Foto interessante, cheia de desdobramentos.
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sábado, 2 de abril de 2011
domingo, 8 de agosto de 2010
Peugadas de toelho nas areias do tempo
O que vai abaixo é um trecho de The History of Animation, de Charles Solomon.
O autor está tentando explicar como os cartoons do período mais genial do desenho animado deixaram de ser produzidos. Entre os (então e ainda) popularíssimos Tom & Jerry e os cult Tex Avery, toda uma gama de criações que, passados SESSENTA anos, continuam a ser exibidos no mundo todo, sustentar a atenção, polemizar e, dependendo do caso, tocar o sino da caixa registradora.O texto permite uma longa discussão. Que fica para o momento oportuno. Por hora, chamo apenas atenção para os dois destaques em asterísco. O primeiro é do Solomon. Mas o segundo é meu.
Aí vai:
Os cartuns de Hollywood foram vítimas colaterais da decisão de 1944 da Suprema Corte dos E.U.A., que forçou os estúdios de filmes a que vendessem salas de exibição que possuíssem e descontinuassem a prática de “block booking” (reserva em pacote). Com block booking, se o dono de uma sala quisesse exibir um longa-sucesso de um estúdio, tinha que pegar também um segundo longa, um cartoon e, frequentemente, um noticiário. Uma porcentagem do pacote total era usada para financiar o departamento de animação do estúdio.
Programas com filmes tinham mudado no meio dos anos 1950. As “extravaganzas” (programações elaboradas de entretenimento, com curtas de animação, filme musical e outros anexos que compunham com o longa principal) que duravam uma tarde inteira nos anos 1930, haviam sido substituídas por dois longas. Proprietários de salas de exibição recusavam pagar mais que uma taxa de aluguel mínima por um curta. Tornou-se bastante óbvio que cartoons não poderiam recuperar seus custos de produção em seu lançamento inicial*1, e um por um, os estúdios pararam de produzir cartoons. MGM estava entre os primeiros a fechar.
Ninguém parecia se dar conta que um cartoon poderia ser relançado por anos a fio – e faturar um lucro substancial. A contínua popularidade dos clássicos cartoons Warner, MGM, Fleischer e Disney na televisão e, subsequentemente em vídeo cassete (dvd, blue-ray, i-tunes) provaram quão longa é a vida de uma boa animação*2. Desafortunadamente, executivos de estúdios durante os anos 1950 tinham a visão estreita demais para reconhecer o fato e os cartoons de Hollywood foram desnecessariamente sacrificados.
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