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sexta-feira, 3 de maio de 2013

O Homem da Lanterna Mágica



Frame de trecho da participação de Roberto Miller em Planeta Terra








É impossível contar corretamente a história da animação brasileira sem falar do cineasta Roberto Miller.

Miller nasceu em 1923, na cidade de São Paulo, filho de um português correspondente da Reuters no Brasil. Seu nome de registro era Ignácio Maia, mas fez sua carreira chamando-se Roberto - Miller, vindo de seu ídolo da juventude, o músico Glenn Miller


Influenciado pelo escocês radicado no Canadá, Norman McLaren, de quem torna-se discípulo e amigo, marca seu estilo com animações abstratas, desenhadas com pincel e lupa diretamente em película de filme de gelatina removida. 

Sua pesquisa realiza-se principalmente nos aspectos sonoros, rítmicos, de sincronismo e forma, seguindo a tradição dessa técnica criada originalmente pelo neozelandês Len Lye e inspirada pelo movimento alemão do Cinema Absoluto. Esse movimento de animação abstrata (ou não-objetiva) aconteceu na década de 20, representado por artistas como Oskar Fischinger, Hans Richter, Viking Eggeling e Walter Ruttmann. Este último definiria o estilo como "pintura no tempo". 

O impulso fundamental para a carreira de Miller é um estágio de seis meses no National Film Board do Canadá, com McLaren, na década de 50. De volta ao Brasil integra-se ao recém fundado Centro Experimental de Cinema de Animação de Ribeirão Preto, fundado por Rubens Lucchetti e Bassano Vaccarini. Ali realiza Sound SyntheticTill Ton Special, Rock and RollSinfonia ModernaSound Abstract.

A consagração vem com Rumba (1957): medalha de prata no festival de Lisboa.

Entre outros filmes, destacam-se a partir daí: Sound Abstract (medalha de prata no festival Bruxelas/1957, prêmio Saci de São Paulo/1958 e menção honrosa no festival de Cannes/1958), Boogie Woogie (menção honrosa no festival de Cannes/1959), O Átomo Brincalhão (1967), Balanço (1968), Carnaval 2001 (1971), Can-can (1978), Ballet Kalley (1981) e Biscuit (1992).

Miller também fará carreira na criação de títulos de abertura de filmes
Planeta Terra
brasileiros, o que se chama hoje de motion film design. Mas marcou mesmo a minha infância e formação como artista de animação com o programa de tv, produzido pela então mais séria TV Cultura de São Paulo, Lanterna Mágica.


O programa, semanal, era o espaço alternativo para se conhecer a animação canadense, européia, asiática e mesmo a produção da UPA. Ali conheci Co Hoedman, Jiri Trnka, Lotte Reiniger, Escola de Zagreb, John Hallas, McLaren, etc. Fiquei sabendo do brasileiro Yppê Nakashima e por isso fui ao cinema, garoto, vibrar com Piconzé. Durante um período também, próximo ao horário do Lanterna Mágica, era exibida a série clássica de Tezuka: Kimba, o Leão Branco. Ou seja, Roberto Miller abriu as portas das infinitas possibilidades da animação para toda uma geração que não fosse isso estaria limitada a uma reduzida visão conformista. Muchas gracias, Mestre!

Em 1985, dividi com Marcos Magalhães a coordenação da produção do filme coletivo brasileiro Planeta Terra. Marcos ficou com os artistas do Brasil todo, menos São Paulo, que ficaram sob minha responsabilidade. 18 dos 30 artistas eram paulistas. E entre eles, Roberto.
Foi uma delícia poder conhecê-lo e dividir com ele a tela de um filme tão

singular. Para quem quiser conhecer esse filme, colocamos ele no Canal NUPA. Clique na imagem ao lado e aproveite. Ainda quero dedicar um post especificamente pra esse filme, cheio de histórias. Mas é bom lembrar que, além de já ter seus quase 30 anos de idade, foi feito antes da tecnologia digital. Como eu costumo dizer, animação de apaixonado, feita na unha. Não havia glamour em fazer desenho animado. Era coisa de gente fora do eixo mesmo.

Em 1988 fui diretor e organizador do Segundo Encontro Nacional de Profissionais de Animação. Propus e todos aceitaram que criássemos um troféu da própria classe, para homenagear os profissionais que mais tivessem contribuído para a animação brasileira. O nome escolhido para o prêmio foi Lanterna Mágica. E o ganhador, claro, Roberto Miller.



Planeta Terra
Miller morreu dia 16 de Março passado, aos 89 anos. Deixando viúva, dois filhos e duas netas. Um grande artista pra ser lembrado e homenageado sempre.


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Bicicletas em São Paulo





O mais novo filme do NUPA, da série Paulicéia, BICICLETAS EM SÃO PAULO, já está disponível em nosso canal Vimeo. Pra assistir é só clicar na imagem ao lado.


Os artistas, profissionais e alunos, envolvidos neste projeto, responderam algumas questões sobre qual suas relações com este filme, com o NUPA, com animação em geral, o que andam fazendo e como vêem a animação brasileira. Seguem os depoimentos...

Model da personagem CLARA,
de Klayton Luz com o NUPA workshop


PAULO GARFUNKEL (roteirista ganhador do edital Paulicéia de roteiros com o tema Bicicletas em São Paulo)

Paulo Garfunkel é o peludo mais claro. 
O outro, é a Ajanã.
Eu sempre achei que a bicicleta é o veículo do futuro. E que se a humanidade ainda não está preparada pra ela, o que dirá São Paulo, cheia de altos e baixos em todos os sentidos? Quando surgiu a chance de escrever um roteiro com o tema eu adorei. Quando o roteiro foi escolhido pra ser produzido foi uma bela surpresa. Agora, com animação pronta, com belo traço, bom rítmo, fiquei muito feliz.

O que estou fazendo agora? Bem, foi editada agora, em 2012, pelo Toninho Mendes da Editora Peixe Grande, a coletânea do Vira-Lata, o gibi de sacanagem com desenhos do Líbero Malavoglia e supervisão científica do Dr. Drauzio Varella,que circulava no Carandiru nos anos 90, no auge da epidemia de aids. Se puder, dá um bico em nosso promo, clicando na imagem da capa do álbum, aí ao lado.
E também, o livro infantil Shui, entre os vermes da superfície foi lançado pela editora do SESI. A história nasceu como argumento pra um game e daria uma boa série de animação. Pela mesma editora, está saindo outro infantil, Três Fábulas de Esopo, que são adaptações poéticas de  fábulas escritas em 2002 para uma peça de teatro. E também uma hq adulta, Chão de Fábrica, uma trama policial com desenhos do Líbero.
Estou produzindo para a Cinema Animadores, a trilha sonora de dois filmes de animação, O menino que sabia voar e Mendonça descobre o Amor, que é a adaptação do conto Miss  Dollar do grande Machado de Assis.
Meus artistas de animação preferidos, o Sylvan Chomet, das Bicicletas de Belleville e de O Mágico (L'Illusionniste), Katsuhiro Otomo, do velho Akira
o cara do Samurai Champloo e Cowboy Bebop, Shinichiro Watanabe. E tem uma produção francesa do Corto Maltese, bem fiel às histórias do Hugo Pratt, que eu gosto muito e não sei quem dirigiu. E os caras da Pixar matam a pau (americanamente). 


Key vision original de Klayton Luz com o NUPA workshop


KLAYTON LUZ (concepção visual + NUPA workshop e cenários)


Como eu tenho pouco experiencia em animação, participar deste projeto foi
um grande aprendizado. Trabalhar com o NUPA foi ótimo, pois os alunos estavam super envolvidos e colaboraram bastante no desenvolvimento dos conceitos visuais durante o workshop. Sem falar da profissionalismo e generosidade em que o Céu conduziu todo o projeto, as aulas e tudo mais.
Fico feliz e grato pela experiencia.

Gosto de animação. E pra mim Akira do Katsuhiro Otomo é sempre referência! Mas um artista que gosto muito hoje em dia é o animador, diretor e artista conceitual, Robert Valley.

Model de veículo elétrico,
de Klayton Luz com o NUPA workshop


GUSTAVO KURLAT (trilha sonora)

Contribuir em Bicicletas em São Paulo significou entrar em contato novamente com a possibilidade de pensar a cidade de uma outra forma, percebendo que algumas utopias talvez sejam mais viáveis do que imaginamos. E claro, o desafio e o prazer de criar (música, no caso) sintonizado com as imagens e as ideias que devem dialogar fluentemente para passar ao público o seu espírito.
No momento também estou compondo a trilha do longa de animação O menino e o mundo, de Alê Abreu, em parceria com Ruben Feffer, um trabalho que contou nas gravações com a participação de Naná Vasconcelos e os Barbatuques. E acabam de ir pro ar a série de animação Batatinhas (Small Potatoes), da qual fiz todas as versões em português das canções e as respectivas gravações. E o programa de rádio Catimbirimbéu, que dirigi, no site do Itau Cultural. 
Pelo que eu disse acima, acho que transparece o fato de que adoro animações! E o trabalho do Alê Abreu, com o qual trabalhei também anteriormente no longa Garoto Côsmico, é pra mim uma referência nova nas animações brasileiras.


Model da personagem CHICO,
de Klayton Luz com o NUPA workshop
CHICO ZULLO (animação)

Produzir as animações para Bicicletas em São Paulo significa contribuir para um conceito que está cada vez mais claro para os cidadãos de SP: precisamos de opções para o transporte na cidade que não sejam necessariamente o uso do carro. Já é algo que eu busco praticar no meu dia a dia, não exatamente andando de bicicleta, mas optando algumas vezes na semana, por deixar o carro em casa e utilizar o transporte público. Acredito que a proposta do filme seja de repensar a locomoção na cidade. E fico muito contente em poder contribuir de alguma maneira em propagar esse conceito.
O desenho animado a mão está se redescobrindo, à medida que se apropria da evolução tecnológica da computação gráfica. No momento em que o animador está sentado em uma tablet (mesa digitalizadora) ou numa mesa de luz, o desenho que se produz se assimila muito em termos de técnica e o resultado final na tela também acaba se tornando muito parecido. Obviamente, uma produção totalmente digital gera bem menos trabalho que a animação que era feita há 30 anos. Na minha opinião, um frame desenhado a mão seguido por outro frame desenhado a mão e assim por diante (seja numa folha de acetato, seja diretamente na tela do computador) resulta em uma animação com características peculiares e especiais, que nunca serão superadas por outras técnicas.
Para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente, falta volume de produção. Disso virá a bagagem de experiencia para saber como atingir um patamar de maior qualidade nas nossas animações, frente aos custos de produção. E para termos maior volume de produção, é fundamental que estejamos formando mais e mais artistas e profissionais para todas as etapas da produção.

Ilustrações finais para as camadas de BG, Largo do Arouche, de Klayton Luz


CHICO BELA (animação)

Como paulistano de nascença, e grande fã de andar de bicicleta, adorei trabalhar neste projeto que mostra uma São Paulo mais interessante de se morar. O fato do trabalho ter saído de uma iniciativa legal como o núcleo paulistano de animação também é motivo de orgulho. O trabalho apresentou uma série de desafios técnicos que foram interessantes de serem resolvidos, também.
Espero e acho que o desenho animado a mão terá um novo ciclo e não foi enterrado pela computação gráfica. Depois do furor inicial da animação CG3D, a animação desenhada voltou a ter força, vide os trabalhos produzidos por alunos graduandos de escolas de animação, e mesmo a linha publicitária.  Acho que o gesto do desenho ainda vai demorar pra perder o apelo frente ao CG3D.
O que falta para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente é uma indústria de animação que se sustente. E investimento.

Key vision original de Klayton Luz com o NUPA workshop

FRED MATHIAS (produção artística MOL TOONS)

Contribuir para que uma história como a que foi contada neste curta faz parte do DNA da Mol Toons. O tema é atual, de extrema relevância e foi abordado de forma delicada e poética.
Além disso, o processo colaborativo de produção do NUPA, que envolve edital público para a contratação de roteiro e workshops no processo de direção de arte foi uma experiência gratificante para nós. Sem contar que o resultado final foi excelente. 
O mercado de entretenimento aqueceu bastante no Brasil. Além de nosso estúdio estar envolvido em projetos de séries de animação, fomos procurados para trabalhar em um documentário, a ser exibido no History Channel e que fará grande uso da animação na reconstituição de cenas e também em um APP para Ipad. Ambos novas experiências para a Mol Toons.
Minha crença é de que as técnicas entram e saem de moda, mas o que vale no final é uma boa história, uma que valha ser contada. Quando a Pixar lançou Toy Story muita gente se surpreendeu. Como é possível segurar uma audiência por 70 minutos usando "apenas" computação gráfica? Curiosamente, este foi o mesmo comentário à época do lançamento de Branca de Neve nos cinemas. Um longa metragem de animação?
O fato é que houve claramente no segmento de longa metragens, após o já mencionado advento de Toy Story, uma predominância da técnica 3D/CGI. Os filmes da Pixar e Dreamworks dominaram o mercado ocidental. Mas na França foram lançados filmes expressivos, como o Bicicletas de Belleville e o Japão continuou forte com seus animes e com obras primas de Hayao Miyazaki.  A Disney, que também andava com pouca confiança no lançamento de seus tradicionais filmes de animação feita à mão, fez com o "A Princesa e o Sapo" um grande retorno.
Vale adicionar que no segmento de séries para televisão, a animação feita à mão continuou sendo a técnica mais utilizada (Simpsons, Pokemon, Bob Esponja, Ben 10 e Adventure Time, entre tantos outros)
A variedade de técnicas está a serviço dos contadores de história e quem ganha é a audiência.
O Brasil, historicamente, tem tido uma produção consistente de publicidade  e de curtas metragens. E hoje há uma evidente evolução na produção de séries para a Televisão. A politica pública de incentivos culturais começou a ver este segmento com bons olhos e a produção independente avançou muito. Mas ainda falta, a meu ver, um mercado mais maduro. As emissoras brasileiras ainda estão acostumadas a comprar conteúdo barato que vem do exterior, à exceção de quando podem fazer uso de alguma lei de incentivo. Isso é uma distorção de mercado que alguma hora deve acabar. No cinema temos ainda mais a caminhar. Acho que falta um grande sucesso (tipo Cidade de Deus ou Tropa de Elite) que atraia os distribuidores e o público, criando um círculo virtuoso. Existem alguns (poucos) filmes em produção agora e realmente torço para o sucesso deles.
 

Estudos de H-Minus no NUPA workshop
HERMINIO CARDOSO/ H-MINUS (NUPA workshop): Tenho muito orgulho de ter participado do workshop que elaborou o story board desta animação, só não imaginava que ficaria tão bonito. Parabéns a toda equipe!
Claro que fui procurar meu nome nos créditos, né! Mas o que aprendi no workshop vale muito mais, pois comecei a trabalhar em uma produtora de vídeo e agência de propaganda, onde ponho em prática tudo que aprendi com o Céu, a Julia Bax e o Klayton Luz em matéria de story-board! Valeu e vida longa ao NUPA.


BG de Klayton Luz, com 

aplicação de grafismos da

coleção desenvolvida 
em residência artística 
por Marcelo Ortolani.
Inspirada na arte de Highraff.
MARCELO ORTOLANI (NUPA workshop): O NUPA acrescentou várias coisas positivas pra mim. Me deu um norte, me mostrou um caminho a seguir na minha busca por aprender mais sobre animação. Conheci pessoas, filmes, exemplos de vida no estudo do trabalho de vários artistas de animação. Frequentei aulas, participei de filmes coletivos, fiz residência artística no estúdio do NUPA. Alguns dos filmes que conheci me fizeram chorar e me ajudaram a manter aceso o meu entusiasmo pela arte. Conheci alguns alunos com os quais comecei a fazer um curta metragem de animação (que não foi concluído por problemas pessoais). Frequentei aulas e participei de filmes coletivos que me ajudaram a conseguir um emprego na área de animação. Esse estudo sério, essas oportunidades e reunião de pessoas é algo que eu não encontrei em nenhuma outra oficina gratuita de animação ou desenho oferecida em São Paulo. E olha que eu pesquiso muito, já fiz MUITAS oficinas, tanto no CCJ como em muitos outros centros culturais e bibliotecas de São Paulo. 
O NUPA contribuiu muito para a minha formação profissional e artística. Tive a oportunidade de conhecer alguns donos de estúdios de animação, pude até pegar o contato de um deles. Mais tarde, quando consegui um emprego em animação por outros contatos, uma das pessoas da empresa em que trabalho já tinha me visto em uma das palestras do NUPA. Esse atestado de interesse foi benéfico profissionalmente. A residência artística que fiz no NUPA foi inestimável, um grande treinamento na produção de cinema de animação com um prazo, responsabilidade, cota de produção e ainda espaço para experimentação e criação. As pequenas cenas de animação que produzi nas aulas e na residência artística foram decisivas para conseguir meu primeiro emprego em uma produtora de animação. As aulas me abriram um mundo de aprendizado, e uso sobretudo o aprendizado artístico quase todos os dias no meu trabalho. Aprendi muita coisa que os livros sobre o assunto não ensinam.
E o NUPA continua me ajudando de forma direta: estou começando uma parceria com um roteirista que trabalha em um projeto do NUPA. Vou colaborar em um blog, o que pode me ajudar indiretamente para divulgação.

O que eu mais gostei? Acho que foi da residência artística. Foi uma experiência bastante colaborativa, muito aberta a experiências, consegui produzir um material de boa qualidade e que foi apreciado. Foi um grande incentivo para seguir em frente.
 
Melhorias para o futuro... Quase todas as pessoas com quem eu falo sobre o NUPA reclamam que é muito longe... Eu não ligo para a distância dos lugares: já fui para Belo Horizonte uma vez fazer uma oficina. Mas tem algumas coisas simples e gratuitas que é possivel fazer para com a ajuda da internet deixar o NUPA mais acessível para pessoas que moram longe do CCJ.
Por exemplo, seria possível filmar as aulas de conteúdo que o Céu dá e colocar em um site de vídeo, por exemplo o site "ustream.com" por umas duas semanas e depois deletar. Seria possível criar um forum pela internet para os alunos debaterem os assuntos de cada aula. Seria possível criar um blog coletivo ou fórum para os alunos postarem seus desenhos de análise de ação e trocarem comentários e críticas construtivas. Ou desenhos de observação de pessoas no metrô. Ou de criação de personagens. O mesmo para os exercícios de animação que cada um está fazendo.
Que mais... mais divulgação sempre ajudaria. Nem vejo mais algo sobre o NUPA nos panfletos do CCJ. Seria interessante divulgar em escolas de desenho, faculdades de artes plásticas, de cinema... Não precisa ser nada muito caro, pedir pro professor de tais cursos para deixar dar um recado pros alunos em uma das aulas...


THIAGO SOARES (NUPA workshop): NUPA acrescentou um novo folego pra continuar estudando animação, e animando, contribuiu pra minha formação ao encarar o ToonBoom, que juntava poeira no hd aqui, aprender sobre os processos e particularidades da produção dos desenhos animados e ter participado da pré-produção/ajudado no desenvolvimento de um curta animado nos workshops desse ano...que a propósito, foi o que mais gostei empatado com as aulas teóricas...que é muito mais divertido pesquisar, rabiscar e ouvir as histórias dos bastidores e pioneiros da animação que por a mão na massa e animar de fato...que dá um trabalho do cão...
Estudos de Thiago Soares no NUPA workshop
O que mais detestei foi saber que talvez o NUPA pode não continuar ano que vem (2013), ou não ter sabido da sua existência antes e participado das atividades dos anos anteriores...Se continuar, acho que o mais interessante é mesmo, além das aulas, o acompanhamento nos projetos/projeto de fim de curso dos alunos...que acho que não se enquadra como sugestão porque já acontece, né...Bom, então é isso aí...


DOMICIO (NUPA workshop): O NUPA ampliou meu conhecimento técnico e artístico, principalmente minha visão histórico-social da animação, e a possibilidade de com isto incorporar técnicas e estilos de várias escolas e épocas em futuros projetos, além de pesquisa de novos suportes.
Estudos de Domicio no NUPA workshop
Através do NUPA, estou conhecendo técnicas e softwares que estão ampliando meu universo profissional e artístico e também a possibilidade de partilhar este conhecimento com a comunidade em que vivo, na forma de laboratório audiovisual no meu bairro, Jardim Miriam.
Eu gosto da forma como é ministrado o curso, que respeita o tempo
de cada aluno, e o discurso aberto entre aluno e tutor, visando o aprendizado.
Mais a coisa que mais valorizo é a gratuidade do curso, que deve ser super valorizada.
Dentro do possível o NUPA extrapola todas as minhas expectativas, pois temos uma carência de formação e a iniciativa do NUPA é muito bem vinda.
Alguma sugestão para melhorar futuramente, caso o NUPA continue a existir? A possibilidade de intercâmbio e estágios com escolas e empresas nacionais e internacionais.


ANDERSON ALVES (NUPA workshop): O NUPA me deu o conceito verdadeiro do que é animação, de como é esse mercado, pois apesar de gostar bastante de animação eu nunca me aprofundei  realmente sobre o assunto. 
Estudos de Anderson Alves no NUPA workshop
Está contribuindo para minha formação profissional e artística. Além de aprender a usar o Toomboom, os conceitos passados na aula são muito ricos, e pra mim é tudo novidade. Eu semvre vi animação como entretenimento apenas, e hoje, depois das aulas, já penso em, quem sabe, entrar no mercado de trabalho, desenvolver uma animação, algum projeto...
Eu gosto do ambiente, das pessoas. Dá pra ver que tanto quem está aprendendo como quem está ensinando no NUPA, realmente gosta do que faz e de passar algumas horas do seu sábado ali.
Não tem nada que eu tenha detestado. Talvez essa incerteza do NUPA, se vai  continuar ou não.
Uma sugestão: Poderia ter os exercícios das apostilas distribuídos de alguma forma, ou pelo e-mail. Muitas vezes quero continuar um exercício ou adiantar e não tenho como.

E.T.: 
Bicicletas, filmes Paulicéia e NUPA estão repercurtindo rápido pela web afora, desde o lançamento de nosso terceiro filme coletivo. Bicicletas chegou a ter um pico de uma vista a cada 30 segundos no terceiro dia depois do lançamento. E de forma espontânea. Não contamos até agora com nenhum veículo de imprensa nos divulgando. Simplesmente nossa própria rede social. Alguns amantes da liberdade de opinião e pensamento deram destaque a estes trabalhos nos últimos dias. Seguem os links dos posts, pra aqueles que quiserem saber mais. Basta clicar nas imagens abaixo. Pra todos, nosso muchas gracias e buenas dichas!










quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Filmes para sonhar inocente


Começa no próximo primeiro de Março o XVI Festival Internacional Anual do Filme Infantil de New York. Vários longas em animação de diversas partes do mundo. Gostei de algumas imagens e resolvi postar aqui no Iludente, pra vocês alegrarem os olhos.

O legal de filme infantil é que os adultos seguram um pouco seu pessimismo e desejo de arrebentar, e fazem pras crianças umas imagens com jeito de sonho bom.

Os nomes dos longas eu chutei umas traduções em português. Não necessariamente serão lançados por aqui assim se chamando. Talvez nem apareçam por aqui, aliás. 


KIRIKOU E OS HOMENS E AS MULHERES, direção de Michel
Ocelot, França.
Já é o terceiro longa do Ocelot com esse personagem.
Essa imagem acima é impressionantemente bela. A saber
se o filme inteiro mantém essa aura.

NEVE & CHUVA, AS CRIANÇAS-LOBO, direção de Mamoru
Hosoda, Japão.

O DIA DOS CORVOS, direção de Jean-Christophe Dessaint,
França e Bélgica.

COR DE PELE: MEL, direção de Jung &
Laurent Boileau, França e Bélgica.
Um filme sobre adoção. Um desafio fazer um
filme de animação infantil com esse tema.

BENVINDO AO SHOW DO ESPAÇO, direção de Koji Masunari,
Japão.
Adorei esse ser sexy no meio da imagem. Tive uma
namorada bem parecida. A lindona.

PINOCCHIO, dirigido por Enzo D´Alo, Itália.
Finalmente a versão fiel ao livro original de Carlo Collodi.
O design é o mesmo de uma versão ilustrada pelo Mattotti.
Escrevi um post sobre esse artista uns dias atrás.
Clique aqui se quiser ler.

ENCONTRO COM AS BATATINHAS, de nosso amigo em NY,
Josh Selig, USA.
Estou bem curioso de saber como o Josh transpôs pra
telona esses seus tubérculos bonitinhos.

DE CIMA DA COLINA DAS PAPOULAS,
escrito por Hayao Miyazaki e dirigido por Goro Miyazaki,
Japão.
Do famoso estúdio Ghibli, este é capaz de aportar aqui.

ERNESTO & CELESTINA, direção de Aubier, Patar & Renner,
França e Luxemburgo.
Baseado em personagens populares em livros infantis.

A PINTURA, direção de Jean-François Laguionie, França.
Um CG3D finalizado como se pintado a tintas. Interessante.




domingo, 21 de outubro de 2012

Canta, Ty-Etê!


CANTA, TY-ETÊ! está pronto e pode ser visto clicando na imagem abaixo:



O processo de produção deste segundo filme da série Paulicéia, e segunda obra do NUPA a ficar pronta, foi bastante feliz. Seja pelo resultado, seja pela felicidade de todo o processo de produção.


Lay-out de cena entrada motoboy
Primeiríssima decupagem 
do filme,
feita em conjunto com os alunos
durante o workshop
Aprendemos com os erros do primeiro projeto, MÁRIO DE ANDRADE e fizemos algumas correções importantes. No workshop de pré-produção do Laurent Cardon para o Mário, ele ficou muito sobrecarregado. Tinha de simultaneamente dar as aulas e produzir o projeto final de concepção visual. Foi muito estressante e ele só conseguiu chegar no produto final com tanta qualidade porque é muito competente. Para este fime distribuí melhor o pêso do trabalho da oficina. Eu mesmo dei as aulas e o Alê Abreu ficou concentrado em reunir o material dos alunos e dar a forma visual ao filme. Visão genial, diga-se de passagem. Alê é um criador de verdade, buscando no sutil as cores e as texturas. Distribuí a decupagem entre os participantes de uma maneira mais dirigida e de acordo com o talento de cada um. Contou muito o fato dos alunos terem progredido de um ano para o outro e do Alê ter participado das aulas, opinando e tomando conhecimento direto de todas as sugestões.

Lay-out de cena salto Bagre
A produção propriamente foi uma delícia. A palavra pra definir tem que ser essa: DELÍCIA.
O contato com todos os profissionais envolvidos foi sempre de prazer. Possivelmente por serem todos profissionais veteranos seguros, não precisei lidar com narcisismo ou egos inchados. Ao contrário. Desde o trabalho com o Alê, e depois com o Gil Caserta, Sandro Cleuzo e Angelo Bonito, só via o trabalho tomar forma e ficar cada vez mais encorpado, leve e firme. Como um balão. Quando o Fabio Góes incluiu a trilha final e acertamos os últimos fotogramas, o filme simplesmente saiu voando sozinho, iluminando por aí.

Lay-out de cena close Bagre

Trabalhar com o Sandro é um presente. Animou as cenas exatamente no ponto em que precisavam. Sem overacting, mas sem miséria. Na primeira cena que fez precisei indicar algumas pequenas correções para ficarmos mais próximos do design do Alê e ele aceitou sem problemas. Profissional. E depois do ajuste, praticamente não precisei fazer mais observações. Afinou o instrumento e tocou uma animação memorável. É uma pena que não possamos manter um profissional como esse no Brasil. Poucas horas depois de terminar a última cena, Sandro se despediu mais uma vez daqui e viajou para a Califórnia, onde está trabalhando com a Dreamworks. Abaixo ele fala um pouco dessa experiência. Carlos Luzzi ajudou o Sandro de forma eficiente em uma das cenas.


Lay-out de cena fuga Grafiteiros
Angelo Bonito é um conhecido de longa data. Já cruzamos nossos caminhos algumas vezes e ele está sempre melhor. Ilustrador e pintor com conhecimento vasto de todas as técnicas clássicas e das inovações digitais. Para este trabalho tivemos que nos aventurar juntos na marginal Tietê mais de uma vez. Junto com os alunos eu já tinha percorrido diversos trechos do rio, especialmente as diferentes pontes, pela necessidade do roteiro. Durante o workshop fechamos com o sistema Ulisses Guimarães, que tem uma ponte dupla e dá acesso à Rodovia dos Bandeirantes. Para completar a documentação voltei nesse ponto específico com o Angelo. Não conseguimos descer até o rio da primeira vez, porque o trânsito é muito intenso. Voltamos em um domingo ao raiar do dia e tem aqui um clipezinho marcando esse momento. Clique e cante comigo, 1...2...:


Cante comigo no Tietê

A edição final e aplicação de efeitos digitais fiz com o Gil Caserta. A única parte ruim desse trabalho foi que teve um momento que acabou e não tinhamos mais o que fazer. Gil é um pilar do projeto do NUPA. Primeiro professor a encarar os alunos quando eram muito crús e inseguros e o estúdio-escola era apertado e sem ventilação. Continua dando uma força incrível pra gente, inclusive literalmente acudindo em situações complicadas. Conseguiu até mesmo recuperar um lap-top que tinha sido roubado, usando um sistema de rastreamento que instalou na máquina. O investigador de polícia não acreditou quando a direção do CCJ Ruth Cardoso levou a investigação pronta, limpa, dobrada e cheirando amaciante, bastando recuperar o equipamento subtraído no endereço indicado, com dados e até fotos de quem estava com a máquina, tirada pela própria...

Lay-out de cena zoom in e out aérea
Sobre o trabalho com o Fabio Góes vou contar em um outro post. 

A seguir depoimentos de alguns dos participantes do projeto. A todos eles, à equipe do CCJ Ruth Cardoso, Leandro Benetti e Prof. Carlos Augusto Calil, meus sinceros agradecimentos. Vou sentir falta de vocês com o fim do NUPA. 


ALÊ ABREU (concepção visual + NUPA workshop)

Em minha contribuição para Canta, Ty-Etê! tive a oportunidade de criar o design e o story-board de um filme que não seria animado e nem dirigido por mim, focando pra valer toda a energia nestes dois importantes aspectos.
Durante oficinas que ministramos aos alunos do NUPA, pude rever, aprofundar meus conceitos sobre DESIGN voltado a animação. O mesmo ocorreu com questões relativas a decupagem.
O projeto Canta, Tyetê!  ganhou forma a partir das sugestões e do debate com os alunos do NUPA e foi realizado com uma feliz mistura de trabalho, idéias e estilos de colegas que admiro. 
O que falta para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente?
Acho que o Brasil vive um momento histórico na animação, mas desconfio que ainda não respondemos a seguinte pergunta: O que significa fazer animação no Brasil?

Key-vision, de Alê Abreu

GIL CASERTA (animação digital)

Contribuir nesse projeto, significou, primeiramente, a oportunidade de trabalhar com pessoas que admiro profissionalmente, num ambiente de efetiva colaboração e respeito. Posteriormente, devido à minha função, o prazer em presenciar a obra se completando a cada etapa e as reações dos que assistiam pela primeira vez.
Minha formação acadêmica é em publicidade, mas trabalho no audiovisual desde o surgimento do uso dos computadores, em especial na área de animação. Desenvolvo também oficinas de técnicas básicas de stopmotion e animação para crianças e adolescentes junto a entidades culturais.

Balsa de garrafas pet,
modelagem de Gil Caserta, arte-final Angelo Bonito

ANGELO BONITO (cenários)

Pra mim foi muuiito significativo ter contribuído em Canta, Ty-Etê!! Ser convidado e considerado para completar o trabalho  dessas pessoas que participaram fez muito bem pra mim, são muito talentosas! Fiquei lisonjeado e feliz, espero ter correspondido.
Gosto bastante de animação, quem não tem uma animação de tv ou cinema que não tenha marcado na vida, acho que principalmente da minha geração?
Artista preferido? Fico com Walt Disney, seus filmes fazem parte da minha história, na adolescência ia ao cinema e assistia duas sessões seguidas, encantado.

Color script, de Angelo Bonito
Foto referência Complexo Ulisses Gumarães

RONEY FREITAS (roteirista ganhador do edital Paulicéia de roteiros com o tema Rios e Riachos de São Paulo)

Pra mim significou muito poder participar do Canta, Ty-etê! porque ele afluiu não apenas do edital Canta, Riacho!, proposto pelo NUPA/CCJ Ruth Cardoso, mas também de minha pesquisa sobre o rio Tietê para um documentário que dirigi, que estava em curso concomitantemente. Foi sincrônico. 
Este curta documentário a que me refiro é meu trabalho mais recente, ainda em finalização, e que busca questionar poeticamente: -Quando teremos os nossos rios limpos? Este é meu primeiro curta documentário e em que me envolvo mais com São Paulo, onde consigo falar melhor da minha aldeia, por onde mais me identifico e me relaciono, pelo rio.
E acho que assim como a proposta do NUPA - desde o edital que vocês lançaram até o filme finalizado - assim como o movimento que faço, há muitos que estão sensíveis a essa questão de São Paulo. Não à toa cada vez mais filmes eu vejo, movimentos engajados nessa causa, peças de teatro, notícias na imprensa. O Tietê e todos os rios que desenham nossa cidade estão cada dia mais envolvidos pelo interesse da nossa sociedade, com um desejo claro: queremos nossos rios, limpos!
Acho que esses filmes que fazemos vem com uma força muito maior portanto, como se junto às nossas ondulações, por baixo estivesse um peixe fluido pronto a erguer um salto. Em cores vivas!
"Canta, Ty-etê!" traz essa mensagem com vida, cor, música e encanto. Acho que ele deve ser passado em todos o canais e plataformas possíveis de visualização, e ser divulgado nas escolas, ser visto por crianças. Pois uma animação como essa tem a graça da comunicação universal, com todas as idades. E é essa a mensagem do rio, quem o observa e chega perto dele sabe que ele não está morto, muito pelo contrário, é muito forte estar em contato com ele. Façamos coro a esse canto, porque os rios precisam viver e a gente precisar viver os rios de São Paulo.
Obrigado pela oportunidade, pela beleza do trabalho conjunto.
E parabéns a todos os envolvidos, que o NUPA tenha vida longa, de muitas realizações de qualidade!
Story-board, de Alê Abreu


SANDRO CLEUZO (desenho animado)

Foi bastante gratificante pra mim contribuir com esta animação, pois foi a primeira vez em mais de 20 anos que  foi me oferecido participar de um projeto brasileiro e  por isso não tive dúvidas. Também foi ótimo colaborar com artistas do Brasil como o o Alê Abreu, Céu D'Ellia, Angelo Bonito e Gil Caserta, entre outros.
Se posso contar um pouco sobre o projeto em que estou colaborando agora e sobre qual minha participação nele?
Um pouco, pois já foi anunciado.  Estou animando num projeto da Dreamworks chamado Me and My Shadow, um filme híbrido que combina personagens em computacao com personagens animados em desenho a mão. Estou animando na parte desenhada a mão, mas estou treinando computação e espero poder fazer algumas cenas nas duas formas.
Se acho que o desenho animado a mão terá um novo ciclo? Ou foi mesmo enterrado pela computação gráfica? Se depender de grandes estúdios, acho que haverá muito pouco ou nada. Dependerá  dos pequenos estúdios independentes e dos artistas que amam a arte da animação feita a mão pra não morrer de vez.  Eu mesmo vou fazer de tudo pra continuar a fazer assim e já comecei o meu curta.
O que falta para o Brasil ter uma produção de animação mais consistente?
Acho que, como muitos já falaram, um maior investimento em projetos nacionais sérios, mas sem descartar co-produções com outros países, o que é feito muito na Europa e até aqui nos EUA. Acho também que os diretores de animação de longa metragem do Brasil deveriam pensar em fazer filmes que possam ser universais, podendo assim ser distribuídos em outros países.


Model de personagens, de Alê Abreu


ALEX CÓI (NUPA workshop)

Pesquisa de locação, 
pelos alunos do workshop 
(Leo Conceição, Paulo dos Santos
e Michael dos Santos):
Ponte da Anhanguera;
Atenção no Bagre!
Aprendi nas oficinas a trabalhar em grupo e estar aberto a opiniões diferentes das minhas. Gostei de produzir material em conjunto com outros artistas e escolher o que tem de melhor em todos os trabalhos com o objetivo de chegar na criação da melhor opção.
O NUPA aumentou meu repertório visual e minhas referências, minha análise sobre os filmes (de animação ou live action) como um todo. Conheci a concepção dos filmes passando pelas diversas etapas que compõe este longo processo, além de conhecer diversos animadores e diretores e alguns processos criativos bem interessantes. Certamente, uma experiência enriquecedora.
As aulas teóricas, as discussões acerca das animações, as referências históricas e a ligação disso com trabalhos desenvolvidos hoje em dia... Gostei muito dos workshops de criação de personagens, cenários e storyboard. Achei o conteúdo discutido muito relevante. Acho o ambiente do NUPA muito saudável e propicio para criação.

Estudo para Bagre-Grafite, de Paulo dos Santos


ERIC LOVRIC (NUPA workshop) 

Pesquisa de locação, 
pelos alunos do workshop:
Ponte do Estado; Vai um Bagre aí?
O NUPA me pôs em contato com pessoas que partilham dos mesmos gostos e interesses que os meus, e a quem eu dificilmente viria a conhecer de outra forma. Os workshops foram uma grande contribuição tanto para o artístico quanto para o profissional. Artisticamente porque os trabalhos a serem feitos me forçaram a refinar o meu traço. Profissionalmente porque me apresentaram formas de trabalhar que são comuns à indústria, as quais eu até então desconhecia.


MICHAEL DOS SANTOS (NUPA workshop)
Estudo Balseiro,

de Michael dos Santos

Minha visão antes do NUPA era aprender um software a mais para acrescentar no currículo, na minha busca de trabalhar com desenho e animação. Mas fui muito além disso, aprendi muita coisa. Em principal o planejamento que está presente em tudo, desde fazer um risco no papel até lidar com pessoas.
Aos poucos vou planejando minha carreira em busca de ser um profissional cada vez melhor. Trabalho com animação graças ao NUPA onde aprendi quase todos conceitos sobre animação. Criei hábito de assistir filmes alternativos, ver tipos de artes visuais variadas. Esse tipo de referência tem ajudado no meu processo artístico e criativo.
Gostei de participar dos Workshop de pré-produção e ter uma liberdade pra dar ideias e sugestões sobre filmes que estão acontecendo.

Proposta de Story-board,
de Leo Conceição

EDSON YASSUO (NUPA workshop)

Pesquisa de locação, 
pelos alunos do workshop:
Complexo Viário Ulisses Guimarães;
Finalmente encontramos o lugar 
para enfiar nosso Bagre!
A minha paixão por animação cresceu ainda mais no NUPA. Tive professores excelentes e generosos como o Gil Caserta e o Céu D'Ellia. Tive a oportunidade de conhecer pessoalmente profissionais como o Fábio Yabu, Joaquim 3 Rios, Alceu Baptistão, Fabio Yamaji, e outros. Meu olhar acabou mudando e hoje tenho gosto em aprender muito mais sobre este universo da animação.
Sou muito grato ao NUPA e aos envolvidos em me proporcionar tantas coisas boas.
Com todas as palestras dos profissionais, as aulas das oficinas e workshops que participei, meu repertório aumentou muito. Participo do NUPA desde 2010, e nesse meio tempo consegui um emprego na área de motion graphics que utiliza linguagem da animação. O NUPA contribuiu e muito para minha formação profissional e artística.
Gosto bastante das aulas teóricas. Já tive aulas de animação na faculdade, mas não se compara ao conteúdo rico abordado no NUPA. Fiz amizade com artistas que compartilham dos mesmos gostos e paixões que eu. O ambiente é favorável para criarmos e nos divertirmos. Nos anos anteriores tivemos os workshops do Mario de Andrade e Canta Tietê, e ver o que discutimos em aula tomar forma e materializar é emocionante.


Estudo Garota, de Goma
GOMA (NUPA workshop) 

Além de sempre conhecer mais pessoas interessantes e interessadas no desenho, em cada oficina que participo, aprendo mais sobre a animação! Faço contatos, adquiro informação.
É preciso terem mais oficinas! A de design é muito boa, devia ter uma mais estendida!


RAFF RIBEIRO (NUPA workshop)

Estudo para Balsa de pets, Balseiro e Cão, de Raff Ribeiro
O NUPA foi o ponto de virada da minha vida. Lá que em uma palestra eu consegui meu primeiro estágio de verdade e meu primeiro trabalho com animação. Aprendi muitas coisas sobre animação, sobre os processos e sobre como olhar para uma animação de uma maneira profissional. Impossível não vincular o NUPA ao Céu, em todas as palestras aprendi um mar de coisas, coisas que até hoje estou digerindo e algumas só fazem sentido muito tempo depois. A animação e o NUPA me fizeram ser um pouco menos caótico, animação exige uma certa disciplina. Fiz umas amizades bem importantes no NUPA que espero levar pra vida.


ÉDER GIL (NUPA workshop)

Estudo para Grafiteiro, de Éder Gil
Boa parte da minha formação profissional e artística eu devo ao NUPA. Antes eu tinha vontade de estudar animação, mas achava um curso caro e fora da minha realidade. A idéia era "se um dia der eu faço". Conhecer, estudar e trabalhar no NUPA foi algo muito especial. Aprendi a animar! Antes achava que animação era só o tradicional frame a frame, INCLUINDO O CENÁRIO! Aprendi cut-out, frame a frame, misturar as técnicas, extremos, movimentos em arco, a buscar referências e várias outras coisas. 
Assisti palestras sobre grandes animadores de todo o mundo, sobre suas dificuldades para chegarem aonde estão em uma época em que era muito mais difícil de fazer animação, histórias que nos inspiram muito. Conheci grandes artistas daqui do Brasil! Artistas que eu conhecia o trabalho na TV mas, como a maioria, eu não sabia nem o nome, e escutei as suas histórias, com dificuldades parecidas com as nossas de início de carreira. Saber que eles venceram essas dificuldades é inspirador. 
O ambiente que o NUPA proporciona também é muito legal. Gosto muito de chegar lá na sala e ver cheia de gente, conversar com todos, pessoas com as mesmas afinidades, artistas, com as mesmas dificuldades e dúvidas, com estilos diferentes, com futuros promissores. E por fim, o que mais curti foi de conhecer os mestres Gil e Céu, os brothers Ana e Raff, os meus alunos, meus parceiros de aula, a galera dos outros horários, artistas que apareciam lá do nada (tipo Jonatan e o maluco dos bonecos). Acho que é isso. Ainda tem mais um monte de coisa mas eu não sei como colocar no texto, sem dizer que ficaria super cansativo de ler :)

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