sábado, 10 de dezembro de 2011

A Ausência Azul

prancha de Le Bouddha D'Azur (O Buda de Azul Celeste)





















dezinfluênciasmaisuma 1: Cosey*1




- Meus gostos artísticos são mais contemporâneos que os de Lord Westmacott *2: Picasso, Matisse, Léger, Vlamick, Kandinsky, Miró, Mondrian... Eu também fui influenciado por pintores como Bonnard, Vuillard, Derain ou Maurice Denis. 

- Eu conheço um pouco de pinturas e estampas japonesas e chinesas. A noção do vazio está aí presente. As melhores, nesse sentido, são as datadas de antes do século XVIII.


- Se eu não tenho vontade de trabalhar, ou se um desenho está particularmente difícil, tipicamente isso acontece porque existe algum problema de roteiro. E o contrário, se um roteiro está bem escrito, o desenho flui naturalmente. Porque meus desenhos não estão ali pra serem bonitos, mas para contar uma história.


- Cada ponto, cada traço, tem que ser indispensável, senão, é preciso suprimi-lo. Os quadrinhos que eu amo são ao mesmo tempo diretivos, pela decupagem que o autor impões ao leitor, e sugestivos, por seu traço estilizado, que evoca mais do que descreve.


*1n.b.- Depoimentos recolhidos por Antoine Maurel do artista suiço Cosey e publicados em Jonathan, une Autobiographie Imaginaire (Jonathan, uma Autobiografia Imaginária)
*2n.b.- Lord Westmacott, personagem de L'Espace Bleu entre Les Nuages (O Espaço Azul entre as Nuvens)

2 comentários:

  1. Pra quem interessar possa:
    Cosey decidiu estudar desenho quando já era um jovem adulto.

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  2. "Porque meus desenhos não estão ali pra serem bonitos, mas para contar uma história"

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