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sábado, 30 de março de 2013

Chato só tem duas dimensões.


Aí o sujeito diz que isso aqui é uma animação 2D...





E eu digo: -Ah... Sei... Só tem altura e largura... Sei...

Pra quem domina o idioma do bardo e tiver interesse, tem um post do Michael Ruocco no Brew, analisando essa animação clássica do Milt Kahl. Basta clicar na imagem abaixo. Quando eu comecei a estudar animação, 40 anos atrás, não tinha nem vídeo cassete. Mas tinha uns super-8mm com alguns minutos de duração, e dava pra estudar a animação quadro a quadro nos editores de montagem, umas caixinhas de plástico com uma lâmpada e uma lente. Estudei muito essa sequência. 





E pode procurar:
Você não vai encontrar NENHUMA animação CG3D com esse pêso, essa aderência ao solo, essa expressividade.


E se quiser ler um post antigo que escrevi sobre essa bobagem 3d/2d, 
clica aqui: 2D: O Equívoco sem Profundidade


Um dia ainda retomo esse assunto. Tem algumas coisas mais pra considerar, sobre porque é útil tanto pra um animador como para um diretor de animação, seja de desenho animado, seja de imagem de síntese, aprender quando REALMENTE é 2d.




segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

CARTOON ROOTS I



Um pequeno resumo da história das raízes do desenho animado: PARTE UM


Estima-se que do total de filmes produzidos nos EUA, desde a invenção do desenho animado e até a década de 50, quase metade está perdido. A maior parte desses filmes eram curta-metragens, cartoons feitos para o entretenimento. No primórdios dessa história surgem inúmeros pequenos estúdios, que desaparecem ou fundem-se entre si. Profissionais (e idéias, estilos e técnicas) migram de um estúdio para o outro, constantemente. E assim por diante.







Barré-Bowers Studio (1914-1923)
Dos filmes realizados tornou-se mais conhecido por adaptar Mutt & Jeff, uma tira de quadrinhos bastante popular na época, para desenho animado. Em 1915 produziram o que é considerada uma das primeiras séries de animação, The Animated Grouch Chasers.
Seus filmes foram distribuídos de 1914 a 1916  pela Edison Studio (uma empresa do inventor Thomas Edison) e de 1916 a 1923 pela Bud Fisher Film Corporation (Bud Fisher era o criador de
Mutt & Jeff
)












Bray Productions (1914-1928)
É o primeiro estúdio a pensar a animação como um negócio e desenvolver técnicas de sistematização, linha de produção (pipeline) e fluxo para atingir metas de distribuição. Bray também patenteou algumas técnicas e equipamentos que criou. Colonel Heeza Liar in Hunt (1914) é considerado o início de uma das primeiras séries de animação com o conceito de personagem principal. Alguns filmes também apresentaram um protótipo do personagem de um velhinho caipira, que seria explorado em diversos filmes de outros estúdios, principalmente por Paul Terry, com o nome de Farmer Al Falfa.
Os filmes foram distribuídos por uma sequência de emprêsas diferentes, refletindo a constante preocupação em negociar melhores condições contratuais: Pathé (1913-1916), Paramount (1916-1921), Edison Studios (1917), Goldwyn Pictures (1919-1921), W. W. Hodkinson (1922-1923), Standard Cinema (1924-1925) e Film Booking Office (1924-1926)






IFS- International Film Service (1915-1918) 
Criado em New York pelo magnata da comunicação, William Randolph Hearst, que viu nos desenhos animados uma oportunidade de explorar os direitos que detinha das tiras de quadrinhos publicadas em seus jornais, entre as quais Krazy Kat, Bringing Up Father (no Brasil, Pafúncio) e Katzenjammer Kids (no Brasil, Os Sobrinhos do Capitão).
Entrou para a história como o primeiro investimento maciço em animação (1915) e, com o fracasso do negócio, a primeira demissão maciça (1918), conhecida como Black Monday, por ter acontecido em uma segunda-feira. Desse fato surgiu a idéia de alguns animadores (e também alguns oportunistas), de que era necessário se criar um sindicato profissional para a categoria de trabalhadores do setor.
Os filmes foram distribuídos por Vitagraph Studios (1916-1917), Pathé (1916-1917) e Educational Pictures (1918-1919)






Fleischer Studios (1919-1942)
Foi um dos mais bem sucedidos estúdios de animação da época. Aprimoraram a técnica de rotoscopia e tinham também uma multiplane própria, considerada por alguns a mais bem desenvolvida de todas.
Seu primeiro personagem popular é
Koko, o palhaço. Com Dizzie Dishes, de 1930, lançam a primeira heroína feminina do cartoon, Betty Boop. Em 1938, seus filmes com Popeye (adaptados dos quadrinhos de Elzie Segar) ultrapassam Mickey em popularidade.
Em 1937 passam pela primeira greve dos trabalhadores da história da indústria de animação. Em 1941 lançam
Superman (adaptado dos quadrinhos), primeiro curta de uma série extremamente bem produzida.
Os filmes foram distribuídos por Bray Productions (1919-1921) e Paramount (1921-1942). De 1942 em diante, o acervo fraguementou-se em complicadas disputas jurídicas.






Pat Sullivan Animation Studio (1919-1930)
Lançaram o primeiro personagem realmente popular da animação, o Gato Félix, que reinaria absoluto até a chegada de Mickey em um filme sonoro. Coincidiu a essa chegada a morte repentina de Sullivan e a desarticulação do estúdio.
Até hoje a identidade do real criador do gato é contestada. Os americanos a reividicam para Otto Messmer, artista americano que trabalhava à sombra de Sullivan. Já os australianos dizem que foi realmente Pat (que era australiano), a mente criativa que concebeu
Félix.
Filmes distribuídos por Paramount Pictures (1919-1921), Winkler Pictures (1922-1925), Educational Pictures (1925-1928) e Copley Pictures (1929-1930)






Van Beuren Studios (1920-1936)
No início o estúdio era uma sociedade de Van Beuren com Paul Terry, que depois criaria os Terrytoons. Inauguraram a exploração de um filão garimpado até hoje, a adaptação de fábulas de Esopo, com Aesop’s Film Fables (1920). Muito antes de Zé Carioca, lançaram uma série de filmes com papagaios (Parrotville). Ficaram conhecidos por ter adaptado, elegantemente, as tiras de Otto Soglow, Little King (Reizinho). Chegaram a alguma popularidade com uma dupla de garotos, Tom & Jerry, cujo filme que mais marcou é Piano Tooners, de 1932. Não confundir com o gato e o camundongo, com o mesmo nome, que seriam criados na MGM, por Hanna & Barbera, sete anos depois.
Filmes distribuídos por Keith Albee (1921-1928) e RKO (1928-1937
)





Walt Disney Productions (1923- hoje)
É o único estúdio que existe até hoje, ainda que não tenha mais nada a ver com o espírito original de descoberta, camaradagem e criatividade, que já começou a esvanecer em 1938, na mudança de Hyperion para Burbank. Espírito que foi definitivamente enterrado com sua transformação final, nos anos 80, em uma corporação cujo único objetivo é vender todo tipo de produto consumista, para atender as metas econômicas de seus acionistas.
Os primeiros trabalhos desse estúdio misturavam primitivamente uma menina real,
Alice, com desenhos animados. Mas os olhos do público, então, estavam voltados para o gato Félix, do estúdio concorrente, de Pat Sullivan. O sucesso realmente viria em 1928, com Steamboat Willie, um curta sonoro (novidade pra época), que utilizava o recurso do som de forma marcante e que lançava o herói que se tornaria a marca Disney, Mickey Mouse.
Em 1933,
Tree Little Pigs (Os Três Porquinhos) marcaria uma evolução monumental na arte de animar com acting, ao mesmo tempo em que seu tema sonoro, a canção “Quem Tem Mêdo do Lobo Mau?”, tornaria-se o primeiro grande hit nascido em um filme de animação. Em 1937 é lançado o primeiro longa metragem do estúdio, Snow White & the Seven Dwarfs (Branca-de-Neve e os Sete Anões). Não é o primeiro longa de animação produzido no mundo, como querem alguns, mas é o primeiro com um storytelling capaz de sustentar a exibição com interesse amplo da platéia.
Em 1938 o crescimento do estúdio o obriga a sair da Hyperion e mudar-se para Burbank. Nesse momento a característica empresarial do negócio e a competição entre os empregados começa a dominar o espírito do estúdio capitaneado por Disney. Walt tornaria-se amargo com o fracasso de crítica e público do longa
Fantasia e com a greve dos empregados em 1941. De 41 a 45 o estúdio mantém-se graças aos serviços prestados ao governo dos EUA, entre filmes de treinamento e propaganda para a guerra, e material de política de boa vizinhança, como Saludos Amigos (1943) e Three Caballeros (1945), que lançam Joe Carioca (Zé Carioca). Joe estrela ao lado do personagem mais popular do estúdio, Donald Duck, que há muito superara o camundogo Mickey em interesse junto à platéia.
Também são marcas desse período de criatividade borbulhante, o longa despretensioso, mas simples e preciso clássico de humor e animação,
Dumbo (1942) e o longa que lança um novo patamar na animação de animais e mortes de mãe do personagem principal, Bambi (1942).
Filmes distribuídos por Winkler Pictures & Universal Pictures (1923-1928), Pat Powers (1928-1930), Columbia Pictures (1930-1932), United Artists (1932- 1938), RKO (1939-1953) e finalmente pela Buena Vista, empresa da própria Walt Disney Company (1953-hoje)






Charles Mintz Studio/ Screen Gems-Columbia Studio (1925-1942?1946)
Antes de criar seu próprio estúdio, Mintz era o produtor que contratava Disney e sua equipe para produzir as comédias de Alice (mistura primitiva de animação com filmagem live action). De olho no sucesso do Gato Félix, Mintz contrata Disney para produzir filmes com um personagem similar, o coelho Oswald. Em 1925 contrata diretamente a equipe de Disney (que ficaria apenas com seu parceiro Iwerks) e passa ele mesmo a produzir os curtas com o coelho.
Mintz tem seu estúdio desde o início produzindo em um acordo de distribuição com a Columbia Pictures. Segue assim por 15 anos, durante os quais destaca-se por adaptar de forma contínua os quadrinhos cult de George Herriman,
Krazy Kat, e por uma versão, em 1937, de um conto clássico de Hans Christian Andersen, The Little Match Girl (A Pequena Vendedora de Fósforos).
Em 1940 a Columbia toma o controle do estúdio de Charles, que passa-se a chamar Screen Gems (Jóias da Tela). O estúdio continua por apenas mais alguns anos, mas torna-se um dos principais preconizadores da inovação que viria nos anos seguintes. Em 1941 Frank Tashlin dirige a série
The Fox & the Grapes, antecipando o Coyote de Chuck Jones. E em 1942 John Hubley dirige Professor Small & Mr. Tall, no estilo que consagraria a UPA dez anos depois.
Há controvérsias se o fechamento do estúdio é em 42 ou em algum outro ano até 46, já que o período é bem rarefeito de produtos. Em 1948 o estúdio é reativado, seguindo até 1974, mas para produzir filmes de baixo custo para a TV. Os personagens de maior sucesso desse período são
The Fox and the Crow. (A Raposa e o Corvo). Filmes distribuídos pela Columbia Pictures de 1925 até hoje.





Harman & Ising (1928-1941)
Harman & Ising tem uma história bastante particular: Colaboradores de Disney nos primeiríssimos anos, ainda antes do surgimento de Mickey, e desde Kansas City para Los Angeles, trabalham incansavelmente para inovar em técnica e criação. Criando um dos primeiros sistemas de sincronismo de voz e animação, fazem em 1928, com os próprios meios, um curta-piloto com o personagem de um garotinho negro e esperto, Bosko, the Talk-Ink Kid , considerado o primeiro cartoon com diálogo.
Na época, Leon Schlensinger, um homem de negócios com um pé no cinema, e dono de uma empresa, a Pacific Titles, que fornecia letreiros para os filmes de Hollywood, ainda mudos, está de olho em como migrar seu negócio para a era do cinema sonoro. Ao conhecer o trabalho da dupla Harman & Ising, acerta-se como o produtor dos filmes, que seriam distribuídos pela Warner Bros e inaugurariam o que seria conhecido como o estúdio de animação WB. Em 1930, com o personagem
Bosko, Harman & Ising realizam aquele que é considerado o primeiro Looney Tune, Sinkin in the Bathtub
Mas, inconformados com os baixos orçamentos, deixam Leon e levam seu estúdio para a MGM, dando lá início ao primeiro estúdio de animação da Metro, sob a produção executiva de Fred Quimby. Para a MGM, entre diversas produções marcantes, destacam-se
The Bear That Couldn’t sleep (1939): de Ising, primeiro filme com o personagem Barney Bear; Peace on Earth (1939): de Harman, considerado o melhor filme do estúdio e até hoje um poderoso líbelo contra a guerra e The Milky Way (1940) que é o primeiro curta de animação a receber um Oscar, que não tinha sido, até então, produzido por Disney. Os dois deixam a MGM em 1941.


Em breve, PARTE DOIS, com Walter Lantz, Terrytoons, Iwerks, Puppetoons, Warner Bros, MGM, UPA, Paramount-Famous e DePatie-Freleng.




quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mulheres animadas!


FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA-
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ  RUTH CARDOSO
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 30 de Abril

FAZEN’DESENHANIMADO COM CHARME!
com
SITA SINGS THE BLUES
e
SILVIA PRADO
Entrada FRANCA

Venha conhecer as mulheres de animação, em ação!

15h00: SITA SINGS THE BLUES é um longa metragem de 2008, criado, dirigido, animado e produzido inteiramente pela artista americana Nina Paley. Tornou-se instantaneamente uma referência clássica de humor, inovação e empenho.

16h30: Silvia Prado é diretora executiva da CINEMA ANIMADORES. Graduada em Cinema pela FAAP e pós-graduada em  Film & Television Business pela GV, tornou realidade a criação de muitos artistas. Os premiados SAPO XULÉ e ZICA E OS CAMALEÕES estão entre suas diversas produções. Compareça!

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ RUTH CARDOSO
Curadoria: Céu D’Ellia

Querida Mary: Desista.
Pra começo de post, deixar claro uma coisa: Legal mesmo vai ser quando não fizer o menor sentido dar destaque para artistas de animação, por serem mulheres. Mas como nos bastidores do mundo animado, da mesma forma que em muitos outros ambientes profissionais, já reinou (e reina...) um certo machismo. E como ainda percebem-se muito mais homens do que mulheres em atividade, então mulheres animadoras ainda chamam a atenção.
Dá um clique em cima da cartinha ao lado, por exemplo. Pra quem não entende inglês, vou resumir: É uma carta da Walt Disney Productions para uma certa Srta. Mary Ford, do Arkansas. Datada de 1938, explica para Mary que ela não será aceita na escola de treinamento para artistas Disney, por ser do sexo feminino. Detalha que mulheres não fazem nenhum trabalho criativo no estúdio, função reservada a "homens jovens". A única coisa que Mary poderia fazer no estúdio seria trabalhar no departamento que passava os desenhos a limpo em acetatos e os pintava segundo as cores pré-definidas. Ou seja, trabalho de repetição, pouco criativo. Bom, isso foi em 1938 e a mentalidade da época era essa. A própria Disney, umas duas décadas depois, valorizaria outra Mary, a genial designer e estilista Mary Blair. 
Sita Sings the Blues
Então estou dando destaque às mulheres no Fazen'desenhanimado de Abril, mas elas se destacam é por seu trabalho, não por seu gênero. Veja o caso de Nina Paley e seu longa metragem Sita Sings the Blues. Não só criou e dirigiu o filme todo, sozinha, mas animou a maioria das cenas. E isso não é o mais importante. O que interessa é que ela fez um filme completamente inovador, para adultos, com orçamento baixíssimo, discutindo o papel da mulher no mundo, fazendo uma espécie de auto-biografia e recontando, com blues, um épico indiano milenar, o Ramayana. Mas vem no CCJ que vamos estudar mais da razão desse filme ser relevante.
Zica, Sapo Xulé e Super Nanny
E nossa convidada é a Silvia Prado. Ela não é animadora. É produtora e diretora da empresa Cinema Animadores. Graças à sua capacidade empresarial, trabalho e visão criativa, artistas como Ari Nicolosi (Zica e os Camaleões) e Paulo José (Sapo Xulé) conseguiram espaço para suas criações acontecerem. Animação é trabalho coletivo e o papel do produtor é enxergar TODAS as partes. Não só as partes envolvidas na criação e execução de um trabalho, mas também o relacionamento desse trabalho com as fontes financiadoras, a distribuição e o público. Venham conversar com a Silvia pra saber mais.
A entusiasmante Patricia Alves Dias,
 mostrando um zoetrópio para as crianças
de Joá, interior da Bahia.
E mês passado teve quem chorou na platéia, que eu vi. De fato, os filmes que o Avelar exibiu são tocantes. Mas aproveitando o embalo Mother Mary, deixa eu apresentar pra vocês a Patricia Alves Dias. Ela foi a produtora que participou da idealização e execução dos filmes das séries Cantigas de Roda e Juro Que Vi, que emocionaram a platéia do CCJ. Ela tem essa preocupação em saber que os filmes conversem com as crianças. E que as crianças conversem com os filmes! Os roteiros dos Juro Que Vi, por exemplo, foram produzidos com a participação das crianças. Então boa parte do sucesso desse trabalho, além do mérito dos animadores dirigidos pelo Humberto, também é da Patrícia. Dai a Mary o que é de Mary.
E finalmente, aproveitando pra agradecer mais duas mulheres... e um homem jovem! Próxima sessão do Fazendesenhanimado terá qualidade melhor de exibição, graças à sempre esforçada equipe do CCJ: Gláucia Maria, Dolores Biruel (Biblioteca Jayme Cortez) e Julião. Muchas gracias! Sem vocês, não roda!



NUPA/ C C J
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)

sábado, 2 de abril de 2011

1927, downtown Los Angeles



Foto interessante, cheia de desdobramentos.



É o Disney Brothers Cartoon Studio, no centro de Los Angeles, em 1927. Um ano antes do lançamento do primeiro desenho animado sonoro, com um tal Mickey Mouse. 
A menina é Lois Hardwick, a quarta e última atriz infantil a interpretar o papel de Alice em uma série de filmes mudos que misturavam a menina real com desenhos animados. A série chamava-se Alice Comedies e originou-se de um primeiro curta, Alice's Wonderland. Remotamente inspirado nos livros de Lewis Carroll.
Mas o interessante é como a história da animação dos EUA está resumida aqui.




Aqui estão os dois irmãos DisneyWalter Elias e Roy Oliver. Walt era o mais dominante, o artista. Mas o que seria dele sem Roy para olhar pelos negócios? Eu, que não tenho um Roy como irmão, longe disso, sei a resposta.
Auxiliando a segurar a pequena Lois está o braço direito - literalmente - de Disney, Ub Iwerks. Era Ub quem fazia as animações principais e foi ele o artista que deu a primeira forma e animação a Mickey. A voz era de Walt.
Disney também pariu, em 1937, o longa metragem em animação Snow White and the Seven Dwarfs. Não é o primeiro longa metragem em animação do mundo, mas é o primeiro na América e, mais importante, o primeiro que fez girar uma roda que produziu uma série de outros, até hoje.

Iwerks conhecia os Disney desde 1918, quando todos viviam e trabalhavam em Kansas City, Missouri. Juntou-se aos irmãos em 1922, no primeiro estúdio, que faliu. E foi com eles em 1923 para o novo estúdio, na California. Mas Iwerks trabalhava, animava os melhores filmes da companhia e Disney levava o crédito sozinho.
Em 1930 Ub criou seu prórpio estúdio. Não teve muito sucesso. Em 1937 colaborou com Leon Schlesinger para algumas Looney Tunes da Warner Bros. Em 1940 voltou para a Disney. Mas para dedicar-se a efeitos visuais, esse lado menos engraçado do cinema de animação. Criou muita tecnologia essencial para o cinema e entre outras ganhou um Oscar, em 1963, pelos efeitos visuais de Os Pássaros, do diretor Alfred Hitchcock.

Também de Kansas City para trabalhar no recém criado Disney Brothers Cartoon Studio, vieram esses dois amigos, Rudolph Ising e Hugh HarmanNo ano seguinte a esta foto os dois produziram com os próprios recursos o desenho sonoro Bosko, the Talk-Ink Kid, com uma notável, prá época, sincronização de voz e movimento dos lábios. O tal lip-sinc. 
O filme impressionou o produtor Leon Schlesinger, que colocou-se como agente junto à Warner Brothers. E assim nasceram as Looney Tunes e as Merrie Melodies. Mas os dois desentenderam-se com Leon em 1933 e em 1934 começaram a produzir para a MGM -Metro-Goldwyn-Mayer-, dando início ao que viria a ser o futuro estúdio controlado por Fred Quimby e que, em 1940, com criação de William Hanna e Joe Barbera, traria o primeiro filme de Tom e Jerry.

Alguém precisa me dizer o que tinha na água de Kansas City no final do século XIX. Outro sujeito que também veio de lá para engrossar as fileiras do então modesto estúdio Disney foi Isadore "Friz" Freleng
Freleng seguiu Harman e Ising para a Warner, mas quando os dois saltaram para a MGM, ele titubeou, mas acabou ficando com as Looney Tunes até o fechamento da unidade de animação da WB em 1963. Junto com outros diretores trouxe à luz Bugs Bunny, Porky Pig, Sylvester the cat, Tweety Bird, Yosemite Sam e Speedy Gonzales (Pernalonga, Gaguinho, Frajola, Piu-piu, Eufrasino Puxabriga e Ligeirinho, se é que estão me entendendo). E não é só, em 1964, já em seu próprio estúdio, DePatie-Freleng, criou Pink Panther (Pantera Cor-de-rosa), um dos raríssimos personagens de animação da década de 60 que vingaram.

E finalmente nós temos Walker Harman, irmão mais novo de Hugh Harman, de quem sei quase nada, mas que tem o chapéu mais bacana da foto, mais chinfroso e viril do que aquele que Papai Walt Disney está usando.
Muito bem, Walker!

E se você quiser um dos melhores endereços para saber sobre desenho animado americano, aqui vai o site de um biógrafo, estudioso e crítico fundamental, Michael Barrier:
http://www.michaelbarrier.com/index.html















sexta-feira, 18 de março de 2011

De volta na função 2011

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA –
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ RUTH CARDOSO
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 26 de Março de 2011

JURO QUE FAZEN’DESENHANIMADO!
com
DISNEY IN SPACE AND BEYOND
e
HUMBERTO AVELAR
Entrada FRANCA

15h00: Na década de 50, Ward Kimball dirigiu para a Disney uma série de filmes sobre o ESPAÇO, a conquista da LUA e de MARTE. Humor surreal com documentário científico em animações hiper-cult que não envelheceram uma ruga.

16h30: Humberto Avelar é diretor de Cinema de Animação e TV. Criador de animações, quadrinhos, charges e ilustrações. Seus filmes para a série JURO QUE VI tem recebido muitos prêmios em todo o mundo. Atualmente trabalha na direção da série de animação  SÍTIO DO PICAPAU AMARELO, para a TV GLOBO. Não perca este encontro!





N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ RUTH CARDOSO
Curadoria: Céu D’Ellia


Estamos de volta. Previsão de continuarmos pelo menos até o final deste ano de 2011.



Abaporu sampandando 




de Marcelo Ortolami,
d'après Tarsila do Amaral


O estúdio também já está na ativa. Ano passado tivemos uma pequena bolsa para três alunos que se destacaram nas oficinas: Marcelo Ortolami, Leandro Soares e Lugh de Nassar. Eles criaram e animaram algumas cenas bem interessantes, que serão incluídas em um filme coletivo que estamos produzindo.
Neste ano estamos contratando como artistas residentes outros dois alunos que também se destacaram: Raff Ribeiro e Eder Gil. Eles vão manter o estúdio aberto e na ativa, de segunda a sexta das 10h às 20h30. E aos sábados, das 14h30 às 20h30. Vão realizar trabalhos para os filmes coletivos. E, em breve, iremos abrir vaga para alunos que queiram utilizar o estúdio dentro desse horários novos. Ou seja, em 2011 estamos aumentando de 12 para 60 horas semanais a disponibilidade de vagas para interessados.
Mário de Andrade




de Laurent Cardon
e alunos da oficina de pré-produção 
realizada em 2010


O filme Paulicéia Mário de Andrade, com roteiro vencedor de João Spacca e objeto do workshop de pré-produção com o Laurent Cardon está em franca produção. Nas mãos de Paulo Muppet e Luciana Eguti, da Birdo. Está ficando bonito, aguardem! E fiquem ligados que estamos preparando outros concursos culturais.






Pra marcar o retorno, no próximo dia 26 rola FAZENDESENHANIMADO.
Para abrir, uns filmes feitos pela Disney para um programa de tv dos anos 50 e 60 que se chamava Disneyland. É, o programa tinha o nome do parque de diversões e era apresentado por Papai Walt Disney em pessoa, terno e bigode. O programa era uma espécie de espaço de variedades, dividido em temas, do mesmo jeito que o parque. Um dos temas era o Futuro (Tomorrowland). E nesse contexto, em plena corrida espacial e Guerra Fria USA/URSS, foram produzidos filmes sobre a possibilidade de se viajar no espaço. O diretor produtor desses filmes, que misturam animação e documentário, foi Ward Kimball. Ele era um dos principais artistas do estúdio Disney, um dos tais Nine Old Men. E dos nove era o que tinha a levada mais cartum, mais estilizada. O que flertava mais com as novas tendências da época (entenda-se UPA).
Depois do Kimball, receberemos nosso primeiro convidado do ano: Humberto Avelar.Ele destacou-se nos últimos anos por um conjunto de desenhoa animados infantis de curta-metragem produzidos no Rio de Janeiro e inspirados no folclore brasileiro. Cada filme produzido representou um avanço técnico e estético e são uma das mais notáveis contribuições à animação brasileira dos últimos anos. Entre outros prêmios, conquistou o Prix Jeunesse Iberoamericano e o Japan Prize, Tóquio. Avelar também foi um dos premiados no programa de fomento Pró-Animação, com o curta metragem/piloto de animação infantil “Vai dar Samba”.  Atualmente dirige a série de tv em desenho animado “Sítio do Picapau Amarelo”, adaptada da criação literária de Monteiro Lobato e produzida pela Rede Gobo e Mixer e aguardada para lançamento no final de 2011.

NUPA/ C C J http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha) 

quinta-feira, 30 de julho de 2009

EEIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!


30 de julho de 2009
Fazen' desenhanimado 16


A ATENÇÃO

Dane-se a história,


se ela não mantém a atenção do espectador.

Walt Disney
um homem que sabia chamar a atenção



Disney usou a palavra "entertainment", que eu preferi traduzir como atenção, ao invés de entretenimento.

O Anjo da História diz:

OUT OF MODEL: got to get you into my life

ou: Out of Renaissance via Refusés Model - A homenagem mais homenageada da história da arte? - A referência mais referida da histór...

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