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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CARTOON ROOTS I



Um pequeno resumo da história das raízes do desenho animado: PARTE UM


Estima-se que do total de filmes produzidos nos EUA, desde a invenção do desenho animado e até a década de 50, quase metade está perdido. A maior parte desses filmes eram curta-metragens, cartoons feitos para o entretenimento. No primórdios dessa história surgem inúmeros pequenos estúdios, que desaparecem ou fundem-se entre si. Profissionais (e idéias, estilos e técnicas) migram de um estúdio para o outro, constantemente. E assim por diante.







Barré-Bowers Studio (1914-1923)
Dos filmes realizados tornou-se mais conhecido por adaptar Mutt & Jeff, uma tira de quadrinhos bastante popular na época, para desenho animado. Em 1915 produziram o que é considerada uma das primeiras séries de animação, The Animated Grouch Chasers.
Seus filmes foram distribuídos de 1914 a 1916  pela Edison Studio (uma empresa do inventor Thomas Edison) e de 1916 a 1923 pela Bud Fisher Film Corporation (Bud Fisher era o criador de
Mutt & Jeff
)












Bray Productions (1914-1928)
É o primeiro estúdio a pensar a animação como um negócio e desenvolver técnicas de sistematização, linha de produção (pipeline) e fluxo para atingir metas de distribuição. Bray também patenteou algumas técnicas e equipamentos que criou. Colonel Heeza Liar in Hunt (1914) é considerado o início de uma das primeiras séries de animação com o conceito de personagem principal. Alguns filmes também apresentaram um protótipo do personagem de um velhinho caipira, que seria explorado em diversos filmes de outros estúdios, principalmente por Paul Terry, com o nome de Farmer Al Falfa.
Os filmes foram distribuídos por uma sequência de emprêsas diferentes, refletindo a constante preocupação em negociar melhores condições contratuais: Pathé (1913-1916), Paramount (1916-1921), Edison Studios (1917), Goldwyn Pictures (1919-1921), W. W. Hodkinson (1922-1923), Standard Cinema (1924-1925) e Film Booking Office (1924-1926)






IFS- International Film Service (1915-1918) 
Criado em New York pelo magnata da comunicação, William Randolph Hearst, que viu nos desenhos animados uma oportunidade de explorar os direitos que detinha das tiras de quadrinhos publicadas em seus jornais, entre as quais Krazy Kat, Bringing Up Father (no Brasil, Pafúncio) e Katzenjammer Kids (no Brasil, Os Sobrinhos do Capitão).
Entrou para a história como o primeiro investimento maciço em animação (1915) e, com o fracasso do negócio, a primeira demissão maciça (1918), conhecida como Black Monday, por ter acontecido em uma segunda-feira. Desse fato surgiu a idéia de alguns animadores (e também alguns oportunistas), de que era necessário se criar um sindicato profissional para a categoria de trabalhadores do setor.
Os filmes foram distribuídos por Vitagraph Studios (1916-1917), Pathé (1916-1917) e Educational Pictures (1918-1919)






Fleischer Studios (1919-1942)
Foi um dos mais bem sucedidos estúdios de animação da época. Aprimoraram a técnica de rotoscopia e tinham também uma multiplane própria, considerada por alguns a mais bem desenvolvida de todas.
Seu primeiro personagem popular é
Koko, o palhaço. Com Dizzie Dishes, de 1930, lançam a primeira heroína feminina do cartoon, Betty Boop. Em 1938, seus filmes com Popeye (adaptados dos quadrinhos de Elzie Segar) ultrapassam Mickey em popularidade.
Em 1937 passam pela primeira greve dos trabalhadores da história da indústria de animação. Em 1941 lançam
Superman (adaptado dos quadrinhos), primeiro curta de uma série extremamente bem produzida.
Os filmes foram distribuídos por Bray Productions (1919-1921) e Paramount (1921-1942). De 1942 em diante, o acervo fraguementou-se em complicadas disputas jurídicas.






Pat Sullivan Animation Studio (1919-1930)
Lançaram o primeiro personagem realmente popular da animação, o Gato Félix, que reinaria absoluto até a chegada de Mickey em um filme sonoro. Coincidiu a essa chegada a morte repentina de Sullivan e a desarticulação do estúdio.
Até hoje a identidade do real criador do gato é contestada. Os americanos a reividicam para Otto Messmer, artista americano que trabalhava à sombra de Sullivan. Já os australianos dizem que foi realmente Pat (que era australiano), a mente criativa que concebeu
Félix.
Filmes distribuídos por Paramount Pictures (1919-1921), Winkler Pictures (1922-1925), Educational Pictures (1925-1928) e Copley Pictures (1929-1930)






Van Beuren Studios (1920-1936)
No início o estúdio era uma sociedade de Van Beuren com Paul Terry, que depois criaria os Terrytoons. Inauguraram a exploração de um filão garimpado até hoje, a adaptação de fábulas de Esopo, com Aesop’s Film Fables (1920). Muito antes de Zé Carioca, lançaram uma série de filmes com papagaios (Parrotville). Ficaram conhecidos por ter adaptado, elegantemente, as tiras de Otto Soglow, Little King (Reizinho). Chegaram a alguma popularidade com uma dupla de garotos, Tom & Jerry, cujo filme que mais marcou é Piano Tooners, de 1932. Não confundir com o gato e o camundongo, com o mesmo nome, que seriam criados na MGM, por Hanna & Barbera, sete anos depois.
Filmes distribuídos por Keith Albee (1921-1928) e RKO (1928-1937
)





Walt Disney Productions (1923- hoje)
É o único estúdio que existe até hoje, ainda que não tenha mais nada a ver com o espírito original de descoberta, camaradagem e criatividade, que já começou a esvanecer em 1938, na mudança de Hyperion para Burbank. Espírito que foi definitivamente enterrado com sua transformação final, nos anos 80, em uma corporação cujo único objetivo é vender todo tipo de produto consumista, para atender as metas econômicas de seus acionistas.
Os primeiros trabalhos desse estúdio misturavam primitivamente uma menina real,
Alice, com desenhos animados. Mas os olhos do público, então, estavam voltados para o gato Félix, do estúdio concorrente, de Pat Sullivan. O sucesso realmente viria em 1928, com Steamboat Willie, um curta sonoro (novidade pra época), que utilizava o recurso do som de forma marcante e que lançava o herói que se tornaria a marca Disney, Mickey Mouse.
Em 1933,
Tree Little Pigs (Os Três Porquinhos) marcaria uma evolução monumental na arte de animar com acting, ao mesmo tempo em que seu tema sonoro, a canção “Quem Tem Mêdo do Lobo Mau?”, tornaria-se o primeiro grande hit nascido em um filme de animação. Em 1937 é lançado o primeiro longa metragem do estúdio, Snow White & the Seven Dwarfs (Branca-de-Neve e os Sete Anões). Não é o primeiro longa de animação produzido no mundo, como querem alguns, mas é o primeiro com um storytelling capaz de sustentar a exibição com interesse amplo da platéia.
Em 1938 o crescimento do estúdio o obriga a sair da Hyperion e mudar-se para Burbank. Nesse momento a característica empresarial do negócio e a competição entre os empregados começa a dominar o espírito do estúdio capitaneado por Disney. Walt tornaria-se amargo com o fracasso de crítica e público do longa
Fantasia e com a greve dos empregados em 1941. De 41 a 45 o estúdio mantém-se graças aos serviços prestados ao governo dos EUA, entre filmes de treinamento e propaganda para a guerra, e material de política de boa vizinhança, como Saludos Amigos (1943) e Three Caballeros (1945), que lançam Joe Carioca (Zé Carioca). Joe estrela ao lado do personagem mais popular do estúdio, Donald Duck, que há muito superara o camundogo Mickey em interesse junto à platéia.
Também são marcas desse período de criatividade borbulhante, o longa despretensioso, mas simples e preciso clássico de humor e animação,
Dumbo (1942) e o longa que lança um novo patamar na animação de animais e mortes de mãe do personagem principal, Bambi (1942).
Filmes distribuídos por Winkler Pictures & Universal Pictures (1923-1928), Pat Powers (1928-1930), Columbia Pictures (1930-1932), United Artists (1932- 1938), RKO (1939-1953) e finalmente pela Buena Vista, empresa da própria Walt Disney Company (1953-hoje)






Charles Mintz Studio/ Screen Gems-Columbia Studio (1925-1942?1946)
Antes de criar seu próprio estúdio, Mintz era o produtor que contratava Disney e sua equipe para produzir as comédias de Alice (mistura primitiva de animação com filmagem live action). De olho no sucesso do Gato Félix, Mintz contrata Disney para produzir filmes com um personagem similar, o coelho Oswald. Em 1925 contrata diretamente a equipe de Disney (que ficaria apenas com seu parceiro Iwerks) e passa ele mesmo a produzir os curtas com o coelho.
Mintz tem seu estúdio desde o início produzindo em um acordo de distribuição com a Columbia Pictures. Segue assim por 15 anos, durante os quais destaca-se por adaptar de forma contínua os quadrinhos cult de George Herriman,
Krazy Kat, e por uma versão, em 1937, de um conto clássico de Hans Christian Andersen, The Little Match Girl (A Pequena Vendedora de Fósforos).
Em 1940 a Columbia toma o controle do estúdio de Charles, que passa-se a chamar Screen Gems (Jóias da Tela). O estúdio continua por apenas mais alguns anos, mas torna-se um dos principais preconizadores da inovação que viria nos anos seguintes. Em 1941 Frank Tashlin dirige a série
The Fox & the Grapes, antecipando o Coyote de Chuck Jones. E em 1942 John Hubley dirige Professor Small & Mr. Tall, no estilo que consagraria a UPA dez anos depois.
Há controvérsias se o fechamento do estúdio é em 42 ou em algum outro ano até 46, já que o período é bem rarefeito de produtos. Em 1948 o estúdio é reativado, seguindo até 1974, mas para produzir filmes de baixo custo para a TV. Os personagens de maior sucesso desse período são
The Fox and the Crow. (A Raposa e o Corvo). Filmes distribuídos pela Columbia Pictures de 1925 até hoje.





Harman & Ising (1928-1941)
Harman & Ising tem uma história bastante particular: Colaboradores de Disney nos primeiríssimos anos, ainda antes do surgimento de Mickey, e desde Kansas City para Los Angeles, trabalham incansavelmente para inovar em técnica e criação. Criando um dos primeiros sistemas de sincronismo de voz e animação, fazem em 1928, com os próprios meios, um curta-piloto com o personagem de um garotinho negro e esperto, Bosko, the Talk-Ink Kid , considerado o primeiro cartoon com diálogo.
Na época, Leon Schlensinger, um homem de negócios com um pé no cinema, e dono de uma empresa, a Pacific Titles, que fornecia letreiros para os filmes de Hollywood, ainda mudos, está de olho em como migrar seu negócio para a era do cinema sonoro. Ao conhecer o trabalho da dupla Harman & Ising, acerta-se como o produtor dos filmes, que seriam distribuídos pela Warner Bros e inaugurariam o que seria conhecido como o estúdio de animação WB. Em 1930, com o personagem
Bosko, Harman & Ising realizam aquele que é considerado o primeiro Looney Tune, Sinkin in the Bathtub
Mas, inconformados com os baixos orçamentos, deixam Leon e levam seu estúdio para a MGM, dando lá início ao primeiro estúdio de animação da Metro, sob a produção executiva de Fred Quimby. Para a MGM, entre diversas produções marcantes, destacam-se
The Bear That Couldn’t sleep (1939): de Ising, primeiro filme com o personagem Barney Bear; Peace on Earth (1939): de Harman, considerado o melhor filme do estúdio e até hoje um poderoso líbelo contra a guerra e The Milky Way (1940) que é o primeiro curta de animação a receber um Oscar, que não tinha sido, até então, produzido por Disney. Os dois deixam a MGM em 1941.


Em breve, PARTE DOIS, com Walter Lantz, Terrytoons, Iwerks, Puppetoons, Warner Bros, MGM, UPA, Paramount-Famous e DePatie-Freleng.




sábado, 2 de abril de 2011

1927, downtown Los Angeles



Foto interessante, cheia de desdobramentos.



É o Disney Brothers Cartoon Studio, no centro de Los Angeles, em 1927. Um ano antes do lançamento do primeiro desenho animado sonoro, com um tal Mickey Mouse. 
A menina é Lois Hardwick, a quarta e última atriz infantil a interpretar o papel de Alice em uma série de filmes mudos que misturavam a menina real com desenhos animados. A série chamava-se Alice Comedies e originou-se de um primeiro curta, Alice's Wonderland. Remotamente inspirado nos livros de Lewis Carroll.
Mas o interessante é como a história da animação dos EUA está resumida aqui.




Aqui estão os dois irmãos DisneyWalter Elias e Roy Oliver. Walt era o mais dominante, o artista. Mas o que seria dele sem Roy para olhar pelos negócios? Eu, que não tenho um Roy como irmão, longe disso, sei a resposta.
Auxiliando a segurar a pequena Lois está o braço direito - literalmente - de Disney, Ub Iwerks. Era Ub quem fazia as animações principais e foi ele o artista que deu a primeira forma e animação a Mickey. A voz era de Walt.
Disney também pariu, em 1937, o longa metragem em animação Snow White and the Seven Dwarfs. Não é o primeiro longa metragem em animação do mundo, mas é o primeiro na América e, mais importante, o primeiro que fez girar uma roda que produziu uma série de outros, até hoje.

Iwerks conhecia os Disney desde 1918, quando todos viviam e trabalhavam em Kansas City, Missouri. Juntou-se aos irmãos em 1922, no primeiro estúdio, que faliu. E foi com eles em 1923 para o novo estúdio, na California. Mas Iwerks trabalhava, animava os melhores filmes da companhia e Disney levava o crédito sozinho.
Em 1930 Ub criou seu prórpio estúdio. Não teve muito sucesso. Em 1937 colaborou com Leon Schlesinger para algumas Looney Tunes da Warner Bros. Em 1940 voltou para a Disney. Mas para dedicar-se a efeitos visuais, esse lado menos engraçado do cinema de animação. Criou muita tecnologia essencial para o cinema e entre outras ganhou um Oscar, em 1963, pelos efeitos visuais de Os Pássaros, do diretor Alfred Hitchcock.

Também de Kansas City para trabalhar no recém criado Disney Brothers Cartoon Studio, vieram esses dois amigos, Rudolph Ising e Hugh HarmanNo ano seguinte a esta foto os dois produziram com os próprios recursos o desenho sonoro Bosko, the Talk-Ink Kid, com uma notável, prá época, sincronização de voz e movimento dos lábios. O tal lip-sinc. 
O filme impressionou o produtor Leon Schlesinger, que colocou-se como agente junto à Warner Brothers. E assim nasceram as Looney Tunes e as Merrie Melodies. Mas os dois desentenderam-se com Leon em 1933 e em 1934 começaram a produzir para a MGM -Metro-Goldwyn-Mayer-, dando início ao que viria a ser o futuro estúdio controlado por Fred Quimby e que, em 1940, com criação de William Hanna e Joe Barbera, traria o primeiro filme de Tom e Jerry.

Alguém precisa me dizer o que tinha na água de Kansas City no final do século XIX. Outro sujeito que também veio de lá para engrossar as fileiras do então modesto estúdio Disney foi Isadore "Friz" Freleng
Freleng seguiu Harman e Ising para a Warner, mas quando os dois saltaram para a MGM, ele titubeou, mas acabou ficando com as Looney Tunes até o fechamento da unidade de animação da WB em 1963. Junto com outros diretores trouxe à luz Bugs Bunny, Porky Pig, Sylvester the cat, Tweety Bird, Yosemite Sam e Speedy Gonzales (Pernalonga, Gaguinho, Frajola, Piu-piu, Eufrasino Puxabriga e Ligeirinho, se é que estão me entendendo). E não é só, em 1964, já em seu próprio estúdio, DePatie-Freleng, criou Pink Panther (Pantera Cor-de-rosa), um dos raríssimos personagens de animação da década de 60 que vingaram.

E finalmente nós temos Walker Harman, irmão mais novo de Hugh Harman, de quem sei quase nada, mas que tem o chapéu mais bacana da foto, mais chinfroso e viril do que aquele que Papai Walt Disney está usando.
Muito bem, Walker!

E se você quiser um dos melhores endereços para saber sobre desenho animado americano, aqui vai o site de um biógrafo, estudioso e crítico fundamental, Michael Barrier:
http://www.michaelbarrier.com/index.html















quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tecnologia afiada

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA - Núcleo Paulistano de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 9 de Outubro

VETOR ZERO, FAZEN’DESENHANIMADO  A PARTIR DO ZERO
Entrada FRANCA

15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte TRÊS: Norman McCabe,
Tex Avery, Art Davis e Bob McKimson. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes acompanhada de explicação e debate com o curador do Núcleo.

16h30: Alceu Baptistão, diretor da VETOR ZERO, mostra como eram produzidos os efeitos especiais antigamente e como são feitos hoje, com a tecnologia digital. A VETOR ZERO está entre as produtoras de animação e efeitos mais avançadas do Brasil, produzindo comerciais e sequências em longa-metragens, de tirar o fôlego. Surpreendente, não perca!






N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

O convidado em Outubro é o Baptistão da Vetor Zero. Quase impossível você já não ter assistido um filme ou visto uma imagem produzida pela Vetor. O Alceu me disse que vai apresentar um material didaticamente bem interessante: Vai fazer uma retrospectiva de como os efeitos especiais eram produzidos antes da tecnologia digital, e como são feitos hoje. É uma ótima oportunidade para se entender os princípios que norteiam a criação de efeitos, pois mesmo que a tecnologia seja completamente diferente, a lógica que dá origem às soluções, se não é a mesma,  está em uma mesma linha de desenvolvimento. 

Neste mês fecho a série de diretores clássicos Warner. Do Norman McCabe vou projetar um filme pra lá de polêmico e que você não verá de jeito nenhum em circuito comercial: é politicamente incorretíssimo. 
McKimson era o diretor mais rápido da WB e ao lado de Freleng e Jones forma a trilogia dos diretores que construíram a maior parte do repertório clássico das Looney Tunes. Entre outros, criou Taz, o diabo da Tasmânia, e Foghorn Leghorn (no Brasil, Frangolino)
Tex Avery, o grande inquieto, é considerado o pai dessa história toda de cartum animado. Na França ele é colocado junto a Chaplin como um dos pilares do humor cinematográfico. Avery morreu sem saber disso e, há quem diga, deprimido e com baixa auto-estima. Além de sua produção na Warner, ele fez filmes clássicos na MGM e na Walter Lantz. Certamente vou exibir pelo menos um Droopy e um Lobo e a Pin Up.
Davis dirigiu por um período muito curto. O que é uma pena. Os estudiosos de desenho animado consideram seu personagem, o Gato Heathcliff, de apenas um filme, Dough Ray Me-Oue, a mais estúpida criatura que já surgiu até hoje no mundo da animação. Venha ver se você concorda com os estudiosos. 
E aproveita e dá uma olhada na escultura cinética lindona que agora voa por cima da escadaria do prédio do CCJ Ruth Cardoso. É isso. Espero você lá!


N U P A / C C J
  










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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aonde isso vai parar?

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA - Núcleo Paulistano de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 11 de Setembro

FÁBIO YAMAJI, DE REPENTE FAZEN’DESENHANIMADO
Entrada FRANCA

15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte DOIS: Ben Hardway, Jack King, Bob Clampett e Chuck Jones. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes acompanhada de explicação e debate com o curador do Núcleo.

16h30: Fábio Yamaji, diretor, montador e fotógrafo, destacado animador na técnica stop motion, é autor de vários filmes premiados, entre os quais o curta O DIVINO, DE REPENTE (2009), destaque no Anima Mundi. Professor, Yamaji leciona no IED e na pós-graduação da Anhembi Morumbi. Mantém uma produção experimental de curtas em vídeo e fotografias com câmeras analógicas de baixa tecnologia (lomo/toy cameras).

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

Já estou adiantando pra vocês a programação de Setembro, pois vou passar um tempo em um lugar sem luz elétrica, água quente e paredes. Muito menos internet e laptop. 
Sessão agradecimentos: Tenho que agradecer o esforço constante da equipe do CCJ. Todos, sem exceção. Primeira vez no Brasil que vou em um lugar onde até os seguranças são gente fina. Prometeram que iam acabar com aquele vazamento de luz no Espaço Sarau e cumpriram. Nossa projeção está muito melhor. - Sou realmente grato a todos vocês que trabalham no CCJ. Um lugar cada vez mais iluminado. Muito obrigado!

Estão me pedindo para postar aqui no blog algumas das imagens e informações da palestra que dei no mês passado, - Diretores Clássicos WARNER BROS parte UM- . Quando eu voltar faço isso, ok? 
Enquanto isso vão colocando na agenda estar com a gente no dia 11 de Setembro. Teremos o Fábio Yamaji, que como vocês leram aí em cima, merece ser ouvido. E seus trabalhos merecem ser vistos. Pelo menos é o que vários festivais brasileiros e internacionais estão achando de O DIVINO, DE REPENTE, que está recebendo vários prêmios por aí afora. Assim como o César Cabral, que esteve com a gente no Fazen'desenhanimado anterior, Yamaji também atua na área do stop-motion.
Para abrir a sessão, antes do Yamaji, dou sequência no estudo da contribuição dos diretores clássicos WB para a arte do cartum animado. 
Nesta segunda parte vamos conhecer melhor o sujeito que deu o pontapé inicial na criação do personagem mais popular do desenho animado nos Estados Unidos entre os anos 40 e 70. O sujeito é o Ben Hardway e o personagem NÃO é o Mickey e nem o Pato Donald. É o Pernalonga. Aliás, Bugs Bunny. E Bugs era o apelido do Hardway, que foi parar no coelho. O Pernalonga é definitivamente um personagem coletivo. Quase todos os diretores WB colocaram algo nele. Bob Clampett, outro diretor que veremos neste dia, espalhou por aí que foi ele o criador do coelho de longas pernas. E isso azedou de vez a relação dele com os outros. Principalmente com o Chuck Jones. Jones é o diretor WB com desenhos mais bonitos. Acho que não vai dar para não assistir nesse dia o hiper-mega-cult ONE FROG EVENING, único filme com o personagem Michigan J. Frog. 

Encontro você lá!

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sábado, 31 de julho de 2010

Stop Non Stop

FAZEN'DESENHANIMADO no NUPA -Núcleo de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de sua idéias e experiências.


Sábado, Dia 14 de Agosto
CESAR CABRAL, FAZEN'DESENHANIMADO STOP MOTION
Entrada Franca


15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte UM: Harman & Ising, Frank Tashlin e Friz Freleng. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes aconpanhada de explicação e debate com o curador do NUPA.


16h30: Cesar Cabral, diretor e animador especialista na técnica de stop motion é o convidado de Agosto. Entre filmes para publicidade, documentários, curtas e vinhetas, César também é o autor de um dos mais premiados filmes do Brasil, o DOSSIÊ RÊ BORDOSA, adaptação virtuosa dos personagens do cartunista Angeli. Um arraso! Compareça!


NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D'Ellia



Mês passado escrevi a respeito de reconhecimento e agradecimento. Preciso reconhecer que estou bem grato às pessoas que tem estado presentes nos nossos encontros mensais, Fazendesenhanimado. Platéia cada vez maior e mais entusiasmada, perguntas cada vez melhores. Gente que vem de longe. Até um mochi (de chocolate) recebi de presente, de uma artista plástica bacana que tem prestigiado nosso trabalho. - Sou grato a vocês e quero que a cada mês o nosso trabalho melhore e possa corresponder mais e mais ao que vocês merecem. 
Por falar em melhorar, a direção do CCJ prometeu que vai resolver aquele vazamento de luz horroroso atrás da tela. Sempre que as cenas dos filmes são um pouco mais escuras, entro em agonia... 


Bem, este mês temos o Cesar Cabral. Já estão em exposição, há algumas semanas, as caixas transparentes com os bonecos articulados que ele usou pra fazer DOSSIÊ RE BORDOSA. Trabalho impressionante, meticuloso e hiper bem acabado. 
O Cesar já faz coisa bacanas, mas dá pra perceber que tem potencial pra muito mais. Oportunidade de entender melhor o que é a técnica stop motion e no que difere de outras formas de desenho animado.
Pra esquentar a platéia, antes do Cesar, vou dar início a uma apresentação de um estudo da contribuição (fundamental) dos diretores clássicos de cartum da Warner Bros para a criação da arte do desenho animado. Conforme os anos vão passando, o apêgo ao realismo de Disney começa a ficar cada vez mais superado pelas novas tecnologias. E assim, valoriza-se mais e mais, esta outra escola de animação estadunidense, a ANIMAÇÃO ESTILIZADA (não confundir com animação limitada). Muito mais criativa e menos caramelizada que o padrão Disney. 
Tem tanta coisa interessante pra ver e estudar que dividi em 3 partes. Neste sábado veremos Harman/Ising, Tashlin e Freleng (meu preferido). Em setembro, Hardway, King, Clampett (atualmente muito em moda nos EUA) e Jones. Outubro fechamos com McCabe, Art Davis, McKimson e Tex Avery (celebrado pelos francêses como um dos maiores gênios do humor do século XX). 


Venha!


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