quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Depois da idéia, a pré-produção

PAULICÉIA MÁRIO DE ANDRADE:
Workshop de Story Board & Design para Animação no NUPA / CCJ











Os alunos trabalharão na criação visual do roteiro ganhador do edital Paulicéia Mário de Andrade.

TURMA 1: NOVE VAGAS, QUINTAS, 19h às 21h
16 e 23 de Setembro/ 14 e 28 de Outubro

TURMA 2: NOVE VAGAS, SÁBADOS 15 às 17h
18 e 25 de Setembro/ 16 e 30 de Outubro

INSCRIÇÃO MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE PORTFÓLIO


Prof. convidado, Laurent Cardon: cineasta de animação e ilustrador. 
Nascido na França, iniciou sua carreira em Paris, nos estúdios Brizzi, Gaumont e Ellipse. Trabalhou como supervisor de animação para produções francesas e americanas na Espanha e na Ásia. Trabalhou no Brasil com diversas produtoras de comerciais. Atualmente tem sua própria produtora, a CITRON VACHE. www.citronvache.com.br






N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

O trabalho da comissão julgadora que indicará o roteiro vencedor do Edital Paulicéia Mário de Andrade já está perto da conclusão. Mas quando o resultado for anunciado e se souber quem terá seu roteiro adquirido pelo CCJ pelo valor de R$10.000,00, eu estarei viajando e sem conexão web. Então, não anunciarei o resultado tão rapidamente. Quem quiser saber antes, leia no Diário Oficial do Município de São Paulo ou no site do CCJ: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/

Conforme relatado anteriormente, o roteiro vencedor será objeto de uma oficina de pré-produção. A idéia, que por enquanto está apenas em palavras, será desenvolvida visualmente, através de story board e projeto de design, com key visions e model sheets. Para orientar esse workshop, teremos o Laurent. E pode ter certeza que fiquei bem feliz dele ter aceito nosso convite. As credencias do professor estão logo acima. E eu sugiro uma visita ao site da CITRON VACHE (Limão Vaca em francês), para arregalar os olhos com os trabalhos do moço.

Inscrições ABERTAS!






NUPA /C C J


http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha


(11) 3984 2466


(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aonde isso vai parar?

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA - Núcleo Paulistano de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 11 de Setembro

FÁBIO YAMAJI, DE REPENTE FAZEN’DESENHANIMADO
Entrada FRANCA

15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte DOIS: Ben Hardway, Jack King, Bob Clampett e Chuck Jones. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes acompanhada de explicação e debate com o curador do Núcleo.

16h30: Fábio Yamaji, diretor, montador e fotógrafo, destacado animador na técnica stop motion, é autor de vários filmes premiados, entre os quais o curta O DIVINO, DE REPENTE (2009), destaque no Anima Mundi. Professor, Yamaji leciona no IED e na pós-graduação da Anhembi Morumbi. Mantém uma produção experimental de curtas em vídeo e fotografias com câmeras analógicas de baixa tecnologia (lomo/toy cameras).

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

Já estou adiantando pra vocês a programação de Setembro, pois vou passar um tempo em um lugar sem luz elétrica, água quente e paredes. Muito menos internet e laptop. 
Sessão agradecimentos: Tenho que agradecer o esforço constante da equipe do CCJ. Todos, sem exceção. Primeira vez no Brasil que vou em um lugar onde até os seguranças são gente fina. Prometeram que iam acabar com aquele vazamento de luz no Espaço Sarau e cumpriram. Nossa projeção está muito melhor. - Sou realmente grato a todos vocês que trabalham no CCJ. Um lugar cada vez mais iluminado. Muito obrigado!

Estão me pedindo para postar aqui no blog algumas das imagens e informações da palestra que dei no mês passado, - Diretores Clássicos WARNER BROS parte UM- . Quando eu voltar faço isso, ok? 
Enquanto isso vão colocando na agenda estar com a gente no dia 11 de Setembro. Teremos o Fábio Yamaji, que como vocês leram aí em cima, merece ser ouvido. E seus trabalhos merecem ser vistos. Pelo menos é o que vários festivais brasileiros e internacionais estão achando de O DIVINO, DE REPENTE, que está recebendo vários prêmios por aí afora. Assim como o César Cabral, que esteve com a gente no Fazen'desenhanimado anterior, Yamaji também atua na área do stop-motion.
Para abrir a sessão, antes do Yamaji, dou sequência no estudo da contribuição dos diretores clássicos WB para a arte do cartum animado. 
Nesta segunda parte vamos conhecer melhor o sujeito que deu o pontapé inicial na criação do personagem mais popular do desenho animado nos Estados Unidos entre os anos 40 e 70. O sujeito é o Ben Hardway e o personagem NÃO é o Mickey e nem o Pato Donald. É o Pernalonga. Aliás, Bugs Bunny. E Bugs era o apelido do Hardway, que foi parar no coelho. O Pernalonga é definitivamente um personagem coletivo. Quase todos os diretores WB colocaram algo nele. Bob Clampett, outro diretor que veremos neste dia, espalhou por aí que foi ele o criador do coelho de longas pernas. E isso azedou de vez a relação dele com os outros. Principalmente com o Chuck Jones. Jones é o diretor WB com desenhos mais bonitos. Acho que não vai dar para não assistir nesse dia o hiper-mega-cult ONE FROG EVENING, único filme com o personagem Michigan J. Frog. 

Encontro você lá!

NUPA /C C J






http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha






(11) 3984 2466


(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tendências



Tá bom. Já deu no Cartoon Brew e é um viral que já teve, até este momento, perto de 3 milhões de vistas, só no YouTube. 


Mas não dava pra deixar esta pérola fora do Iludente:


domingo, 8 de agosto de 2010

Peugadas de toelho nas areias do tempo



O que vai abaixo é um trecho de The History of Animation, de Charles Solomon


O autor está tentando explicar como os cartoons do período mais genial do desenho animado deixaram de ser produzidos. Entre os (então e ainda) popularíssimos Tom & Jerry e os cult Tex Avery, toda uma gama de criações que, passados SESSENTA anos, continuam a ser exibidos no mundo todo, sustentar a atenção, polemizar e, dependendo do caso, tocar o sino da caixa registradora.


O texto permite uma longa discussão. Que fica para o momento oportuno. Por hora, chamo apenas atenção para os dois destaques em asterísco. O primeiro é do Solomon. Mas o segundo é meu. 


Aí vai:

Os cartuns de Hollywood foram vítimas colaterais da decisão de 1944 da Suprema Corte dos E.U.A., que forçou os estúdios de filmes a que vendessem salas de exibição que possuíssem e descontinuassem a prática de “block booking” (reserva em pacote). Com block booking, se o dono de uma sala quisesse exibir um longa-sucesso de um estúdio, tinha que pegar também um segundo longa, um cartoon e, frequentemente, um noticiário. Uma porcentagem do pacote total era usada para financiar o departamento de animação do estúdio. 
Programas com filmes tinham mudado no meio dos anos 1950. As “extravaganzas” (programações elaboradas de entretenimento, com curtas de animação, filme musical e outros anexos que compunham com o longa principal) que duravam uma tarde inteira nos anos 1930, haviam sido substituídas por dois longas. Proprietários de salas de exibição recusavam pagar mais que uma taxa de aluguel mínima por um curta. Tornou-se bastante óbvio que cartoons não poderiam recuperar seus custos de produção em seu lançamento inicial*1, e um por um, os estúdios pararam de produzir cartoons. MGM estava entre os primeiros a fechar. 
Ninguém parecia se dar conta que um cartoon poderia ser relançado por anos a fio – e faturar um lucro substancial. A contínua popularidade dos clássicos cartoons Warner, MGM, Fleischer e Disney na televisão e, subsequentemente em vídeo cassete (dvd, blue-ray, i-tunes) provaram quão longa é a vida de uma boa animação*2. Desafortunadamente, executivos de estúdios durante os anos 1950 tinham a visão estreita demais para reconhecer o fato e os cartoons de Hollywood foram desnecessariamente sacrificados.