A índia que derrubou a presidente



Antigamente todo dia era dia de Saci.
Agora é um dia só por ano.
E tem que ser dividido com a Congada, o Acarajé
e a Mula-sem-cabeça, entre muitos outros.
O RESUMO:  

A respeito dessa coisa que aconteceu no Brasil na semana que passou, (31 de Agosto de 2016), comento:  

1- A maioria do povo brasileiro tem uma visão totalitária do poder e por isso escolheu Presidencialismo ao invés de Parlamentarismo. Por isso não é capaz de entender o que significa um Presidente que perdeu o apoio do Congresso, e porque ele tem de ser removido, principalmente se o país está em recessão. Em regime Parlamentarista não se teria todo esse mimimi. 

2- Quem está mais preocupado com a Dilma que com o Brasil, é porque não foi afetado pela crise (criada pelo PT). É possível e compreensível. Mas é pensar dentro da caixa.  

3- Quem é brasileiro e sai mundo afora espalhando que foi golpe, ou tem interesse próprio muito grande em manter o PT no poder, ou quer ver o circo pegar fogo. Tá querendo o que, cara pálida? Intervenção do exército americano? Boicote comercial ao Brasil? Tá querendo dar pretexto pra bicho maior vir pra cima?

4- Dilma sendo a principal responsável pela construção de Belo Monte, não movo um átomo de lágrima por ela. E nem por quem votou nela e no Temer e agora quer se fazer de vítima e botar nos outros a culpa por sua falta de inteligência. 


O PIVÔ: 

foto: André D'Elia
Agora, quer saber quem foi mesmo que deu início a esse movimento de destituição? 
Essa índia pajé Ikpeng na foto ao lado. 

É o que eu percebi no dia em que a vi falando pela primeira vez, cinco anos atrás. 
Quando Lula e Dilma passaram por cima dos direitos indígenas e enfiaram Belo Monte goela abaixo do povo. Pra construir uma usina ineficiente, em área de proteção ambiental, ferrando meio ambiente, pescadores e nativos. Uma usina que não conseguiu investimento privado, porque é um péssimo negócio, e que foi bancada com o dinheiro dos impostos. É, o povo trabalhador é quem paga a conta. A bagatela de mais de 30 bilhões de reais, e aumentando. Sabe-se que o custo de construção seria no máximo de 20 bilhões. Pra onde vai o resto do dinheiro, mais de 10 bilhões de reais? 

Quando Lula e Dilma e seus aliados fisiológicos no PMDB estavam achando que podiam tudo, inclusive destruir a beleza que nos cerca, essa índia deu o empurrãozinho que faltava pros Mamaués começarem a fazer seu trabalho. Saiam da frente, Assuras, Anhangás e Vampiros! Pajelança de índio amazônico não é pra qualquer um. 

A imagem é do documentário Belo Monte, Anuncio de uma Guerra, dirigido pelo meu sobrinho André D’Elia. Foi lançado em 2012. Pode ser assistido aqui neste link: BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA. 
Se quiser ir direto na índia, está nos 37 minutos.


O INALCANÇÁVEL: 

Em nenhum lugar do mundo política é preto e branco. Sempre, qualquer grande ação política, vai trazer junto com ela boas e más pessoas, boas e más intenções. Em última instancia um governo cai, sempre, porque a maior parte do povo está insatisfeita. E o que toma seu lugar não é garantia de nada. Cai também, se a insatisfação continuar em maioria. É um movimento natural que não tem papo ideológico que mude. 

Eu me entendo com qualquer pessoa que esteja disposta a conversar e revisar o que acredita. Por que o primeiro a não ter certeza de nada sou eu. 

Lá no fundo mesmo, eu acho que qualquer coisa que acontece é uma somatória do que as pessoas realmente são. E as pessoas não são só o que elas falam e pensam.  

É conversando que a gente se entende. (Caetano Veloso)  
Ou não. (Caetano Veloso)

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