As borboletas estão chegando


Entraram em exibição nas salas do Cinemark Brasil dois motion graphics criados e produzidos aqui no estúdio. 


Ambos foram desenvolvidos em parceria com a agência Tônica Mix, com a dupla de publicitários Cibar Ruiz e Lee Swain.
Coloquei no Vimeo pra vocês assistirem e lerem a ficha técnica completa, se quiserem.


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Para que CINEMARK 15 ANOS não fosse mais um flying logo como tantos, introduzimos um elemento vivo, a borboleta, e cuidamos para dar um aspecto mais gráfico ao CG, com texturas de lápis e áreas chapadas. A borboleta que serviu de matriz para todas as outras foi animada a lápis, em papel, em vistas diferentes. Porque cada posição de um ser tão delicado e com uma estrutura de asas complexa é diferente, quase não havendo intervalos. A partir dos desenhos foi feita a manipulação em CG3D e em seguida variantes de timing foram criadas. Comparem com a maioria das borboletas feitas em síntese de imagem por aí e vão perceber que conseguimos algo bem mais suave.
A compressão do filme feita pelo Vimeo para a versão em resolução mais baixa ficou particularmente ruim. Então, se seu sistema permitir, recomendo que assista em HD. A trilha sonora é do Bruno Bona da Sound Design.




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Para o filme da FLIX, de que já falei anteriormente aqui no blog, ressuscitei uma prática anterior a toda essa tecnologia que existe hoje: O BAR-SHEET.


É uma espécie de papel de planejamento que integra a linha do tempo e as linhas para escrever uma partitura musical, em sincronia. Porque para esse filme tinhamos que filmar a bailarina Vivi Medina dançando em slow motion, mas no ritmo de uma música que ainda não havia sido composta. 

Então primeiro defini com o compositor, Fabio Góes do Estúdio Animal, o ritmo da música. Optamos para um 5/4 para a primeira parte, que é uma cadência típica de música de suspense, e para um ritmo 4/4 para a segunda e última parte. Em seguida o Fabio preparou uma trilha de beats (click track) acelerada na mesma proporção do slow motion que usaríamos na filmagem. 


Ou seja, a Vivi dançava com um ritmo acelerado que, quando projetado em slow, caía sincronizado no ritmo certo da música. O bar-sheet permite que se faça o planejamento de todo o filme previamente, desde que já exista um story-board, integrando cada ação no tempo e na música. Quando edição, animação e infografia do filme já estavam próximas do corte final, o Fábio compôs e executou a trilha. 


Isa Spironelli (centro),


retocando a maquiagem de cobertura da Vivi Medina.
De costas, com seu chapéu Indiana Jones, 
o fotógrafo André D'Elia.

Mauro Moreira, da Duca Filmes, 


checando o recorte
e a coerência com o design de animação.

Vivi Medina, 


essa notável bailarina contemporânea colombiana, 
dançando nas marcas.









Comentários

  1. Que legal! Gostei de aprender algo sobre o BAR-SHEET. Fiquei sabendo que para a primeira animação da Pantera Cor de Rosa (a abertura do longa em live action) a animação também foi feita antes da música ter sido composta, apenas com o ritmo dela. Suponho que devam ter usado um processo semelhante.
    E ainda quero ver esse filme das borboletas na tela grande, sentir ainda mais a pulsão da lagarta no movimento delas.

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  2. Oi Marcelo,
    Bem provável que foi algo assim com a Pantera.
    Atribuem o Bar-Sheet ao estúdio Disney, mas nunca vi nenhuma literatura sobre isso. Aprendi por transmissão oral mesmo, com o primeiro animador com quem trabalhei.

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