sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Simulacros Verdadeiros



A Festa no Céu

Arte de 1988, toda feita a mão, em
técnica mista de lápis, hidrocor e acrílico.
Dava muito mais trabalho de fazer assim
do que hoje em dia, com computadores.
Mas dava-se muito mais valor também.
É amanhã: Sábado, 24 de Agosto de 2013, das 11h00 às 13h00
Na Livraria da Vila - Fradique Coutinho, 915 (cidade de São Paulo)
Café lacaniano: SIMULACROS VERDADEIROS
Com o artista de animação Céu D'Ellia e o psicanalista Oscar Angel Cesarotto

Desde as cavernas, a de Lascaux ou a de Platão, os humanos somos seres eminentemente visuais; escópicos, como afirmava Aristóteles. Desenhos, pinturas e sombras em movimento, os olhares ficam fascinados pelas representações plásticas, sejam verossímeis ou não. Ver para crer, mesmo que as aparências enganem e os semblantes alienem, já dizia Lacan. Crer para ver: para Freud, quando o preconceito eclipsa a percepção, só apreciamos aquilo que não põe em risco o narcisismo. Por isso e em definitivo, de todas as imagens possíveis, os espelhos, mostrando versões animadas de nós mesmos, são o suprassumo da virtualidade, a tópica do imaginário.


O texto da divulgação é esse que vai acima. Vou fazer um coquetel semiótico com meus dois chapéus, o de cineasta de animação e o de praticante de meditação. No programa, a tela de pinos do Alexander Alexeieff, o hoax do matemático Alan Sokal, a Guerra dos Mundos de Wells e Welles, a esposa do Einstein, o jogo de dados do Mahabharata, Rishis, Pink Floyd e outros leros.

É gratuito. Apareça.
Ou simule que.




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