segunda-feira, 25 de outubro de 2010

2D: O Equívoco sem Profundidade.



Recebi dia 4 de Outubro a mensagem a seguir, do Márcio Rocha:


Olá Céu,
Tudo bom?
Consegui teu e-mail através de um amigo - Flávio Mota.
Estava perguntando a ele sobre uma pesquisa que preciso fazer para a Faculdade. O Tema é “design de personagens na animação 3d”, onde procuro abordar a importância do desenho 2d para a animação 3d.
Estou a procura de alguma material – não apenas na internet, mas também livros que abordem o tema. Ele me disso que talvez você pudesse me indicar alguma coisa, algum livro. Tenho pesquisado nas bibliotecas, mas não encontrei nada muito interessante. Talvez precise comprar algum livro. Aqui em Sorocaba as livrarias são tão “pobres” de conteúdo.
Poderia me ajudar? Aguardo resposta.
Abraço Ceu.
P.S. Curto muito teu trabalho.
--
Márcio Rocha





Márcio e leitores do Iludente,


Já escrevi antes sobre isso aqui no blog, e quem acompanha o Fazendesenhanimado no NUPA/CCJ já me ouviu falar muito isso: Não tem nada a ver usar esse termo "desenho 2D". É um equívoco, e que traz consequências ruins. O Gene Deitch começou uma campanha nos EUA pra se parar com isso e lá já começa a surtir efeito:





Os meus argumentos:


1- Inventaram esse termo 2D a partir da ótica da animação por síntese de imagem (chamada popularmente de computação gráfica ou CG) 3D. Ou seja, ninguém chamava desenho animado de 2D antes. Aí as pessoas do CG3D inventam uma terminologia pra eles e resolvem, por conta deles, que desenho animado tem um D a menos e é 2D.


2- O "D" é de dimensão. 3D, três dimensões: largura, altura e profundidade. Mas quem falou que desenho animado clássico não tem essas 3 dimensões? Desenho bi-dimensional é aquele dos hieróglifos egípcios. Desde Leonardo Da Vinci, que estabeleceu as regras da épura, que o desenho clássico tem três dimensões e portanto, perspectiva.


3- Tanto o desenho animado como o CG3D são criados e projetados em uma tela plana. Tanto que agora o CG3D está em uma nova sinuca de bico: Popularmente 3D não é mais o CG3D mas a projeção estereoscópica. 


4- O Alceu da Vetor Zero argumentou comigo que você pode girar em volta de uma animação ou modelo CG3D. OK. É verdade. Mas pra que serve isso, na prática, em uma produção? Pra criar mais problemas. Um filme é planejado na fase de story board, pra não se mudar a posição da câmera, o que sempre encarece e atrasa um trabalho. Mudar a posição da câmera depois do filme pronto não é sinal de boa direção. 


5- Além disso, TAMBÉM pode-se girar a câmera em volta da maquete e dos personagens em stop-motion. Mas nem por isso chama-se a técnica stop-motion de 3D. Porque a essência da técnica stop-motion é... o stop-motion! Não o fato de ser 3D. Então, voltando ao primeiro argumento, a essência do desenho animado é ser feito em... desenhos! Então esse é o nome: Desenho Animado. Ou Desenho Animado Clássico ou Tradicional, se quiser diferenciar um pouco mais. É melhor portanto que pare-se com essa história de querer uma supremacia do CG3D e a partir dele renomear o desenho animado, que já existia antes, já tinha seu próprio nome, e que também tem as três dimensões.


6- Fala-se que o desenho animado está com seus dias contados, ou que já acabou. Não é verdade. O que de fato aconteceu é que o fechamento do estúdio de animação clássico da Disney nos EUA (que reabriu depois pra fazer A Princesa e o Sapo), foi entendido por investidores como o fim do desenho animado tradicional. Mas investidor entende "ganhar dinheiro" e não o que é filme bom ou animação. Além disso, o que estava bombando naquela época eram os desenhos da Pixar (distribuídos pela Disney) e o Shrek da Dreamworks. E isso foi entendido por investidores como um sinal de que o CG3D estava substituindo o desenho animado tradicional. Mas um monte de filmes em CG3D, inclusive feitos pela Disney, também foram ruins comercialmente logo em seguida. Ou seja: técnica não é garantia de filme bom e muito menos de sucesso comercial. 


7- Ao contrário, até o presente momento, a animação para TV mais popular entre as crianças é em desenho animado: SpongeBob. E as animações adultas (ou prime time) mais populares também: The Simpsons e Family Guy. E o autor de longas mais festejado como inovador, faz desenho animado a mão: Hayao Miyazaki. 


Bom, respondi ao Márcio Rocha a questão do equívoco "animação 2D". Mas ele na sua mensagem escreveu "desenho 2D". É um prolongamento do equívoco, percebem? Se eu tiver sido claro no meu argumento número 2, não existe desenho clássico 2D. 


E aí, procurando responder especificamente sua pergunta, não tem como dizer da importância do desenho 2D pra animação 3D. O que tem é a importância do planejamento no papel antes de se começar a produzir o filme. E são os bons desenhistas, que entendem tudo de épura, anatomia, personalidade, expressão, design, estilo, movimento, recursos da animação, acting, timing, etc que são fundamentais para executar essa etapa, como por exemplo:


Jason Deamer em Ratatouiile


Nico Marlet em How to Train Your Dragon


Craig Kellman em Madagascar




Peter de Seve em Ice Age


E muitos outros...
Desconheço livros editado em português sobre o assunto. Aliás, de modo geral, não há quase nada em português sobre animação.
O ponto de partida que recomendo para pesquisar sobre o assuto é este blog: http://characterdesign.blogspot.com/
E olhem este aqui também:
http://animationbgs.blogspot.com/

Desejo ter respondido a pergunta do Márcio e esclarecido o melhor possível o assunto para os interessados.
A propósito, não sou defensor de nenhuma técnica de animação. Não acho que nenhuma técnica é melhor do que outra. Animação é uma arte coletiva. Tudo contribui e agrega. 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Santa premiação, Batman!!!


Eu sempre acompanho a premiação do IgNobel. É um prato cheio pra quem faz animação... Confira a matéria de Carlos Orsi, do estadão.com.br, de 30 de setembro de 2010:


Sexo oral entre morcegos e vida corporativa são estrelas do IgNobel

Premiação chama atenção para 'descobertas que fazem as pessoas primeiro rir, depois pensar'

"Felação entre morcegos frugívoros prolonga a duração da cópula" é o título do artigo científico que levou uma equipe de cientistas chineses e britânicos a receber o Prêmio IgNobel de Biologia de 2010. Gareth Jones, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, deve comparecer ao ao Teatro Sanders, da Universidade Harvard, nos EUA, para receber a honraria na vigésima cerimônia da premiação, que, segundo seus idealizadores, busca chamar atenção para "descobertas que fazem as pessoas primeiro rir, depois pensar".

Outro destaque da premiação é um artigo de pesquisadores italianos que buscaram uma forma de escapar do chamado Princípio de Peter. Proposto pelo psicólogo canadense Laurence Peter, o princípio costuma ser resumido na afirmação de que, em toda hierarquia, os indivíduos tendem a ser promovidos até atingir "seu nível máximo de incompetência".

"Embora pareça pouco razoável", escrevem os agraciados no artigo "O Princípio de Peter Revisitado: Um Estudo Computacional", "o princípio funcionaria realisticamente em qualquer organização onde o mecanismo de promoção premia os melhore membros" e onde as tarefas do nível superior são muito diferentes das do nível inferior.
O resultado é uma perda de eficiência da organização, que deixa de contar com um ótimo funcionário no nível abaixo e passa a contar com um funcionário medíocre ou ruim no nível acima. "Dentro de uma abordagem de teoria dos jogos", prosseguem Alessandro Pluchino, Andrea Rapisarda e Cesare Garofalo, da Universidade de Catânia, na Itália, "descobrimos contraintuitivamente que, para evitar tal efeito, as melhores formas de melhorar a eficiência de uma dada organização é ou promover a cada oportunidade um agente ao acaso ou promover aleatoriamente o melhor e o pior membro, em termos de competência".

Um grupo de pesquisadores japoneses volta para receber seu segundo IgNobel. Depois de serem agraciados em 2008 com o prêmio de ciência cognitiva pela descoberta de que o limo é capaz de resolver labirintos, Toshiyuki Nakagaki e Atsushi Tero recebem agora a honraria na categoria de Planejamento de Transportes, como membros da equipe que demonstrou o uso do limo na determinação de rotas para linhas ferroviárias.

Por sua vez, o Prêmio IgNobel da Paz vai para três britânicos que confirmaram a crença popular de que gritar palavrões ajuda a diminuir a dor.

O lado francamente satírico do prêmio aparece no de Química, concedido pela descoberta de que "óleo e água se misturam". Ele será concedido a dois cientistas americanos - que realmente trabalharam num estudo a respeito -, mas também à BP, empresa responsável pelo gigantesco vazamento de petróleo no Golfo do México.

Já o IgNobel de Economia vai para os administradores das empresas Goldman Sachs, AIG, Lehman Brothers, Bear Stearns, Merrill Lynch e Magnetar, "por criar e promover novas formas de investir dinheiro - que maximizam o ganho financeiro e minimizam o risco para a economia mundial, ou para uma porção dela". Essas empresas tiveram um papel central na crise econômica que ainda atinge os EUA e a Europa.
Outros prêmios deste ano vão para uma equipe de cientistas britânicos e mexicanos que inventou um helicóptero teleguiado para coletar amostras de secreção nasal de baleias; para dois cientistas holandeses que provaram um passeio de montanha-russa alivia os sintomas da asma; para duas pesquisadoras neozelandesas que demonstraram que usar as meias para fora do sapato reduz o risco de escorregar e cair na neve; e para três americanos que provaram, por meio de experimentos, que micróbios se agarram a cientistas barbados.
A cerimônia do IgNobel tem transmissão ao vivo pelo YouTube, e ficará disponível online em http://www.youtube.com/improbableresearch. O prêmio é uma promoção da revista Annals of Improbable Research (AIR), que se define como um periódico de "humor científico". Como já é tradição, a cerimônia tem um tema, que será refletido em duas apresentações musicais. O deste ano é "bactéria".
Os ganhadores que forem a Harvard receber o prêmio - segundo a AIR, autores de oito dos dez trabalhos ganhadores confirmaram presença - terão a honraria concedida por vencedores do Nobel. Farão a entrega do IgNobel Sheldon Glashow (ganhador do Nobel de Física em 1979); Roy Glauber (Física, 2005), Frank Wilczek (Física, 2004), James Muller (Paz, 1985) e William Lipscomb (Química, 1976). 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tecnologia afiada

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA - Núcleo Paulistano de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 9 de Outubro

VETOR ZERO, FAZEN’DESENHANIMADO  A PARTIR DO ZERO
Entrada FRANCA

15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte TRÊS: Norman McCabe,
Tex Avery, Art Davis e Bob McKimson. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes acompanhada de explicação e debate com o curador do Núcleo.

16h30: Alceu Baptistão, diretor da VETOR ZERO, mostra como eram produzidos os efeitos especiais antigamente e como são feitos hoje, com a tecnologia digital. A VETOR ZERO está entre as produtoras de animação e efeitos mais avançadas do Brasil, produzindo comerciais e sequências em longa-metragens, de tirar o fôlego. Surpreendente, não perca!






N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

O convidado em Outubro é o Baptistão da Vetor Zero. Quase impossível você já não ter assistido um filme ou visto uma imagem produzida pela Vetor. O Alceu me disse que vai apresentar um material didaticamente bem interessante: Vai fazer uma retrospectiva de como os efeitos especiais eram produzidos antes da tecnologia digital, e como são feitos hoje. É uma ótima oportunidade para se entender os princípios que norteiam a criação de efeitos, pois mesmo que a tecnologia seja completamente diferente, a lógica que dá origem às soluções, se não é a mesma,  está em uma mesma linha de desenvolvimento. 

Neste mês fecho a série de diretores clássicos Warner. Do Norman McCabe vou projetar um filme pra lá de polêmico e que você não verá de jeito nenhum em circuito comercial: é politicamente incorretíssimo. 
McKimson era o diretor mais rápido da WB e ao lado de Freleng e Jones forma a trilogia dos diretores que construíram a maior parte do repertório clássico das Looney Tunes. Entre outros, criou Taz, o diabo da Tasmânia, e Foghorn Leghorn (no Brasil, Frangolino)
Tex Avery, o grande inquieto, é considerado o pai dessa história toda de cartum animado. Na França ele é colocado junto a Chaplin como um dos pilares do humor cinematográfico. Avery morreu sem saber disso e, há quem diga, deprimido e com baixa auto-estima. Além de sua produção na Warner, ele fez filmes clássicos na MGM e na Walter Lantz. Certamente vou exibir pelo menos um Droopy e um Lobo e a Pin Up.
Davis dirigiu por um período muito curto. O que é uma pena. Os estudiosos de desenho animado consideram seu personagem, o Gato Heathcliff, de apenas um filme, Dough Ray Me-Oue, a mais estúpida criatura que já surgiu até hoje no mundo da animação. Venha ver se você concorda com os estudiosos. 
E aproveita e dá uma olhada na escultura cinética lindona que agora voa por cima da escadaria do prédio do CCJ Ruth Cardoso. É isso. Espero você lá!


N U P A / C C J
  










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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

... e o prêmio vai para:



O resultado do EDITAL PAULICÉIA MÁRIO DE ANDRADE para roteiro de desenho animado de 1 minuto foi publicado no Diário Oficial do Município de São Paulo de 9 de Setembro de 2010.
O link pro Diário é este: http://diariooficial.imprensaoficial.com.br/nav_v4/index.asp?c=1
Coloque no canto esquerdo a data (9/9/2010). 
Em seguida, em nome da Seção, escolha CULTURA.
Aí, digite para ir para página 47. E leia no canto inferior direito.


É bom que se saiba:
51 projetos foram habilitados para julgamento. Entre esse projetos, escritores profissionais conhecidos, iniciantes conhecidos e amadores completamente desconhecidos.


O júri foi composto por:


Ciça Fittipaldi, ilustradora premiada internacionalmente, professora de Desenho, Ilustração e Design Editorial na Faculdade de Artes Visuais da UFG. Mestre em Cultura Visual, consultora de Educação Escolar e Educação Superior Indígena, na área de Comunicação e Arte. Ciça foi convidada a compor o júri como especialista em grafismo e folclore brasileiros.


Guilherme Marcondes, premiado cineasta de Animação, diretor e criador de filmes de Animação em diversos formatos, atualmente residindo em New York, Estados Unidos, onde é representado pela Hornet Inc. Guilherme foi convidado a compor o júri como especialista em roteiros e filmes em animação.
Iara Rennó, musicista, compositora e intérprete, pesquisadora da obra de Mário de Andrade. Entre outras obras, em 2008 lançou Macunaó.peraí.matupi ou Macunaíma Ópera Tupi. Foi convidada como especialista em Mário de Andrade.


Eu presidi os trabalhos do júri, mas a escolha foi de exclusiva responsabilidade dos três jurados, sendo o primeiro classificado, escolhido por eles por unanimidade. Apenas no caso do quinto e sexto suplentes é que precisei votar, para solucionar um empate. Mas mesmo a escolha desses dois últimos no universo de 51 classificados foi decisão de Ciça, Gui e Iara, sem a minha interferência.
Tivemos escritores veteranos que não tiveram seus projetos selecionados, da mesmíssima forma que iniciantes. O vencedor, FRANKESTEIN (sic) ANTROPOFÁGICO, é do cartunista e quadrinista veterano, JOÃO SPACCA.







Segue a lista completa, com suplentes,
RESULTADO FINAL JURI EDITAL ROTEIRO DE ANIMAÇÃO PAULICÉIA MÁRIO DE ANDRADE

Primeiro lugar: Escolhido por unanimidade pelos três jurados
01 (FRANKESTEIN ANTROPOFÁGICO) de João Spacca

Primeiro suplente:
17 (DESVAIRISMO) de Thaís Bologna Dias

Segundo suplente:
05 (ODISSÉIA BRASILEIRA) de Rodrigo Kazuo Kawano

Terceiro suplente:
38 (DESENTERRO) de Daniel Tadeu Obeid

Quarto suplente:
15 (ARLEQUINAL) de Inaê Luz Rocha

Quinto suplente:
37 (RAPSÓDIA PAULISTANA) de Daniel Santos e Souza








quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Depois da idéia, a pré-produção

PAULICÉIA MÁRIO DE ANDRADE:
Workshop de Story Board & Design para Animação no NUPA / CCJ











Os alunos trabalharão na criação visual do roteiro ganhador do edital Paulicéia Mário de Andrade.

TURMA 1: NOVE VAGAS, QUINTAS, 19h às 21h
16 e 23 de Setembro/ 14 e 28 de Outubro

TURMA 2: NOVE VAGAS, SÁBADOS 15 às 17h
18 e 25 de Setembro/ 16 e 30 de Outubro

INSCRIÇÃO MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE PORTFÓLIO


Prof. convidado, Laurent Cardon: cineasta de animação e ilustrador. 
Nascido na França, iniciou sua carreira em Paris, nos estúdios Brizzi, Gaumont e Ellipse. Trabalhou como supervisor de animação para produções francesas e americanas na Espanha e na Ásia. Trabalhou no Brasil com diversas produtoras de comerciais. Atualmente tem sua própria produtora, a CITRON VACHE. www.citronvache.com.br






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Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

O trabalho da comissão julgadora que indicará o roteiro vencedor do Edital Paulicéia Mário de Andrade já está perto da conclusão. Mas quando o resultado for anunciado e se souber quem terá seu roteiro adquirido pelo CCJ pelo valor de R$10.000,00, eu estarei viajando e sem conexão web. Então, não anunciarei o resultado tão rapidamente. Quem quiser saber antes, leia no Diário Oficial do Município de São Paulo ou no site do CCJ: http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/

Conforme relatado anteriormente, o roteiro vencedor será objeto de uma oficina de pré-produção. A idéia, que por enquanto está apenas em palavras, será desenvolvida visualmente, através de story board e projeto de design, com key visions e model sheets. Para orientar esse workshop, teremos o Laurent. E pode ter certeza que fiquei bem feliz dele ter aceito nosso convite. As credencias do professor estão logo acima. E eu sugiro uma visita ao site da CITRON VACHE (Limão Vaca em francês), para arregalar os olhos com os trabalhos do moço.

Inscrições ABERTAS!






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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Aonde isso vai parar?

FAZEN’DESENHANIMADO no NUPA - Núcleo Paulistano de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de suas idéias e experiências.
 
Sábado, Dia 11 de Setembro

FÁBIO YAMAJI, DE REPENTE FAZEN’DESENHANIMADO
Entrada FRANCA

15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte DOIS: Ben Hardway, Jack King, Bob Clampett e Chuck Jones. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes acompanhada de explicação e debate com o curador do Núcleo.

16h30: Fábio Yamaji, diretor, montador e fotógrafo, destacado animador na técnica stop motion, é autor de vários filmes premiados, entre os quais o curta O DIVINO, DE REPENTE (2009), destaque no Anima Mundi. Professor, Yamaji leciona no IED e na pós-graduação da Anhembi Morumbi. Mantém uma produção experimental de curtas em vídeo e fotografias com câmeras analógicas de baixa tecnologia (lomo/toy cameras).

N U P A
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D’Ellia

Já estou adiantando pra vocês a programação de Setembro, pois vou passar um tempo em um lugar sem luz elétrica, água quente e paredes. Muito menos internet e laptop. 
Sessão agradecimentos: Tenho que agradecer o esforço constante da equipe do CCJ. Todos, sem exceção. Primeira vez no Brasil que vou em um lugar onde até os seguranças são gente fina. Prometeram que iam acabar com aquele vazamento de luz no Espaço Sarau e cumpriram. Nossa projeção está muito melhor. - Sou realmente grato a todos vocês que trabalham no CCJ. Um lugar cada vez mais iluminado. Muito obrigado!

Estão me pedindo para postar aqui no blog algumas das imagens e informações da palestra que dei no mês passado, - Diretores Clássicos WARNER BROS parte UM- . Quando eu voltar faço isso, ok? 
Enquanto isso vão colocando na agenda estar com a gente no dia 11 de Setembro. Teremos o Fábio Yamaji, que como vocês leram aí em cima, merece ser ouvido. E seus trabalhos merecem ser vistos. Pelo menos é o que vários festivais brasileiros e internacionais estão achando de O DIVINO, DE REPENTE, que está recebendo vários prêmios por aí afora. Assim como o César Cabral, que esteve com a gente no Fazen'desenhanimado anterior, Yamaji também atua na área do stop-motion.
Para abrir a sessão, antes do Yamaji, dou sequência no estudo da contribuição dos diretores clássicos WB para a arte do cartum animado. 
Nesta segunda parte vamos conhecer melhor o sujeito que deu o pontapé inicial na criação do personagem mais popular do desenho animado nos Estados Unidos entre os anos 40 e 70. O sujeito é o Ben Hardway e o personagem NÃO é o Mickey e nem o Pato Donald. É o Pernalonga. Aliás, Bugs Bunny. E Bugs era o apelido do Hardway, que foi parar no coelho. O Pernalonga é definitivamente um personagem coletivo. Quase todos os diretores WB colocaram algo nele. Bob Clampett, outro diretor que veremos neste dia, espalhou por aí que foi ele o criador do coelho de longas pernas. E isso azedou de vez a relação dele com os outros. Principalmente com o Chuck Jones. Jones é o diretor WB com desenhos mais bonitos. Acho que não vai dar para não assistir nesse dia o hiper-mega-cult ONE FROG EVENING, único filme com o personagem Michigan J. Frog. 

Encontro você lá!

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Tendências



Tá bom. Já deu no Cartoon Brew e é um viral que já teve, até este momento, perto de 3 milhões de vistas, só no YouTube. 


Mas não dava pra deixar esta pérola fora do Iludente:


domingo, 8 de agosto de 2010

Peugadas de toelho nas areias do tempo



O que vai abaixo é um trecho de The History of Animation, de Charles Solomon


O autor está tentando explicar como os cartoons do período mais genial do desenho animado deixaram de ser produzidos. Entre os (então e ainda) popularíssimos Tom & Jerry e os cult Tex Avery, toda uma gama de criações que, passados SESSENTA anos, continuam a ser exibidos no mundo todo, sustentar a atenção, polemizar e, dependendo do caso, tocar o sino da caixa registradora.


O texto permite uma longa discussão. Que fica para o momento oportuno. Por hora, chamo apenas atenção para os dois destaques em asterísco. O primeiro é do Solomon. Mas o segundo é meu. 


Aí vai:

Os cartuns de Hollywood foram vítimas colaterais da decisão de 1944 da Suprema Corte dos E.U.A., que forçou os estúdios de filmes a que vendessem salas de exibição que possuíssem e descontinuassem a prática de “block booking” (reserva em pacote). Com block booking, se o dono de uma sala quisesse exibir um longa-sucesso de um estúdio, tinha que pegar também um segundo longa, um cartoon e, frequentemente, um noticiário. Uma porcentagem do pacote total era usada para financiar o departamento de animação do estúdio. 
Programas com filmes tinham mudado no meio dos anos 1950. As “extravaganzas” (programações elaboradas de entretenimento, com curtas de animação, filme musical e outros anexos que compunham com o longa principal) que duravam uma tarde inteira nos anos 1930, haviam sido substituídas por dois longas. Proprietários de salas de exibição recusavam pagar mais que uma taxa de aluguel mínima por um curta. Tornou-se bastante óbvio que cartoons não poderiam recuperar seus custos de produção em seu lançamento inicial*1, e um por um, os estúdios pararam de produzir cartoons. MGM estava entre os primeiros a fechar. 
Ninguém parecia se dar conta que um cartoon poderia ser relançado por anos a fio – e faturar um lucro substancial. A contínua popularidade dos clássicos cartoons Warner, MGM, Fleischer e Disney na televisão e, subsequentemente em vídeo cassete (dvd, blue-ray, i-tunes) provaram quão longa é a vida de uma boa animação*2. Desafortunadamente, executivos de estúdios durante os anos 1950 tinham a visão estreita demais para reconhecer o fato e os cartoons de Hollywood foram desnecessariamente sacrificados.

sábado, 31 de julho de 2010

Stop Non Stop

FAZEN'DESENHANIMADO no NUPA -Núcleo de Animação do CCJ
Convidados conversam com o público, apresentam filmes, respondem perguntas, falam de sua idéias e experiências.


Sábado, Dia 14 de Agosto
CESAR CABRAL, FAZEN'DESENHANIMADO STOP MOTION
Entrada Franca


15h00: Diretores clássicos WARNER BROS parte UM: Harman & Ising, Frank Tashlin e Friz Freleng. Eles inventaram o cartum animado. Saiba quem foram e como contribuíram para criar esta arte. Exibição de filmes aconpanhada de explicação e debate com o curador do NUPA.


16h30: Cesar Cabral, diretor e animador especialista na técnica de stop motion é o convidado de Agosto. Entre filmes para publicidade, documentários, curtas e vinhetas, César também é o autor de um dos mais premiados filmes do Brasil, o DOSSIÊ RÊ BORDOSA, adaptação virtuosa dos personagens do cartunista Angeli. Um arraso! Compareça!


NUPA
Núcleo Paulistano de Animação no CCJ
Curadoria: Céu D'Ellia



Mês passado escrevi a respeito de reconhecimento e agradecimento. Preciso reconhecer que estou bem grato às pessoas que tem estado presentes nos nossos encontros mensais, Fazendesenhanimado. Platéia cada vez maior e mais entusiasmada, perguntas cada vez melhores. Gente que vem de longe. Até um mochi (de chocolate) recebi de presente, de uma artista plástica bacana que tem prestigiado nosso trabalho. - Sou grato a vocês e quero que a cada mês o nosso trabalho melhore e possa corresponder mais e mais ao que vocês merecem. 
Por falar em melhorar, a direção do CCJ prometeu que vai resolver aquele vazamento de luz horroroso atrás da tela. Sempre que as cenas dos filmes são um pouco mais escuras, entro em agonia... 


Bem, este mês temos o Cesar Cabral. Já estão em exposição, há algumas semanas, as caixas transparentes com os bonecos articulados que ele usou pra fazer DOSSIÊ RE BORDOSA. Trabalho impressionante, meticuloso e hiper bem acabado. 
O Cesar já faz coisa bacanas, mas dá pra perceber que tem potencial pra muito mais. Oportunidade de entender melhor o que é a técnica stop motion e no que difere de outras formas de desenho animado.
Pra esquentar a platéia, antes do Cesar, vou dar início a uma apresentação de um estudo da contribuição (fundamental) dos diretores clássicos de cartum da Warner Bros para a criação da arte do desenho animado. Conforme os anos vão passando, o apêgo ao realismo de Disney começa a ficar cada vez mais superado pelas novas tecnologias. E assim, valoriza-se mais e mais, esta outra escola de animação estadunidense, a ANIMAÇÃO ESTILIZADA (não confundir com animação limitada). Muito mais criativa e menos caramelizada que o padrão Disney. 
Tem tanta coisa interessante pra ver e estudar que dividi em 3 partes. Neste sábado veremos Harman/Ising, Tashlin e Freleng (meu preferido). Em setembro, Hardway, King, Clampett (atualmente muito em moda nos EUA) e Jones. Outubro fechamos com McCabe, Art Davis, McKimson e Tex Avery (celebrado pelos francêses como um dos maiores gênios do humor do século XX). 


Venha!


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