensino na Quanta Academia de Artes. Em 2011 lançou a HQ Aída, da Coleção Ópera em Quadrinhos.
blog editorial
blog imagens


Neste terceira edição dos Editais Paulicéia os roteiros concorrentes para cada um dos temas passaram de oitenta propostas, totalizando mais de cento e sessenta inscrições. O juri começa a trabalhar nos próximos dias e em breve teremos o anúncio do resultado.
Enquanto isso, os motores já estão aquecendo para o workshop que vai definir visualmente os filmes a produzir: design dos personagens, key-visions das cenas principais, definição de cores e texturas e decupagem cinematográfica em story-board.
Arte de Klayton Luz
Como no ano passado, em que trabalhamos com o professor convidado Alê Abreu, vamos dividir o workshop em duas etapas. Na primeira eu mesmo passo o conteúdo do que é o trabalho de desenvolvimento visual para um desenho animado, quais etapas, como interpretar o roteiro, etc. Dividimos o projeto entre os alunos e cada um contribui com sugestões e roughs para partes diferentes do projeto. Na terceira aula os professores convidados reúnem o material, levam pra seus estúdios e trazem na quarta e última aula o projeto pronto. Apresentam para os alunos e quem mais aparecer para assistir (a última aula é aberta). Explicam o porque de suas opções e respondem perguntas. 
Vamos trabalhar simultaneamente nos dois filmes, BICICLETAS e CENAS DE AMOR. Então dividiremos os dez alunos em dois grupos. Um trabalha com a Julia e o outro com o Klayton.


NUPA
Núcleo Paulistano de Animação


CCJ Ruth Cardoso
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)



terça-feira, 1 de maio de 2012

Paulicéia 2012


Criativos moradores da cidade de São Paulo,
Temos o PRAZER (e o AMOR) de anunciar que estão abertas as inscrições para os prêmios dos dois EDITAIS PAULICÉIA 2012:

BICICLETAS EM SÃO PAULO
CENA DE AMOR EM SÃO PAULO
Chegou novamente a hora de abrir as asas da 
imaginação:

Já estão publicados no Diário Oficial da cidade de São Paulo os Editais Paulicéia 2012


São dois prêmios de R$10.000,00 (dez mil reais) cada, totalizando R$20.000,00 (vinte mil reais).
Para participar você precisa criar e escrever um roteiro para um desenho animado de 1 minuto. São dois prêmios, dois temas: 

BICICLETAS EM SÃO PAULO
&
CENA DE AMOR EM SÃO PAULO

Quem pode participar: 
Qualquer pessoa que more na cidade de São Paulo há pelo menos dois anos. Podem inscrever-se tanto profissionais como amadores e estudantes. É permitido participar dos dois editais, se quiser.

Como participar: 
Importante! Não precisa desenhar nada. É só escrever seu roteiro de 1 minuto no formato áudio-vídeo, conforme indicado no regulamento. O que nós estamos buscando são BOAS IDÉIAS! Criativas, originais, marcantes.
Todos os detalhes, anexos e ficha de inscrição podem ser baixados deste link:

Para o BICICLETAS EM SÃO PAULO, fique livre para refletir sobre esse importante e atualíssimo tema.

Para o CENA DE AMOR EM SÃO PAULO, lembre-se que tanto pode ser uma cena de AMOR ROMÂNTICO, AMOR FRATERNO ou AMOR DE COMPAIXÃO, como uma cena de AMOR pelo TRABALHO, ou pela NATUREZA, pela FAMÍLIA, ou qualquer outra forma de AMOR que toque você. Existem muitas formas de AMAR...

Quem está oferecendo os prêmios é a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo através do CCJ Ruth Cardoso e do NUPA, Núcleo Paulistano de Animação.

Dúvidas e informações, escreva para: editais.nupa@gmail.com 

Inscrições: de 20 de abril a 9 de junho de 2012, terça à domingo, das 10h às 17h, na recepção do CCJ.
Endereço: Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha. São Paulo, capital.
Telefone: (11) 3984 2466


E o que acontece se seu roteiro é escolhido pelo júri?


Nós compramos seu roteiro por dez mil reais, criamos a interpretação visual e fazemos o filme, com qualidade profissional. E seu nome, como roteirista, aparece nos créditos, claro.


O roteirista ganhador do Edital Paulicéia de 2010,
tema MÁRIO DE ANDRADE, foi o
João Spacca.
O design do filme foi criado pelo
Laurent Cardon,
junto com os alunos do
Workshop NUPA.
A animação da
Luciane Eguti e do Paulo Muppet,
com a equipe da
Birdo.
E pode ser vista clicando aqui.
Em 2011, o roteiro premiado para o tema
CANTA, RIACHO! foi de Roney Freitas.
O design foi em seguida criado pelo Alê Abreu,
junto com os alunos do Workshop NUPA.
O filme está em fase de produção, com
animação de Sandro Cleuzo e Gil Caserta.
E cenários de Angelo Bonito.
Em primeira mão, o teste a lápis das primeiras
cenas, pelo Sandro, clicando aqu












Então é isso.
Inspire-se, e boa sorte!

Também em 2011, tivemos o tema
KURUPYRA NO ANHANGABAÚ.
O prêmio ficou para o Guilherme Fonseca.
Eu trabalhei no design junto com o
Michael dos Santos e o Leo Conceição.
E quem está animando, em CG3D, é o
Fernando Fracaroli e o Marsiel Sylvestre.


O Anjo da História diz:

OUT OF MODEL: got to get you into my life

ou: Out of Renaissance via Refusés Model - A homenagem mais homenageada da história da arte? - A referência mais referida da histór...

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