quinta-feira, 25 de junho de 2009

Asterix enquanto Arte Pop


QUE O CÉV NÃO CAIA SOBRE NOSSAS CABEÇAS ! *I

POR BELENVS ! (E POR TOUTATIS !) *IV

O incomum sucesso internacional de bilheteria e home video de um longa metragem francês, “Astérix e Obélix” de Claude Berry , apontou uma alternativa para a indústria cinematográfica francesa, que traduz a importância dos quadrinhos para a cultura popular.

Ao criarem Asterix, seus autores estavam cumprindo o beabá da arte pop :

· Resgatando valores folclóricos ( os gauleses são os ancestrais mais remotos dos franceses )
· Traduzindo esses valores para a atualidade ( a Gália de Asterix é uma paródia do mundo contemporâneo )
· Utilizando como mídia um veículo de comunicação de massa ( No caso, as histórias em quadrinhos )
Claro que não bastou essa receita para garantir o sucesso. Somou-se a isso o talento excepcional de seus dois autores e um conjunto de circunstâncias ambientais e econômicas propícias.
Seja como for, Asterix resgatou raízes da cultura não só francesa, mas européia, já que os celtas não se restringiram ao hexágono francês. Misturou essas raízes com a atualidade . Utilizou a linguagem de quadrinhos, de origem estadunidense, e a vestiu com as cores e traços locais.

*I-QUE O CÉV NÃO CAIA SOBRE NOSSAS CABEÇAS : Os gauleses de Asterix são destemidos e só tem medo de uma coisa - Que o céu lhes caia na cabeça. Este conjunto de textos foi escrito em 2001, pouco depois do ataque às Torres Gêmeas. Deveriam ser a linha guia de uma exposição no Centro Cultural São Paulo, sobre a BD francófona. Mas a mesma foi cancelada devido ao argumento, do então cônsul francês em São Paulo, que a BD na França já não tinha mais importância e seria melhor organizar um evento de hip hop. A conclusão a que cheguei depois dessa fala, é de que o governo francês não é muito criterioso na escolha de seus representantes no Brasil.

1 comentário:

  1. Asterix ja é tão popular que até aqui já se dá esse nome para as batatinhas.

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