Leia bem a data deste post, aí em cima: 12 de Junho de 2011. E este texto é um resumo da apresentação que fiz no Ruth Cardoso no último sábado do mês passado.
Por que tanta preocupação minha em fixar o tempo deste post? Porque trata-se de um instantâneo do momento. Dentro de algumas semanas muito pode acontecer e o que tornou relevante estes cases pode já estar superado.
É que o assunto é internet, a terra da rapidez, do efêmero, do será tudo e já passou. Webdahora é o nome da mostra que apresentei, com um retrato dos casos mais recentes de utilização inteligente da web, para exibir e produzir animação.
O que segue pode tornar-se clássico ou ser esquecido na próxima curva ilusória do tempo. Deus, que é a Verdade, sabe melhor disso. As estatísticas, como sempre, duvidam.
Então vamos nessa:
ENCONTRAR QUEM QUER LHE ENCONTRAR:
Com Vimeo, YouTube, Dailymotion e outros sites de publicação de filmes, e destaques em blogs como Cartoon Brew, muitos novos autores estão encontrando mais destaque e público para seus filmes, e mais rapidamente, do que através do tradicional circuito de festivais. Além de ser muito mais fácil fazer o upload de um filme, do que preencher as longas fichas de inscrição, gastar dinheiro com correio e cópias. Claro, se você ganhar um prêmio em um festival, a atenção para seu filme está muito mais garantida do que perdida no meio do dilúvio dos sites de conteúdo. Então colocar o filme na internet e inscrevê-lo em festivais são coisas complementares. Há quem diga: quanto mais janela, melhor. Especialmente se você é um novo autor, fazendo curtas metragens que não vão ter mesmo retorno financeiro de distribuição e cuja principal meta é apenas divulgar seu estilo, ideáis e trabalhos, para ser conhecido no meio-artístico.
Por exemplo:
Aliás, uma observação: Não vou postar aqui os links dos filmes. Por favor, não é difícil encontrar. Dê um copy paste nos títulos e nos nomes dos autores que rapidinho um robô gratuito da web faz esse serviço pra você.
FALAR LIVREMENTE:
Outro uso bacana da web é permitir o acesso a filmes que por uma razão ou outra foram censurados ou banidos das suas mídias tradicionais. Aliás, essa pode ser até mesmo uma estratégia de propaganda para um trabalho; ter uma segunda versão mais polêmica ou com cenas cortadas, que vão atrair a atenção de internautas.
Na abertura dos Simpsons atribuída a ele, seu nome aparece pichado duas vezes, no início da sequência; na parede da escola e em um outdoor. O filme percorre Springfield e acompanha seus moradores tipicamente americanos e consumistas, para terminar em algum lugar na China, onde trabalhadores reduzidos à condição de escravos do governo, produzem os filmes e o merchandising da própria série, cercados de trabalho infantil e destruição do meio ambiente. Em pouco menos de dois minutos o filme joga um holofote no mundo de hoje, onde o capitalismo e o comunismo deram-se as mãos para enriquecer uma meia-dúzia de patifes, enquanto o resto da humanidade divide-se entre escravos e estúpidos, vivendo todos em um ecossistema que naufraga. Não sei se o filme foi realmente criado por Banksy, mas combina com seus grafites. E é genial. E marca a internet como o lugar onde as idéias finalmente podem correr soltas, para o bem e para o mal.
APRESENTAR SEUS PERSONAGENS E ALAVANCAR RECURSOS:
Outros autores também estão utilizando a web para exibir livremente e divulgar seus trabalhos, mas vão mais longe. Querem promover seus próprios personagens e alavancar recursos para novas criações.
ALAVANCAR TRANSMÍDIA:
Outros estão utilizando a web em articulação para projetos de transmídia. TER SEU PRÓPRIO PÚBLICO:
Bom, voltando ao nosso primeiro exemplo de utilização inteligente da internet, a divulgação de filmes autorais, para fechar com o que mais me chamou a atenção, pela qualidade, nesta lista de cases:
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É isso. A logorréia atacou forte. E talvez daqui a algumas horas, todas estas histórias estejam ultrapassadas.
Ou não.




























