quinta-feira, 27 de agosto de 2009


Fazen' desenhanimado 17:


SUA MÃE

Alguém além de sua mãe iria querer ver esta cena?

Ollie Johnston
animador dos filmes clássicos da Disney

Johnston foi homenageado no filme The Incredibles (Pixar, 2004), surgindo como figurante, com Frank Thomas, na cena acima.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Os autores de Asterix

QUE O CÉV NÃO CAIA SOBRE NOSSAS CABEÇAS ! *I



O DOMÍNIO DOS DEVSES*VI

René Goscinny nasceu em Paris em 1926 e mudou com seus pais para a Argentina com dois anos de idade, onde viveu toda a infância e a adolescência. Em 1948 foi para os Estados Unidos onde começa a trabalhar, como desenhista, com Harvey Kurtzman, o criador da revista “Mad”. Decide mudar para a França e depois a Bélgica, onde se lança como redator humorista. Cria então o texto de diversas séries, como “Modeste et Pompon” ( com Franquin ), “Le Signor Spaghetti” ( com Attanasio ) e “Oumpah-pah” ( já com Uderzo ). Em 1959 supervisiona a criação da revista Pilote, para a qual cria Asterix, junto com seu colaborador, o desenhista Albert Uderzo. Recebe em 1967 o título máximo francês das Artes e Letras.
Continua trabalhando como redator-chefe de Pilote até 1974, lançando e descobrindo muitos dos principais autores de BD francófone. Escreve o roteiro de diversas outras séries além de Asterix, como “Iznogoud” ( com Tabary ), o grão-vizir que quer ser califa no lugar do califa e “Lucky Luke”( com Morris ), o caubói que atira mais rápido que a própria sombra.
Em 1974 , sempre com Uderzo, cria o estúdio de desenho animado Idéfix.
Em 1977 René morre, após uma crise cardíaca, deixando mulher e filha. Foi o fim da parceria com Uderzo, iniciada vinte e seis anos antes, quando René vivia sozinho em Paris e salvava o estômago graças aos sanduíches que a mãe de Uderzo lhe dava.
Albert Uderzo nasceu em 1927,em Reims, como Alberto, filho de uma família de imigrantes italianos, recém chegada à França. O talentoso desenhista de Asterix veio em um corpo daltônico e com seis dedos em cada mão. Os dedos extra foram removidos, mas o daltonismo o acompanha até hoje. Aos 13 anos, vivendo na França ocupada, trabalha em um jornal como desenhista. Também trabalha como auxiliar de marceneiro e, obrigado pelo exército nazista, como soldador em uma fábrica de armamentos.
O fim da guerra, em 44, abre espaço para um talentoso desenhista que quer fazer desenhos animados. De fato, o interesse pela animação é visível na obra de Uderzo, com suas formas arredondadas e cheias de volume. O proprio Asterix talvez pudesse se disfarçar de anão da Branca-de-neve, sem muito esforço. Durante quinze anos o talento de Uderzo evolui para, em 1959, criar Asterix com Goscinny, em estilo humorístico, e “Tanguy e Laverdure”, pilotos de caça, com Charlier, em estilo realista e técnica apurada. Em 1967, no entanto, abandona todos os seus outros projetos para se dedicar exclusivamente a Asterix, que produz até hoje. O sucesso de Asterix em quadrinhos garantiu a Uderzo transpor seus personagem diversas vezes para o desenho animado, como sempre foi seu desejo. É casado desde 1953 com Ada, com quem teve uma filha, Sylvie.
A biografia dos autores nos remete novamente aos irredutiveis gauleses que resistem diante do exército de César. Goscinny certamente conheceu a pressão social diversas vezes em sua vida. Afinal, quando desembarcou nos Estados Unidos com 22 anos de idade, sozinho, era um sul americano judeu que vivera na Argentina por 20 anos. Uderzo viveu sua infância e adolescência em uma França ocupada. E, na verdade, os primeiros leitores de Asterix, em 59, eram crianças nascidas durante ou imediatamente depois da ocupação alemã.


I-QUE O CÉV NÃO CAIA SOBRE NOSSAS CABEÇAS: Os gauleses de Asterix são destemidos e só tem medo de uma coisa - Que o céu lhes caia na cabeça. Este conjunto de textos foi escrito em 2001, pouco depois do ataque às Torres Gêmeas. Deveriam ser a linha guia de uma exposição no Centro Cultural São Paulo, sobre a BD francófona. Mas a mesma foi cancelada devido ao argumento, do então cônsul francês em São Paulo, que a BD na França já não tinha mais importância e seria melhor organizar um evento de hip hop. A conclusão a que cheguei depois dessa fala, é de que o governo francês não é muito criterioso na escolha de seus representantes no Brasil.

VI-O DOMÍNIO DOS DEVSES: É o nome da décima sétima aventura (1971). E também o nome de um conjunto habitacional que Júlio César quer construir ao lado da aldeia gaulesa.

domingo, 9 de agosto de 2009

Agora o silêncio















Imagem: 2001, A Space Odissey de Stanley Kubrick

Há um homem que caminha pela avenida, que sobe e desce mil vezes a mesma rua e que rumina e rumina mil pensamentos, os quais possivelmente, não tem a menor importância e nem irão resolver a dor e o desejo...
Porém onde está o que não passa? O Habitante desta morada?
Nesta avenida se produz uma asfixia.... Neste turbilhão o homem precisa respirar.... E este homem para e olha... e então surge alguém de dentro deste homem, que reconhece: Há um sopro que refresca tudo! Algo como uma clarabóia se abre... um único instante habitado!
Mas logo isto passa e a mecânica começa de novo.
Porém se este homem se dá conta disso, percebe este frescor, este claridade, este ar que circula, este outro ritmo, este outro som, este não sei que... Sente-se preenchido por esta outra realidade e fica atento e quer que esta sensação retorne outras vezes... A partir daí a asfixia se torna mais ativa e ele tem necessidade desta “outra coisa”.
Começamos a entrar no caminho Ensolarado.
Agora os vagos terrenos, agora o silêncio...
Um muro negro!!!
E detrás, o céu.

Trecho do livro
A Genesis do Super Homem,
de Sat Prem

Satprem, nascido em Paris em 1923.
Comprometido com a resistência, foi detido pela Gestapo e deportado para campos de concentração Buchenwald e Mauthausen.
Quando a guerra terminou, ele conheceu Sri Aurobindo e a Mãe na Índia.
Viajou através do mundo: Guiana Francesa, a Floresta Amazônica, Brasil, África, Índia
Tornou-se um dos principais depositários e testemunhas do trabalho da Mãe e continuador do trabalho de Aurobindo.
Faleceu em 2007.


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Out of model: AAAAAHHHH!!!!

Dente em Iludente: Da odontologia dos vendedores de produtos infantis, ou "Tigre animado não se vê os dentes"


Pra quem não entendeu por que a Thais Linhares falou de dentes em um post de Atenção e Disney (Fazen'desenhanimado 16, abaixo), o assunto começa em um post que ela fez em seu blog (excelente, vai lá)...
http://thaislinhares.blogspot.com/
... intitulado "Memória afetiva, Céu D'Ellia e pãezinhos".

E lá ela fala de um personagem que eu desenvolvi pra Wickbold e que ajuda a vender pãezinhos, Jaques, o jacaré.

Este aqui:


Eu coloquei dentes no Jaques.
Claro.
Mas se dependesse de alguns teóricos do marketing, Jaques seria banguela.

Assim como Tony, o tigre Kellogg's,
que no passado orgulhava-se de seus caninos:



E que hoje, pobrezinho, não tem direito nem mesmo a dentadura.

Pobre fera banguela:


Será que os dentes caíram por causa do consumo dos açucarados flocos de milho? Ou é um efeito colateral dos anabolizantes que ele tomou pra ficar com esse corpinho de go go boy?

Sei não, acho que prefiro o Tony original. Design muito melhor, mais moderno, mais elegante e sem dúvida mais saudável. Pra todos os efeitos, Jaques, com todos os seus dentes, só tem ajudado os pãezinhos. Personagens e produtos merecem um post a parte. É um assunto bem delicado.

Por hora aqui vai um Jaques inédito,
dedicado aos filhos da Thais: