sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Eu e o Saul


Estou escrevendo pouco aqui no blog por falta de tempo. No NUPA estamos tendo que dar uma corrida para fechar as contratações antes que o ano acabe, além dos workshops que estão em curso. E além disso, dando conta de alguns trabalhos comissionados. Tipo esse que vai abaixo.

Pode não parecer, mas me inspirei no Saul Bass pra fazer isso. O design de motion graphics de hoje anda tão poluído e carregado, que voltar àqueles imensos vazios na tela de cinema me parece fundamental. 


R e s p i r a r.


Foi feito para uma nova divisão da Cinemark no Brasil chamada FLIX. A agência é a Tonica e o diretor de criação o Cibar Ruiz. Uma produção do meu estúdio, Seecond Sun & Cigarra Ltda. A bailarina é a Vivi Medina, da Colombia. Os infografistas que trabalharam comigo são o Lugh Nassad e o Fernando Fracaroli. Criei, dirigi, produzi e animei. Tem 30 segundos e está sendo exibido nos pré-shows dos filmes nos Cinemarks brasileiros. Tela grande.  Na captação do live action colaboraram também o cinegrafista André D'Elia e o produtor associado Mauro Moreira, da Duca. 

Assim que der, coloco o filme inteiro, que tem trilha do Fábio Goes, no meu site ou aqui mesmo. Mas aqui vão uns frames, pra sentir o projeto:


















domingo, 23 de outubro de 2011

Blues, Boneca de Pano, Magos, Rock e Sabugo de Milho



FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ Ruth Cardoso
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.




Sábado, Dia 29 de Outubro de 2011

FAZEN’DESENHANIMADO NO SÍTIO DO PICAPAU AMARELO
com
AMERICAN POP
e
TIAGO DA MIXER



Entrada FRANCA!
Desaconselhável para menores de 12 anos

15h00: RALPH BAKSHI PARTE DOIS: 
Continua a trajetória do cineasta que provou que desenho animado também pode ser para o público adulto. Neste segmento, o curador do NUPA discutirá: WIZARDS, O SENHOR DOS ANÉIS, AMERICAN POP & HEY GOOD LOOKING.

16h30: Tiago Melo, de jornalista na FOLHA e GAZETA MERCANTIL, migrou para a TV e hoje é diretor executivo na MIXER. Responsável por diversas co-produções internacionais, atualmente cuida da produção da série em animação SÍTIO DO PICAPAU AMARELO, que será exibida pela TV GLOBO.
Não perca!

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ RUTH CARDOSO
Curadoria: Céu D’Ellia

Escolhi analisar a obra e a biografia de Bakshi por diversas razões. Não acho seus filmes perfeitos, mas alguns deles são revolucionários. COONSKIN e AMERICAN POP especialmente. COOL WORLD talvez também estivesse nessa lista se não tivesse o roteiro original tão modificado pelos produtores. O que mais me impressiona em seus filmes é a coragem e inovação dos roteiros e especialmente da edição. Bakshi tem o que dizer e tem ritmo. Talvez por isso Quentin Tarantinho goste tanto dele, pelo ritmo e pela coragem. Mas o que mais contribuiu para que eu tenha trazido este estudo de Bakshi ao NUPA, é a sua postura profissional. A maneira como continuamente deu viradas em sua carreira e soube enfrentar restrições e dificuldades de toda ordem. Acho que o resumo da mensagem está em um depoimento que ele deu há três anos na Comic Com de San Diego e que em breve vamos disponibilizar com legendas no canal NUPA na internet. Tem quem chame os trabalhos de Bakshi de animação trash. Não necessariamente querendo dizer que isso é ruim. Talvez até mesmo uma qualidade. De qualquer jeito, quem se interessa por animação precisa conhecê-lo. Bakshi ainda vai ter o reconhecimento merecido e sua obra será remasterizada e relançada em box. Acredito nisso.
Nosso convidado deste mês, o Tiago Mello, é atualmente um dos mais ativos produtores de animação no Brasil. A Mixer, onde trabalha, já co-produziu com o Canadá, a ESCOLA PRA CACHORRO, com a direção artística e de animação do Marcelo Moura, que já esteve presente no Fazendesenhanimado em 2010. Está em pré-produção para produzir a série da VIVI, do Alê Abreu (nosso convidado em 2009 e atualmente ministrando um workshop no estúdio do NUPA). E está agora produzindo uma versão em série de desenhos animados do SÍTIO DO PICAPAU AMARELO para a TV Globo. O diretor da série é o Humberto Avelar, nosso convidado no primeiro semestre deste ano. Ou seja, um monte de gente e trabalhos legais passam pelo Tiago e pela Mixer. Então pra quem está querendo conhecer melhor os bastidores da produção de uma série de animação brasileira, está é uma ótima oportunidade. Apareça.
Aproveitando pra agradecer a presença do Zé Márcio Nicolosi no Fazen do mês passado. Foi muito legal. De quebra apareceu por lá o Spacca e a conversa ficou ainda melhor. 

NUPA/ C C J



Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

... e o prêmio vai para:



Já temos o resultado dos EDITAIS PAULICÉIA 2011. Neste ano o concurso de roteiros para desenhos animados de um minuto com temas da Cidade de São Paulo, em sua segunda edição, abriu dois editais: CANTA, RIACHO! e KURUPYRA NO ANHANGABAÚ. 


Antes de continuar, seguinte: o roteiro premiado no ano passado já virou filme e sou suspeito pra dizer que ficou muito legal mesmo. Então não vou comentar nada e deixo você, em breve, ver com seus próprios olhos. Já, já, criamos um canal Vimeo pro NUPA com esse filme e mais umas surpresinhas.


Bom, ao todo tivemos 78 inscrições habilitadas para julgamento. 43 cidadãos do Município de São Paulo submeteram suas propostas para KURUPYRA NO ANHANGABAÚ e 35 para CANTA, RIACHO! Interessante, para o filme com o duende indígena no vale das assombrações, uma maioria de homens fez propostas. E no tema mais ambiental, tinham mais mulheres. A grande maioria preferiu apresentar propostas em apenas um edital.


O júri foi presidido por mim e composto pelos seguintes jurados:


Cibar, o quarto da esquerda pra direita,
é atualmente chef na Tônica, junto com esses outros quatro.
Aqui posam com sua coleção de raladores.
Cibar é gente que rala.
Cibar Ruiz, profissional de criação publicitária graduado na Casper Libero, ator e mímico. Com vários prêmios nacionais e internacionais, entre eles 7 Leões no Festival de Cannes, Londres e New York. Cibar foi convidado a compor o juri como especialista em filmes de comunicação lúdica, curta e concentrada.




Publicação editada pela
Secretaria do Verde e Meio
Ambiente de São Paulo, com
participação da Mônica








Mônica Ribeiro, jornalista, mestre em antropologia pela Unicamp e coordenadora de comunicação da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. Foi convidada a compor o juri como especialista nos assuntos ambientais desta cidade. Foi jurada apenas do Canta, Riacho!






Flavio Del Carlo, cineasta de animação, diretor de arte e ilustrador. Um dos mais expressivos curta-metragistas de animação do Brasil, com filmes premiados como Tzubra Tzuma e Squich! Conhecido também pela direção de arte das animações e vinhetas da TV Rátimbum. Convidado a compor o juri como especialista em roteiros e filmes de animação.


Pinturas do Flávio Del Carlo expostas em 2008 na Espaço Imaginário


E os resultados, incluindo as listas de suplentes, por ordem de classificação são:


RESULTADO FINAL JURI EDITAL ROTEIRO DE ANIMAÇÃO PAULICÉIA CANTA, RIACHO!
Primeiro lugar: TY-ETÊ, de Roney Freitas
Primeiro suplente: O RIO CANTA FULANINHA, de Reinaldo Yamada
Segundo suplente: CURUMIM-Y, de Alexandre Ferreira
Terceiro suplente: CANTA, RIACHO, de Jussara Godofredo
Quarto suplente: OS RIACHOS TAMBÉM CANTAM, de Carlos Milhomem
Quinto suplente: RIACHO, GRAFITEIRO, de Marcelo de Carvalho



RESULTADO FINAL JURI EDITAL ROTEIRO DE ANIMAÇÃO PAULICÉIA KURUPYRA NO ANHANGABAÚ.
Primeiro lugar: O RESGATE, de Edevilson Guilherme
Primeiro suplente: CALMA KURUPYRA, de Adriana Pastorello
Segundo suplente: KURUPYRA NO ANHANGABAÚ, de José Custódio Filho
Terceiro suplente: O DESPERTAR DAS ÁGUAS, de Janaína Felipe
Quarto suplente: O VALE DAS DIABRURAS, de Tatiana França
Quinto suplente: O BONDE E O GAMBÁ, de Luigi Recine




quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Desenha, Riacho!





workshop gratuito
STORY BOARD 
e DESIGN 
para DESENHO ANIMADO
CANTA, RIACHO!


Os alunos trabalharão na criação visual do roteiro ganhador do Edital Paulicéia CANTA, RIACHO!






Vagas: NOVE participantes e CINCO ouvintes
SÁBADOS: 15, 22 e 29 de Outubro e 5  de Novembro, das 15 às 18h

Inscrição no CCJ Ruth Cardoso mediante apresentação de portfólio.
Inscrições abertas até o dia 12 de Outubro

Prof. Céu D’Ellia: Profissional desde 1979, já trabalhou em todas as áreas da produção animada. Entre outras,  como supervisor de animação no estúdio de animação de Steven Spielberg.

Prof. convidado Alê Abreu: Criador do longa Garoto Cósmico, realizador de curtas e ilustrações. Atualmente trabalha em seu novo longa Cuca no Jardim e na produção do seriado finalista no AnimaTV, Vivi Viravento.
Blog: aleabreu

O júri já trabalhou e escolheu os roteiros ganhadores dos Editais Paulicéia 2011 (Canta, Riacho! e Kurupyra no Anhangabaú). Mas até que seja publicado no Diário Oficial do Município, está mantido o segredo de quem são os escohidos. Já posso dizer uma coisa: São roteiros bem legais. 
E da mesma forma que fizemos no ano passado com o Paulicéia Mário de Andrade, vamos agora partir para o desenvolvimento visual dos roteiros. Vamos criar o visual dos personagens, dos cenários e produzir os story boards que serão os guias para a produção dos filmes.
Para o Canta, Riacho! a coisa desta vez vai funcionar assim: Eu vou dar as aulas teóricas e propor exercícios de criação para os alunos, que serão realizados em sua maioria durante as próprias aulas. Os alunos desenvolverão suas propostas de lay-out, enquadramento, design, etc. Aí o Alê Abreu vai pegar esse material e dar a forma final. A última aula será dele e nela ele vai mostrar o projeto final que produziu e explicar para os alunos como trabalhou e quais os critérios que utilizou para escolher entre as diferentes propostas visuais dos próprios alunos.

NUPA
Núcleo Paulistano de Animação

CCJ Ruth Cardoso
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)




segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Sessão pra adultos



FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ  RUTH CARDOSO
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 24 de Setembro

FAZEN’DESENHANIMADO COM AS FERAS
com
FRITZ THE CAT
e
ZÉ MÁRCIO NICOLOSI


Entrada FRANCA: COMPAREÇA!
Desaconselhável para menores de 12 anos

15h00: RALPH BAKSHI PARTE UM: Cult entre os cults (Quentin Tarantino está entre seus admiradores), Bakshi revolucionou o cinema com seus filmes de animação para adultos. Nesta primeira parte, o curador do NUPA discutirá: FRITZ THE CAT, HEAVY TRAFFIC & COONSKIN.

16h30: Zé Márcio Nicolosi, entre desenho animado e quadrinhos, há décadas vem cruzando linhas com os principais estúdios da cidade. Discípulo de Jayme Cortez, diretor de animação na MAURÍCIO DE SOUZA e autor de FETICHAST, entre outras.
Não perca!

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ RUTH CARDOSO
Curadoria: Céu D’Ellia


Zé Márcio é um dos desenhistas mais vistos do Brasil, mas ainda assim, conhecido apenas entre os especialistas. Ele concebeu inúmeros trabalhos para Maurício de Souza, estúdios de publicidade e bandas de música pop. Seu trabalho mais autoral é uma série em quadrinhos que no momento conta com dois volumes, FETICHAST. Quem foi no Fazen de Agosto, com Marcos Magalhães, assistiu a PLANETA TERRA, de 1985, com uma sequência que é uma das primeiras animações do Zé. Na época ele já era veterano nas HQs, discípulo de Jayme Cortez, e os dois trabalhavam juntos na MAURÍCIO DE SOUZA PRODUÇÕES. Agora, neste último sábado do mês de setembro, venha conhecer pessoalmente o Zé e saber da experiência de um dos caras mais talentosos do Brasil.
Também vou apresentar a primeira parte de um estudo sobre um sujeito completamente a parte, o diretor americano Ralph Bakshi. Ele foi o responsável por uma das maiores guinadas na história do desenho animado. No fim da década de 60, começo dos anos 70, deu início a sua produção de  longas metragens animados ímpares. Os três primeiros, dos quais vamos exibir trechos no dia 24, foram na época de seu lançamento, classificados como X. Isso quer dizer, pornográficos. Mas ao mesmo tempo foram considerados pela crítica como uma das coisas mais inovadoras feitas no cinema da época. A pré-estréia desses três filmes, FRITZ THE CAT, HEAVY TRAFFIC e COONSKIN foi no MoMA em New York e a animação nunca mais foi a mesma depois disso.
da esq p/ dir:
Céu D'Ellia, Flávio Del Carlo e Marco Magalhães


Pra terminar, dizer que o Fazen do mês passado foi bem especial pra mim. Além do Marcos Magalhães, esteve com a gente o Flávio Del Carlo. Foi uma reunião de amigos. Espero que o público tenha se divertido tanto como a gente.






NUPA/ C C J 
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

As oficinas estão de volta!



WORKSHOPS GRATUITOS NO NUPA
Inscrições abertas!

COLETIVO P.A. 009, oficina de DESENHO ANIMADO  setembro a novembro 2011
Aprenda a animar em nosso estúdio, utilizando o programa de animação ToonBoom e outros programas. Participe da produção de filmes coletivos.
É necessário saber desenhar.

  • Para interessados de 16 a 29 anos.
  • Escolha qual dia da semana e horário prefere e inscreva-se!
  • Inscrições na recepção mediante amostra de seu trabalho (desenho, ilustração ou animação em qualquer estilo ou técnica).
  • Amostras podem ser em papel ou formato digital. Em caso de formato digital, recomendamos  extensões populares como jpeg, giff, pdf, mov, wma ou mp4.
  • Sujeito a aprovação 
Opções de dias e horários
Terças a sextas: 10h às 13h – 14h às 17h – 17h às 20h
Sábados:  14 às 17h - 17h às 20h

Núcleo Paulistano de Animação no CCJ Ruth Cardoso
Curadoria: Céu D’Ellia

Apoio: ToonBoom

Pois é, demorou mas retomamos as oficinas gratuitas no NUPA. O que aconteceu é que no início do ano, alguma alma desorientada e egoísta roubou os equipamentos do núcleo. E demoramos todo esse tempo pra vencer a burocracia de compras da Prefeitura e re-equipar o núcleo. A vantagem é que as WS novas são zero bala, processador mais rápido e tudo mais.
O Raff Ribeiro e o Eder Gil já estão trabalhando com o TB desde março, trinta horas por semana, e estão afiados pra serem tutores dos participantes das oficinas. Eu também vou aparecer regularmente, pra acompanhar o desenvolvimento do grupo.
Atenção quem já participou anteriormente: Vocês tem prioridade nas vagas. Nossa meta é fortalecer aqueles que se dedicam mais. Então quem já demonstrou a raça, ganha pontos. Aí nem precisa se inscrever na recepção. Utilize a lista de debate do NUPA pra entrar em contato direto comigo.
Em relação às máquinas roubadas, coincidentemente recuperamos uma delas nesta semana. Os detalhes de como conseguimos a façanha só conto pessoalmente. Mas, cuidado zé mané larápio: - o Big Brother tá de olho em você...

NUPA no C C J Ruth Cardoso

Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha
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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Eppur si muove



FAZEN'DESENHANIMADO no NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ Ruth Cardoso
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.


Sábado, dia 27 de Agosto de 2011
FAZENDESENHANIMANDO 
com
MATERIAIS INSÓLITOS
e
MARCOS MAGALHÃES


Entrada FRANCA: COMPAREÇA!


15h00, MATERIAIS INSÓLITOS
Areia, tinta em vidro, sementes, lanternas, massa de modelar, paredes. Assista animações de diferentes épocas, temas e países, com algo em comum: são incomuns.


16h30: Marcos Magalhães é um dos diretores e fundadores do prestigiado festival ANIMA MUNDI. Mas também é autor de filmes, trabalhou no National Film Board do Canadá e recebeu o prêmio especial do juri de Cannes, em 1982.
EXTRA: Na programação a exibição do curta coletivo de 1985, PLANETA TERRA, marco da animação brasileira.


NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ Ruth Cardoso
Curadoria: Céu D'Ellia


Acho que conheci o Marcos em 1982, logo depois dele ter recebido o prêmio em Cannes, por seu curta metragem MEOW. Eramos dois jovenzinhos começando a carreira e ele certamente tinha acertado no gongo na primeira martelada. Mas continuava a ser um garoto, como eu. E isso significou entre nós, desde então, um processo de troca e discussão, que vem até hoje, sobre animação, Brasil, vida, amor, terráqueos, e outros temas paralelos, alternativos, herméticos e também do tipo comprar pão na padaria, na bakery ou treinar kempô no Leme.
Já nos encontramos muitas outras vezes em fases e lugares diferentes e este Fazendesenhanimando vai ser mais uma delas. Aliás, FazendesenhanimaNdo, em homenagem ao ANIMANDO, curta que o Marcos fez durante seu período de estudos no NFB do Canadá.
Cena de Antonio Moreno em PLANETA TERRA
desenhada diretamente em película
Em 85 nos juntamos pra coordenar a produção de um filme coletivo de animação brasileiro oferecido à ONU, por ocasião do Ano Internacional da Paz (1986). Trinta artistas participaram desta obra, PLANETA TERRA, que virou uma espécie de documento da animação brasileira da época. Convidamos todos os brasileiros que sabíamos estar fazendo animação então. E quem não está neste filme é porque não se interessou em participar. Em algum momento, juntou-se à coordenação do projeto o Flávio del Carlo, convidado do Fazendesenhanimado do mês passado.
Marcos, Flávio e eu passamos juntos por algumas experiências bem interessantes por causa desse filme. E quem comparecer neste sábado dia 27 vai poder ouvir sobre isso e assistir PLANETA TERRA.
Para abrir a programação, selecionei filmes realizados com técnicas incomuns. Hoje em dia a maioria desse filmes é chamado de "em stop motion". Mas escolhi aqueles realizados com materiais os mais diversos. Desde filmes muito recentes até clássicos de décadas atrás. Quem já frequenta nossas sessões vai gostar. E quem não frequenta, está na hora de parar com essa história de reclamar que a Vila Nova Cachoeirinha é difícil de chegar. Passou a Ponte da Freguesia, é uma reta só. E em dois anos NUNCA peguei um congestionamento. Demora MUITO mais atravessar a Avenida Brasil. Mas que coisa...


NUPA/ C C J
http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br
Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha
(11) 3984 2466
(ao lado do terminal de ônibus Cachoeirinha)

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Parte do Porquê

Animação é arte de sociedade industrial. Parte da razão da animação brasileira não ir pra frente tem haver com as mesmas razões da indústria brasileira, como um todo, não ir pra frente.
A outra parte tem haver com a incompetência tanto dos produtores de animação brasileiros, que se recusam a olhar o assunto com clareza e preferem apostar em uma suposta genialidade que acreditam possuir sozinhos, como a incompetência dos governos em abordar de fato a questão, ora fazendo investimentos pulverizados e duvidosos, ora não fazendo investimento nenhum.
Segue abaixo um artigo simples e didático de um jornalista e economista, que sabe passar o recado, sobre a primeira metade do porquê: As razões do atraso da indústria brasileira como um todo. 

Carlos Alberto Sardenberg - O Estado de S.Paulo
Por todo lugar onde passo, ouço histórias de indústrias brasileiras que perdem mercado para concorrentes chineses. Trata-se de uma dupla perda. De um lado, há companhias locais que não resistem à entrada dos produtos importados. Na outra ponta - e talvez seja o caso mais dramático -, empresas exportadoras são deslocadas pelos chineses de mercados na América Latina, nos Estados Unidos e na Europa.
São situações bem diferentes, a exigir respostas diferentes. No caso da concorrência dos importados, é até mais fácil. No limite, e sem discutir, por ora, o mérito dessa política, o governo brasileiro pode impor severas restrições à importação, combinando-as com medidas de favorecimento ao produto nacional. Como, aliás, já começa a fazer.
Mas como fazer para equilibrar a concorrência com os chineses no mercado de ônibus urbanos no Peru? Pode-se até conseguir alguma coisa por meio da diplomacia - Hugo Chávez, por exemplo, a um dado momento, deu preferência a produtos e serviços brasileiros, como na construção de obras públicas. Mas está claro que isso é episódico. Governos estrangeiros, em regra, não vão conceder proteção às mercadorias brasileiras.
Que fazer? Executivos envolvidos nessas histórias têm suas explicações e propostas.
O real valorizado e o yuan, moeda chinesa, desvalorizado são, claro, parte importante do problema. Mas tenho ouvido cada vez mais outras interpretações, que colocam a questão da competitividade geral das duas economias.
Os salários chineses, por exemplo. Já não são baixos, pelo menos não nos setores mais avançados, como eletrônicos, informática e tecnologia da comunicação - contam executivos que lidam com essa concorrência. Dizem que os salários têm subido de maneira expressiva nos últimos anos e, mesmo assim, os produtos deles preservam preços competitivos no mundo todo.
Mas os impostos sobre a folha de salários fazem muita diferença. Ou seja, em diversos setores econômicos, o dinheiro que o trabalhador brasileiro leva para casa não é mais do que o obtido pelo chinês. A diferença efetiva está no imposto cobrado sobre a folha de salários: aqui, algo como 35%; lá, quase nada.
Na verdade, o peso dos impostos brasileiros fica cada vez mais evidente. Ouço frequentes relatos de executivos brasileiros que têm na ponta da língua a sequência infinita de impostos, taxas e contribuições que pagam desde o início da produção até colocar a mercadoria no navio.
Todo mundo sabe disso, a começar pelo governo. Tanto que todas as políticas industriais incluem como peça essencial a desoneração de impostos para setores e empresas. Mas não funciona, porque só podem ser beneficiados alguns poucos escolhidos, uma vez que o governo continua precisando de arrecadação para financiar gastos crescentes. Este ou aquele setor ganha uma competitividade extra, e dependente das autoridades de plantão, mas o geral da economia continua pagando caro.
O outro problema cada vez mais evidente é o custo de capital - a taxa de juros.
A empresa brasileira se financia a juros muito, mas muito maiores que a chinesa. De novo, a política industrial concede financiamentos a juros baixinhos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mas poucos têm acesso a esse dinheiro barato. Quer dizer, barato para o tomador, mas caro para o governo, que o subsidia.
Acrescente o custo da infraestrutura - a gente não faz um aeroporto novo há décadas, os chineses fizeram uma rede - e se tem a história toda.
Nada disso é novo. O que me parece novo é o aparecimento frequente desse tema na bronca dos executivos. Antes, quase só se reclamava da taxa de câmbio. Hoje se fala mais do custo Brasil, antes do câmbio.
Essa é a abordagem correta. Claro que um real bem desvalorizado - a R$ 3 por dólar, digamos - tornaria mais competitivos os produtos brasileiros lá fora. Mas provocaria uma forte inflação local, ao encarecer os importados e os produtos locais comercializáveis internacionalmente. Seria um novo tipo de custo Brasil.
Por outro lado, a proteção ao produto brasileiro no mercado brasileiro também vai encarecer o preço, sem representar ajuda para a exportação.
Eis o ponto: produzir no Brasil ficou muito caro - pelos impostos e juros e pelo ambiente de negócios (custos burocráticos, de licenciamento, etc.) - e não há mais real desvalorizado que resolva.
Bobeamos nisso. Há anos que a carga tributária aumenta todos os anos - e isso tem passado quase sem oposição. Não digo que devemos importar os republicanos americanos, mas vamos reparar: a gente paga mais imposto que os americanos.
Há anos pagamos juros elevadíssimos e parece que está tudo bem. Até acreditamos quando nos dizem que sai em seis vezes no cartão sem juros. Ora, pessoal, essa autoenganação está passando do limite.
O que atrapalha o Brasil, o que impede o crescimento mais rápido, o que nos derrota na concorrência com os chineses é o governo - que arrecada demais, gasta demais, e mal, e ainda por cima deve muito, toma muito dinheiro emprestado, forçando os juros para a Lua.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Martinelli Antropofágico



Tenho desenhado muito menos do que quero. 
E a maioria do que tenho feito são projeto internos e não abertos para o público. 
Aqui vão três estudos para o interior do laboratório de macumba do Mário de Andrade, na cobertura do Edifício Martinelli, para o filme de 1 minuto em fase de conclusão, PAULICÉIA MÁRIO DE ANDRADE. 
Design de personagens e story-board do Laurent Cardon, em workshop com os alunos do NUPA. Os créditos da direção do filme vão para o Paulo Muppet (Birdo), Luciana Eguti (Birdo) e eu. 


Clica que aumenta:




O Anjo da História diz:

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